A SITUAÇÃO POLITICA ACTUAL



A Comissão Executiva Nacional da Base-FUT reuniu em Lisboa no dia 19 de Abril
e emitiu o seguinte comunicado de cinco pontos:



A CEN, tendo em conta a sua análise social e política efectuada na reunião de 19 de Abril, em Lisboa, e querendo partilhar com outras pessoas alguns aspectos da mesma, vem manifestar:

1.Preocupação pelo aprofundamento da crise económica internacional e nacional que mais uma vez castiga os mais pobres, em particular as mulheres crianças.Especialmente preocupantes são as subidas criminosas dos preços dos cereais nos mercados e em especial a subida dos preços dos bens alimentares essenciais.
A subida da inflação está a castigar severamente as pessoas que vivem de rendimentos salariais.A não correcção salarial vai aprofundar a pobreza e a desigualdade na distribuição da riqueza nacional.

2.Satisfação pelo entendimento, embora não plenamente satisfatório,entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores.
O entendimento era necessário num sector estratégico para o País como é a educação.Os professores foram efectivamente maltratados, inclusive na sua diginidade profissional.
Nas lutas que desenvolveram mostraram que o futuro da educação passará sempre por professores motivados, reconhecidos na sua dignidade e carreira e com igualdade de direitos e oportunidades.

3.Forte preocupação relativamente a uma revisão do Código do Trabalho que venha facilitar os despedimentos e a flexibilidade dos horários, mantendo os aspectos negativos nomeadamente do artigo 4º(tratamento mais favorável do trabalhador) e da caducidade das convenções.

4.Satisfação pela abertura política em Cuba e, no quadro dos Jogos Olímpicos, pelos desafios colocados à China ao nível dos direitos humanos e da necessidade em reconhecer que devem de ser os tibetanos a decidir o futuro do Tibete.
A vontade de autonomia e independencia dos povos não deve ser reprimida.deve existir sempre o diálogo e a negociação política.

5.Regozijo por mais um aniversário da Revolução de 25 de Abril.É um momento único na História de Portugal!É um momento de afirmação da liberdade que deve ser ganha todos os dias na nossa acção cívica e política.

Lisboa, 19 de Abril de 2008


PRIMEIRO DE MAIO- FLASH HISTÓRICO

"Celebra hoje em todo o mundo o operariado organizado o 1º de Maio, cumprindo assim as deliberações do Congresso de Paris, em 1989 e afirmando a sua solidariedade de ideias e conformidades de reclamações a reivindicar à sociedade capitalista.
Em toda a parte se ergue o mesmo brado, porque o regime burguês em toda a parte se afirma, criando as mesmas desigualdades económico-sociais.As aspirações dos operários ingleses, franceses, alemães, italianos ou portugueses são as mesmas.O capital tanto esmaga o trabalho ao norte como ao sul do universo.

O 1º de Maio é um dia de protesto e de revolta.As suas tradições são revolucionárias, sendo necessário mesmo que se conservem integras essas gloriosas tradições para que o 1º de Maio não descambe numa simples e festiva manifestação platónica.
Na hora em que toda a Europa se agita debaixo de um vulcão de ameaças de guerra é necessário que o operariado organizado e os militantes socialistas afirmem também a sua acção, pugnando pelos seus direitos e opondo-se à guerra, recorrendo a todos os meios de luta ainda os mais enérgicos e violentos....
Nada há a esperar dos regimes burgueses.Os governos da República faliram.Os seus homens públicos atraiçoaram todos os seus compromissos e rasgaram e calcaram aos pés o programa democrático.Vivemos no regime do arbítrio.A vida cada vez mais está cada vez mais cara, o operariado cada vez mais sacrificado aos interesses dos bandos partidários, que para aí chafurdam no lamaçal político...
O operariado portugues precisa integrar-se no grande movimento social que por todo o mundo se vai realizando dia a dia.Abandone de uma vez para sempre os políticos do ofício e entre na organização internacional socialista, para auxiliar a grande obra da demolição do regime burgues.É para essa grande tarefa que em todo o mundo hoje o operariado organizado economica e politicamente se manifesta.O 1º de Maio não tem outro objectivo.

Operários! Correi ao comício que o Partido Socialista Português realiza em prol dos vossos direitos e das vossa reivindicações......"

A Batalha Socialista, nº3, Lisboa, 1 de Maio de 1913

Nota. Este saboroso documento serve para uma boa reflexão e até debate político!Boa Boa , essa dos operários a correrem ao comício do Partido Socialista!


PRIMEIRO DE MAIO

NO 25 de ABRIL FESTEJA-SE A LIBERDADE! NÃO NOS RESIGNEMOS!

Os tempos que correm não são de grandes esperanças! Existe em muita gente o desanimo, a resignação e até o medo. A situação mundial, para além de preocupante e ameaçadora, é de enorme perplexidade. O preço dos cereais sobe em flecha ameaçando a já difícil sobrevivência dos mais pobres, a especulação e a corrupção são hoje a ossatura do sistema capitalista e vão corroendo o próprio sistema liberal democrático. Berlusconi e outros semelhantes ganham eleições ou colocam-se em posição de as ganhar. A promiscuidade entre os negócios privados e o Estado acentuam a raiva e o nojo dos cidadãos.
Esta situação mundial e nacional que muitos de nós recusa tem as suas causas e não é apenas o desenvolvimento do capitalismo globalizado! Os cidadãos mais ou menos organizados também devem reflectir se estão a actuar correctamente em termos políticos e sociais. As nossas organizações estão actualizadas? Deram-se conta da nova situação mundial? Temos consciência de que poderá estar em risco a própria liberdade?
Será que a evolução do sistema económico mundial não tenderá para a constituição de uma sociedade securitária apenas formalmente democrática? Com um fosso cada vez maior entre ricos e pobres?

A luta pela liberdade e a sociedade do futuro não capitalista passará hoje fundamentalmente pelo Estado? Não passará antes de mais por novas formas de organização da vida social dos cidadãos? Por formas mais livres? Mais livres de organizações burocráticas, de partidos hieraquizados, de seitas e de igrejas triunfantes?
Mas essa utopia tem condições de mobilização quando ainda temos dificuldade em gerir o nosso condomínio, perdemos direitos do 25 de Abril e estamos mais resignados do que nunca?

A História mostra-nos que de quando em quando irrompem novas energias sociais, novos actores, novas dinâmicas- A revolução, enquanto mudança de vida, de estruturas, de poderes não passou à arqueologia. Não nos resignemos!! Viva o 25 de Abril! VIVA A LIBERDADE!!

Homenagem ao nosso Roque, 3 de Maio em Coimbra

A BASE-F.U.T. e o C.F.T.L. vão organizar uma homenagem ao Roque (José Barreto Roque) no dia 3 de Maio no C.F.T.L. em Coimbra.

Todos os que desejem juntar-se a este evento devem confirmar a sua presençao antes do dia 30 de Abril pelos contactos seguintes:
  • BASE-F.U.T.
  • Telefone: 218 120 720
  • E-mail: basefut (at) mail.telepac.pt
  • C.F.T.L.
  • Telefone: 239 701 129
  • E-mail: cftl.net (at) mail.telepac.pt
O programa para o evento pode ser lido no site da BASE.

Flexisegurança ou Flexisolidariedade?

Os novos desafios nas relações laborais


Este foi o título da conferência realizada no sábado, dia 29 de Março, na sala de sessões do Grupo Desportivo da Mata, na Covilhã, e que teve como oradores convidados João Lourenço, membro da Comissão Executiva da CGTP, Vítor Coelho, da Comissão Permanente da UGT e Carlos Mendes, empresário e autarca da freguesia do Teixoso.

Quais são os prós e os contras para trabalhadores, empresas e sociedade se o nosso país adoptar esse modelo designado de flexisegurança nas relações laborais? Estando o Governo português a preparar legislação que visa introduzir na revisão do Código Laboral esse conceito da flexisegurança, como devemos encarar essas mudanças nas relações laborais?

Encontrar resposta para estas interrogações, era o objectivo desta iniciativa inserida nos Encontros de Utopia e promovida pela Base - Frente Unitária de Trabalhadores e LOC/ Movimento de Trabalhadores Cristãos.

Sendo a realidade portuguesa tão diferente da sociedade da Dinamarca (na qual esse modelo se inspira), qualquer adaptação ao nosso país tem, forçosamente, de respeitar a nossa realidade laboral, social, cultural e política. Esta foi uma conclusão das intervenções dos oradores e do debate que se seguiu com a participação de duas dezenas de intervenientes.

Com efeito, se não podemos ignorar as consequências da globalização e do comércio internacional, também não podemos aceitar um regime de liberalização dos despedimentos e dos horários de trabalho. A promessa de que, depois, seria sempre mais fácil encontrar emprego que confiança pode inspirar na realidade portuguesa, com a cultura empresarial dominante?

Por outro lado, se os cofres do Estado português não podem ter comparação com o Orçamento de Estado da Dinamarca, também não é possível confiar nessa “maior e melhor protecção no desemprego e na facilidade de encontrar um novo posto de trabalho”.

A Base de Peniche cria o seu próprio blog

Os nossos companheiros de Peniche têm o seu próprio blog. Segue as novidades da bela cidade costeira aqui: http://basefutpeniche.blogspot.com/