O CLIMA ESTA A MUDAR! HÁ QUE MUDAR DE VIDA!

O clima está a mudar, sendo bem visível para todos nós!Os relatórios científicos confirmam esta realidade e se não mudarmos o nosso sistema económico e não travarmos o consumismo  de alguns povos, em particular os mais ricos, o nosso Planeta está em risco!Esta é uma das conclusões que se poderia tirar no fim do debate realizado ontem pela BASE-FUT de Lisboa tendo como animadora do mesmo a Ana Rita Antunes, engenheira do ambiente a ativista da Associação ambientalista ZERO.
Fogos florestais, furacões, inundações e prolongadas secas são os maiores sinais de que algo muito importante está a acontecer à nossa CASA comum o planeta Terra.
As atividades humanas, em particular a industria, os transportes e a  agricultura intensiva, nos moldes atuais de grande consumo de energias fósseis e água, estão a gerar o chamado efeito estufa, aquecendo o nosso planeta, aumentando o nível dos oceanos e rompendo com equilíbrios ancestrais absolutamente necessários à vida humana.
Perante esta situação perigosa e a falta de vontade política em mudar mais rápidamente o nosso modelo económico é urgente que os cidadãos se mobilizem mais ativamente para pressionar os governantes de cada país, as instituições internacionais e os diversos centros de poder.Em que sentido? No sentido de se fomentar a produção e utilização mais rápida de energias renováveis,de aposta nos transportes públicos menos poluentes, na mudança para uma agricultura menos consumidora de água  e menos dependente de energias poluentes, bem como na diminuição do consumo de pecuária, em particular a vaca.Com efeito está confirmado que a pecuária é uma das fontes de metano que contribui para o aquecimento global!
Os relatórios das Nações Unidas são importantes avisos mas os Acordos conseguidos a nível mundial, nomeadamente o de Paris, ainda são muito recuados.Não basta a boa vontade.É preciso ir mais longe!É um problema de todos, destas gerações e das futuras!

É IMPORTANTE CONHECER A LEI LABORAL?

Portugal deve ser um dos países europeus onde os trabalhadores mais ignoram a lei laboral e menos informação têm sobre a mesma.Não apenas os trabalhadores mas também uma larga percentagem de patrões, em particular das pequenas empresas que são a maioria do nosso tecido empresarial.Várias razões contribuem para esta situação que era importante alterar.
A primeira razão tem a ver com a nossa história educativa e cultural.Quem sabe de leis é o chefe, o sr doutor jurista ou o sindicalista.
A segunda razão está relacionada com a  experiência, com a percepção dos trabalhadores relativamente à efetividade da lei, ou seja, a capacidade de se pôr a lei em prática nas empresas.A lei não é para cumprir.«Na lei é muito bonito mas na prática...»
Uma terceira razão tem a ver precisamente com a dificuldade histórica de organizarmos uma inspeção do trabalho, competente, eficaz e com recursos suficientes e poderes legais!
Enquanto na ASAE os inspetores são agentes que atuam como polícias e em em caso de crime económico grave podem prender o infrator, a inspeção do trabalho nunca teve nem tem competências policiais.Nunca um patrão ou gestor foi preso no momento de um acidente mortal numa empresa ou estaleiro.Tem que haver um inquérito ao acidente, mesmo que seja óbvio e evidente a responsabilidade da empresa naquele crime!Depois do acidente haverá o tribunal e os juízes têm sido muito benignos relativizando as responsabilidades da empresa.
Uma quarta razão tem a ver com a inoperância e lentidão dos tribunais do trabalho.Os patrões também se queixam desta realidade mas ela afeta em particular o trabalhador o elo mais fraco da relação de trabalho.
Assim a legislação laboral e os tribunais de trabalho que nasceram como mecanismos de defesa da parte mais fraca na relação de trabalho capitalista são pouco eficazes e ,em larga medida, desconhecidos pelos trabalhadores.
A Administração Pública tentou limpar a consciência através de portais na internet para tudo, com as leis e até com as famosas «Perguntas e Respostas», com inúmeros formulários, como se toda a gente tivesse computador e tivesse formação informática.
Estas medidas tecnocráticas não são suficientes.O antigo IDICT e hoje a ACT organizaram e organizam campanhas sectorias sobre prevenção e promoção da segurança e saúde no trabalho e num caso ou outros sobre temáticas legais.Todavia estas campanhas são fundamentalmente dirigidas a pessoas que têm bastante informação laboral e podem ,claro, informar outra menos informadas!
Os próprios sindicatos e outras organizações de trabalhadores deveriam fazer mais informação e formação neste capítulo definindo objetivos anuais de leteracia no domínio da legislação laboral.Não se compreende que as escolas, que formam futuros trabalhadores, não forneçam formação base já no secundário sobre matérias laborais, nomeadamente de legislação e sindicalismo.
Informação Laboral

PENSAR O FUTURO!

A Comissão Executiva Nacional da BASE-FUT reúne no dia 24 de fevereiro em Lisboa .Na agendada reunião, para além da análise à  situação social e política, está a aprovação do programa do seminário interno para dirigentes a ter lugar no fim de semana de 24 e 25 de março em Coimbra.
O seminário vai debater os objetivos políticos e organizativos da BASE-FUT para a próxima década, os meios necessários e as alianças.
Sem esquecer a sua história de quase meio século, se contarmos com os anos de combate à ditadura do Centro de Cultura Operária e do Movimento Base, a BASE-FUT precisa de se renovar , de lançar novas iniciativas e práticas sempre na  promoção do trabalho digno e defesa dos direitos dos trabalhadores.

EM FEVEREIRO DEU-SE A PRIMEIRA REVOLTA CONTRA A DITADURA!

«a 3 de fevereiro de 1927 algumas unidades da guarnição militar do Porto sublevaram-se e com a colaboração da população civil ocuparam parte desta cidade.Travam-se combates com as forças fiéis do governo.
Em Lisboa o movimento não saiu.Nas hostes oposicionistas há movimentação e intranquilidade: há entrevistas e acercamentos com o comité revolucionário, contra quem todos conspiram.
«O MUNDO» órgão da Esquerda Democrática, em 2ª edição desse dia afirma convicto:«a ditadura, que há meses vimos suportando e se arrogara o direito de falar em nome do exército, afrontando-o,acaba de baquear».
Era a inabalável confiança na profecia, era o cuidado de preservar todas as instituições da democracia jacobina.
De Lisboa saíram forças militares para irem combater os insurretos do Porto.Os ferroviários do Sul e Sueste paralisaram e fizeram recolher todo o material circulante à estação da Casa Branca.
Na noite de 5 quando o movimento estava a desfalecer no Norte , a polícia invadiu a redacção de «A BATALHA» como represália contra as notícias que tinha publicado, prendendo quantos lá estavam e levaram-nos para a esquadra do Caminho Novo, para serem libertados na manhã de 7 quando o movimento revolucionário esperado acabara por eclodir em Lisboa.
Nesta manhã os marinheiros do quartel de Alcântara, arrastando com eles a GNR do quartel que existia em frente, e depois com a adesão da mesma Guarda do quartel da Estrela vão entrincheirar-se em S.Mamede, frente ao Largo do Rato, detidos pelas forças do governo estacionadas do lado das Amoreiras.
Os trabalhadores que seguiam para os trabalhos amontoam-se à porta das fábricas e os mais decididos abalam para acompanharem a insurreição.
Com um companheiro de oficina e de ideias sigo para o Rato.Muitos civis esperam obter armas que faltam e não chegam.
Venho para a sede da CGT..A luta centrou-se no Rato e nas Amoreiras e estendia-se pela Patriarcal até à Baixa, limitada pelo quartel do Carmo que se reservou neutral para depois amordaçar o acampamento revolucionário.
As forças militares rebeldes eram diminutas mas era o elemento civil o grande combatente e que seria também o último a ceder.
Quando se lutava em Lisboa já a rebelião tinha baqueado no Porto e o desfecho seria irremediável.Na manhã do dia 10 de Fevereiro, já limitado o seu espaço operacional, a revolução estava liquidada.A repressão ainda desordenada aumentava de furor...«A BATALHA» foi suspensa por determinação do governo e a sede da CGT estava controlada pela polícia.
A esperança ou até mesmo a convicção muito generalizada que a ditadura entre nós seria efémera e passageira desvanecia-se deixando cicatrizes ou traumas que se foram ampliando....»
(In Memórias de um militante anarco-sindicalista de Emídio Santana)
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NOVAS CONVERSAS COM LIVROS!

Anunciamos o próximo Encontro das CONVERSAS COM LIVROS para o dia 19 de FEVEREIRO de 2018, segunda-feira, às 15:00 na Sede Nacional da Base –F.U.T. Como vem sendo hábito, no final do nosso encontro, teremos um pequeno lanche convívio. O livro escolhido para este Encontro é “A Máquina de Fazer Espanhóis” de Valter Hugo Mãe.Um escritor da nova geração literária portuguesa.
 Continuamos a lembrar, que estes Encontros com Livros são abertos. Não é só para os participantes dos encontros anteriores; por isso, vem e traz um amigo. E traz também sugestões de livros que gostasses que fossem tema dos nossos Encontros. Quantas mais ideias…melhor! Aparece! Conviver…ler, faz bem à mente e dá Alegria à VIDA!

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS EM DEBATE!

Entrámos num novo ano…é altura de  reflectirmos em conjunto sobre um tema “quente”. Assim, pensámos  realizar uma tarde de Debate sobre “Alterações Climáticas e Energias Eléctricas – que contributos podemos dar, enquanto cidadãos”.
Neste sentido, convidamos-te a vires à Sede nacional da BASE-FUT no dia 17 de Fevereiro, sábado, pelas 15 horas. Connosco vai estar a Engenheira de Ambiente Ana Rita Antunes, dirigente da Associação Zero e da Cooperativa Coopernico. No final, como é hábito, teremos um tempo de convívio à volta de um lanche partilhado. Espero encontrar-te nesse dia ....

Manuela Varela
Corrdenadora da Base-FUT de Lisboa

STRESSE NO TRABALHO-veja aqui um guia para prevenir!

Os riscos psicossociais no trabalho podem ser prevenidos e geridos com algum sucesso.A informação deste guia eletrónico da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho pode ajudar a equipa de segurança e saúde no trabalho , os sindicalistas ou os representantes dos trabalhadores para a segurança no trabalho.Diz o guia que stresse não é pressão embora esta possa conduzir àquele.O stresse relacionado com o trabalho não é uma doença, embora possa conduzir e contribuir para a mesma.As consequências do stresse crónico podem ser terríveis!Veja aqui o GUIA