CENTROS DE FORMAÇÃO DE TRABALHADORES REUNEM EM PORTUGAL


Cerca de uma centena de responsáveis de centros de formação de trabalhadores de toda a União Europeia da Rede EZA (Centro Europeu para os Assuntos do Trabalhadores) vão participar num Seminário sobre o diálogo social e reunir em Assembleia Geral de 20 a 22 do corrente no Hotel Meliá, Aldeia dos Capuchos, Costa de Caparica.

O Evento é promovido pelo Centro de Formação e Tempos Livres, centro de formação da Base- Frente Unitária de Trabalhadores e pelo EZA, com apoio da Comissão Europeia e tem como um dos principais objectivos preparar os temas que servem de base aos projectos a introduzir no âmbito do “Diálogo Social”.

No Seminário estão previstas intervenções de vários peritos nos vários painéis, com destaque para representantes da Comissão Europeia e uma importante intervenção do Presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional, Francisco Madelino sobre “A educação dos trabalhadores na Europa, formação de adultos ao longo da vida”.

Mais e melhores empregos na União Europeia, flexisegurança aprendizagem ao longo da vida e desafios do mercado de emprego são alguns dos temas a debater.
No programa do Seminário está ainda prevista uma visita á Autoeuropa e á Câmara de Palmela.

BASE-FUT:SÃO TRINTA E QUATRO ANOS COM OS TRABALHADORES!




Constituída em Novembro de 1974, a BASE – Frente Unitária de Trabalhadores, comemorou no passado fim-de-semana, em Seia, o seu trigésimo quarto aniversário. O encontro reuniu cerca de 75 militantes e simpatizantes, vindos de todas as regiões do país, que para além de um testemunho de cada região sobre o percurso de intervenção da BASE, participaram em dois Fóruns subordinados às temáticas da “Educação e Cultura, como motores de desenvolvimento” e “As solidariedades do interior ao Global”.

Criada logo após o 25 de Abril, por militantes oriundos da Acção Católica, a BASE-FUT, definiu-se como Movimento Politico de base e tem resistido à erosão dos tempos, das modas e das politicas convencionais, assumindo-se com o mesmo vigor como uma organização de base que não procura o poder, mas exercita as pessoas e os cidadãos para assumirem o poder da participação, da cidadania e da intervenção social nos vários domínios.

Num apelo constante à democracia participada, a actividade da Base FUT concomitante aos 34 anos na Democracia Portuguesa, destaca-se repleta de iniciativas que assentam em parcerias com um leque diversificado de organizações. Desde escolas, a autarquias, associações ecologistas, sindicatos, cooperativas, IPSS, ONG. Assim como no plano Internacional, com organizações como a ex-CMT – Confederação Mundial do Trabalho, de quem foi representante em Portugal; ao Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos; Culture e Liberte e a recentemente criada CIS – Confederação Internacional Sindical, EZA, entre outros.

Centrada na reflexão social e na formação, criou em 1982 o Centro de Formação e Tempos Livres, em Coimbra. Um equipamento social com 17 quartos, salas de reuniões, refeitório e camaratas, para apoio à formação e actividades de Tempos Livres de grupos. Gerido por uma entidade própria que desenvolve parcerias e inúmeros projectos de desenvolvimento, com associações particulares e entidades publicas.

No encontro deste fim-de-semana em Seia, os representantes das regiões onde a BASE tem trabalho organizado, fizeram um testemunho do percurso e intervenção nas suas regiões. Ao mesmo tempo tiveram lugar dois Fóruns: Um subordinado ao tema “A educação e a cultura como motores das transformações sociais – Contributo para um desenvolvimento sustentável”, animado pelo Dr. Alberto Martinho, sociólogo e Professor Universitário; e outro sobre o tema “Construir solidariedades do interior ao global - (Re)conhecer experiências, valorizar e desenvolver”, que teve como animador o Dr. António Cardoso Ferreira, Médico e Dirigente Associativo. Os quais foram complementados com testemunhos de experiências e reflexões sobre estas temáticas em várias regiões.
A actividade do fim-de-semana proporcionou ainda, um re-conhecimento da Região da Serra da Estrela, com visita a vários pontos históricos da Serra e ao CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, equipamento propriedade do Município de Seia, caracterizado por ser uma aposta no Ambiente e no conhecimento cientifico.

DIREITO À ÁGUA!


Artigo de J. Lourenço, sindicalista.


Sem a garantia do direito à água em quantidade, qualidade e a um preço justo e economicamente acessível a todos os povos, os direitos humanos estão postos em causa e longe de serem cumpridos.

Estamos a tratar de um assunto de vital importância porquanto a água é a fonte da vida, foi daqui que ela nasceu e se desenvolveu e sem a mesma não haverá nem forma nem qualidade de vida.

Porque é assim tão importante tornou-se num direito humano, e também porque é um bem fundamental que apesar de ser renovável pela própria natureza necessita de ter acesso garantido.

Hoje por via da industrialização e acção do homem através da poluição e da sua reciclagem e também da dessalinização e purificação, a água está a ser transformada. No entanto sendo um bem estruturante e estratégico á vida e á organização das sociedades tem que ser garantido como um direito inalienável e por esse mesmo motivo deve ser público.

O valor económico da água desenvolvido a partir dos mecanismos de rega ou da motricidade dos moinhos ou a riqueza criada pelas terras regadas ou ainda através das pescas e do lazer demonstram que Portugal possui uma muito boa disponibilidade de recursos hídricos com aproveitamentos em vários sectores e populares do seu desenvolvimento são um direito histórico de toda a população.

Os rios com nascente em solo Nacional, ou os Internacionais demonstraram que o seu valor vai muito para além do que tradicionalmente é reconhecido, no passado eles alimentaram os homens primitivos facilitaram o cultivo e a instalação de aglomerados populacionais nas suas margens em forma sustentada e assim devem continuar.

Mas agora estão a ser cobiçados por iniciativas de empreendimentos privados de vária ordem, nomeadamente os turísticos de luxo. Mas também o são por outros interesses ligados á exploração da água como a rentabilização através de mecanismos de tipo mercantil que mais não visam do que seja a apropriação dos bens legados pela natureza, e de lugares abertos e públicos com consequências no reduzir e no limitar do seu usufruto populacional por via da privatização e da exclusão económica.

A importância dos rios sempre foi um bem desde a sua dádiva em água e alimento, mas também o são como estrada para o transporte de bens, mercadorias e de pessoas. É um local privilegiado para o lazer, pelo que todos temos o direito a usá-lo com respeito pelo equilíbrio frágil entre a natureza e o homem que ele comporta, e que por tudo isso mesmo é um direito e não deve ser liberalizado na sua exploração.

Como a escassez de água pode vir a ser a mais grave de todas as “crises” alguns espreitam para a sua grande oportunidade de negócio privado.
Cada dia se consome mais água. É certo que com ela se aumentou a produtividade na indústria e na agricultura, mas coloca-se uma nova questão, por exemplo: pode não haver falta de alimentos mas o apostar nos bio-combustíveis por iniciativa colectiva ou privada, sem regras pela sustentabilidade ambiental, fará aumentar o interesse nesta produção fazendo subir respectivamente o preço dos bens alimentares e logicamente da água.

O aquecimento climatérico está a elevar as enxurradas e inundações com efeitos devastadores pois onde chove não há controle sobre onde cai, isso está também a provocar secas em vários lugares que depois tornam-se especiais para a especulação do preço da água armazenada ou produzida por meios artificiais como seja a dessalinização ou do aproveitamento da que já existe na natureza.

Um outro dado importante é sabermos por exemplo que o consumo diário de água em média na Europa é de cerca de 575 litros por pessoa, mas muitos quer pela sua capacidade económica quer pelo esbanjamento a que se habituaram gastam muito mais. Não está quantificado mas sabemos que em certas regiões mais pobres existe um vasto número de cidadãos que consume muito menos de 10% desta média, que certamente será mudado para rácios ainda mais assimétricos e piores caso venha aí o mercantilismo e o fim do direito garantido ao seu usufruto em qualidade por todos e gerido pela gestão pública.

Atentos ao que já aconteceu noutros países também o nosso país está a ser atravessado por uma grande vontade de agarrarem a exploração e gestão da água retirando-a á gestão pública, pois o negócio promete as estatísticas demonstram que há um crescimento do consumo ainda não estagnado na casa dos 6% ao ano é um crescimento mais rápido do que a da própria população.

Para terminar:

Água fonte da vida é um direito por isso não deve ser aceite para proporcionar fins lucrativos, a ofensiva para a privatização dos sistemas de uso e abastecimentos de águas é movida principalmente por multinacionais cujo modelo é o neo-liberalismo e a concretizar-se trará consequências ainda mais nefastas do que aquelas que estão a acontecer presentemente nos sistemas financeiros Mundiais.

A água só será de todos e acessível se esta for gerida como um direito. É possível tornar isto uma realidade em toda a parte do mundo, efectivamente é! e está ao nosso alcance apesar de já pouco se usar o velho dito popular “ o preço está barato como a água da chuva “ saibamos pois usar o mesmo “dito “ no aproveitar parcimoniosamente o que vem da nascente das bacias hidrográficas e do mar, assim como no aproveitamento e na poupança dos recursos já existentes como na reciclagem e no tratamento para aproveitamento de águas residuais a partir da melhoria da gestão das famílias e dos poderes públicos e de quem mais tem isso como missão.

Ninguém se poderá arvorar em defensor do direito á vida, se não defender o direito para todas as pessoas ao acesso e uso da água com garantia da sua qualidade e suficiência para as suas necessidades próprias satisfatórias e básicas assim como da natureza e todo o meio ambiente sustentado. Este direito pressupõe salvaguarda da água publica e que haja um preço economicamente acessível e gerido por organismos públicos sem fins lucrativos.

ASSOCIAÇÂO DIREITO A APRENDER!




Em Portugal a educação de adultos foi sempre o “parente pobre” das políticas e sistemas de educação, devido, em grande parte, à inexistência de um movimento social capaz de afirmar a sua relevância cultural e estratégica. Assim, várias pessoas envolvidas nas mais diversas práticas de educação e formação de adultos tomaram a iniciativa de criar a Associação “O Direito de Aprender” para promover e debater a educação/formação como um direito inalienável das pessoas adultas. Um dos primeiros passos desta Associação será a criação da revista “Aprender ao Longo da Vida” para divulgar e promover projectos relacionados com a educação/ formação de adultos e para implementar uma rede nacional dos que trabalham e se interessam por estes domínios, nos mais diversos quadrantes. VER SITE

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO-Um site a consultar.


As práticas e teorizações sobre o OP-Orçamento Participativo são algo de importante numa dinâmica de participação e democtracia.Um processo a acompanhar e a participar!VER

SINDICALISTAS MUNDIAIS E A CRISE FINANCEIRA


Dirigentes sindicais de todo o mundo reclamam aos ministros das finanças do G7 medidas para a crise.Será que vai ficar tudo na mesma?Se em cena ficarem os mesmos actores certamente que o drama se poderá repetir.Ver

PREPARAR A "MANIFESTA 2008"


A ANIMAR vai este ano promover a MANIFESTA-Assembleia e Festa do Desenvolvimento Local.A Base- FUT, através do Centro de Formação e Tempos Livres, é membro desta rede nacional de associações do desenvolvimento local e tem participado nas últimas edições daquele evento único no panorama cultural e sócio-político do país.Neste sentido já está a organizar uma equipa que leve por diante uma participação CFTL/BASE no MANIFESTA 2008.Contactar ANIMAR