VALORIZAÇÃO SALARIAL E RECUPERAR PODER DOS TRABALHADORES!

A Comissão para os Assuntos do Trabalho da BASE-FUT reuniu no passado
dia 14 de Janeiro no Centro de Formação e Tempos Livres, em Coimbra, para avaliar a situação social e laboral, bem como perspectivar a acção para 2017.Do debate efetuado salientamos alguns aspectos mais relevantes e as decisões mais pertinentes.

1.Quadro geral político e social
A situação social e política na Europa e em Portugal continua complexa e com tendências preocupantes para a vida democrática e de bem-estar dos trabalhadores. Particularmente preocupante é a falta de solidariedade e coesão política e social na Europa com o crescimento de nacionalismos conservadores e xenófobos, com a fragmentação de correntes políticas progressistas e com o alheamento da vida cívica de largos sectores da população.
Infelizmente não se vislumbra uma mudança significativa nas políticas das instituições europeias, em particular nas políticas económicas e sociais que condicionam fortemente o desenvolvimento dos Estados membros mais periféricos como é o caso de Portugal. O nosso País vive assim um tempo difícil apesar de ter um governo apoiado pelos partidos de esquerda. Os constrangimentos europeus são de tal ordem que estão em causa os serviços públicos e a protecção de largos sectores da população mais pobre.
Apesar de alguma recuperação de rendimentos e de um melhor ambiente político esta situação, a manter-se, poderá conduzir a curto prazo a uma certa frustração de espectativas, em particular dos trabalhadores portugueses apesar do recente aumento do salário mínimo e da descida do desemprego.

 Efetivamente em 2017 vão continuar os elementos essenciais da crise que temos vivido. Há gente que continua em situação grave de desemprego e pobreza, nomeadamente uma larga percentagem de trabalhadores na precariedade ou com salários muito baixos.Ver documento completo

LUZIA LOPES: a JOC e o sindicalismo foram a sua escola!


Por José Manuel Duarte

Aos 14 anos de idade começa aprender a “urdir” na fábrica onde a mãe era operária. Esteve então aí 9 meses gratuitamente como aprendiz, pois ser “urdideira” já era uma profissão mais elevada! Começou mais tarde a trabalhar na fábrica “Fernando Antunes” onde trabalhou até se reformar por invalidez com 34 anos de contribuições para a Segurança Social.  Curiosamente, e sem deixar de reconhecer o valor da estabilidade no emprego, Luzia Mendes diz por outro lado que o permanecer sempre no mesmo local de trabalho não permitiu viver outras experiências profissionais...

Ainda muito jovem começa a participar nas actividades da JOC- Juventude Operária Católica que Luzia define como uma escola de formação, escola de vida e a “sua universidade”. É na JOC que começa a tomar consciência e a reflectir a sua condição de operária numa empresa, moradora num bairro humilde da cidade, como mulher e pessoa de fé. - “Foi na JOC e mais tarde também na LOC- Movimento de Trabalhadores Cristãos que nos ajudaram a ver a razão do trabalhador e a sua dignidade o que nos levou a comprometer com as organizações de trabalhadores... Era através dos sindicatos que podíamos, em conjunto, defender os nossos direitos e lutar por melhores condições de trabalho e melhores salários”.Ver mais

O 18 DE JANEIRO FOI UM DURO GOLPE!

«A denúncia espontânea ou casual avisou a polícia dos locais onde deveriam realizar-se atos de sabotagem,
necessários, visto que a agitação prévia, apesar de centenas de milhar de manifestos e proclamações editadas, não era suficiente para um movimento de larga envergadura.Esses locais ou serviços onde a sabotagem deveria ser exercida estavam na hora própria policiados.
Em Lisboa e arredores o movimento, em relação aos preparativos feitos,mal foi esboçado, o mesmo sucedendo noutras terras do país, com desligações de vias férreas, o descarrilamento de comboios, cortes de fios elétricos, explosão de bombas, etc.
Apenas na Marinha Grande, o maior centro vidreiro do país, o movimento foi total.Ali os operários tomaram de assalto o posto da Guarda Republicana, o Posto dos Correios, a Central Elétrica, etc só sendo vencidos pelas numerosas forças da polícia,de infantaria, de cavalaria e artilharia, idas de Leiria, que os cercaram e prenderam, depois de algum tiroteio.
Seguiu-se-lhe a repressão, as prisões em massa, os espancamentos e toda a série de torturas e maus tratos sobre os presos, trazidos de Almada, Barreiro, Silves,Évora, Guimarães,Coimbra, Leiria e Marinha Grande para Lisboa.Além dos maus tratos sobre os desta cidade, alguns dos quais já se encontravam presos antes da eclosão do movimento.....o governo ordenou que aos presos fossem aplicadas as máximas penalidades considerando aquele movimento como de rebelião armada contra a segurança do Estado.E assim o fatídico Tribunal Militar Especial ditou aos presos sentenças que variaram entre dois a vinte anos de prisão, no lugar de desterro, escolhendo o governo para este o Tarrafal, um dos lugares mais mortíferos da doentia Cabo Verde.... do livro do sindicalista Manuel Joaquim de Sousa  «Últimos Tempos de Ação Sindical Livre e do Anarquismo Militante»,Edi. Antígona.

N0VAS TENCNOL0GIAS E O EMPREGO!

Não interessa enterrarmos a cabeça na areia… nos últimos anos, as novas tecnologias alteraram tudo!
Desde o uso do telefone, as pequenas coisas nas nossas casas, ao trabalho – as consequências da aplicação das novas tecnologias na vida profissional, trouxeram uma realidade de emprego e desemprego totalmente nova.
Precisamos de reflectir sobre tudo isto – olhar a realidade, pensá-la e vermos como devemos agir. O mundo está em constante mudança e nós temos que acompanhar essas mudanças como seres activos, seres VIVOS.
Assim, convidamos-te para vires à Sede da BASE-F.U.T. – Rua Maria, nº15 – Lisboa, no próximo sábado, dia 28 de Janeiro de 2017, pelas 15 horas, para em conjunto pensarmos nas “Novas Tecnologias – Emprego e Desemprego” . Connosco estará João Silva, engenheiro informático e membro da Comissão para os Assuntos do Trabalho-CAT.
Ao terminar o Debate teremos como é nosso hábito, um tempo de convívio à volta de uma chávena de chá e de uma fatia de bolo.
Espero encontrar-te no dia 28 – é importante conversarmos.
Um abraço
Maria Manuela
Coordenadora Regional










CONGRESSO SOBRE HISTÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO!

Tendo em vista o aprofundamento do estudo, debate e divulgação da história do trabalho, do movimento
operário e dos movimentos e conflitos sociais do Portugal Contemporâneo, irá realizar-se o III Congresso de História do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal, organizado pelo Grupo de Investigação de História Global do Trabalho e dos Conflitos Sociais do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Este congresso pretende abranger o estudo do trabalho e dos movimentos sociais em Portugal num sentido amplo, pretendendo-se destacar, nesta terceira edição do Congresso, o papel das organizações sindicais e operárias na evolução das sociedades contemporânea, uma vez que a sua realização coincide com o 40.º aniversário do Congresso de Todos os Sindicatos, realizado em janeiro de 1977, segundo congresso da Intersindical e que dará forma ao movimento sindical português dos nossos dias.Ver mais 

BASE-FUT AVALIA MOMENT0 LABORAL E SINDICAL!

A CAT-Comissão para os Assuntos do Trabalho da BASE-FUT reúne no dia 14 de janeiro em
Coimbra.Na agenda de trabalho está a avaliação social e política do país e as  atividades a realizar em 2017.A ação do movimento sindical português e europeu e o papel da BASE-FUT, o acordo sobre o salário mínimo , as alterações ao Código do Trabalho e a precariedade laboral são as temáticas em destaque na reunião da CAT constituída por sindicalistas e outros ativistas sociais,militantes da BASE-FUT ou em colaboração com a mesma, oriundos de várias regiões de Portugal continental.

FRANÇA RECONHECE O DIREIT0 DE ESTAR DESCONETADO DA EMPRESA!

O direito à desconexão do trabalho foi reconhecido na mais recente e polémica alteração ao código laboral
em França!Na lei fica apenas um principio ainda muito tímido deste direito essencial nos dia de hoje para concretizar o direito fundamental ao descanso!!As empresas e os trabalhadores deverão encetar negociações para prevenir que os trabalhadores fiquem sempre conetados através das suas tecnologias à empresa ou serviço, sem qualquer fronteira entre a vida profissional e familiar!
Segundo o EL PAIS em França 37% dos trabalhadores ativos levam tarefas para casa, e usam as ferramentas de trabalho diário fora do horário de trabalho, percentagem, que sobe para 44% nos executivos.
Segundo aquele jornal espanhol a lei não exige encerrar o telemóvel profissional ao chegar a casa nem a empresa a desligar os servidores às seis da tarde dado que teria consequências nos casos de empresas com trabalhos internacionais...Cada empresa deverá encontrar soluções concretas.A lei fixa apenas o direito em geral o que pode ou não ser cumprido.Por outro lado a lei também não prevê coimas específicas para o caso de incumprimento!
Este direito pode ser também utilizado para provar práticas de assédio moral pelas empresas!