BASE-FUT PARTICIPA EM SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE A CRISE!




Nos passados dias 13 ,14 e 15 do corrente mês de Março realizou-se, em Munique, Alemanha, um seminário internacional com o titulo ‘Saídas para a crise económica e financeira – que margem de manobra tem os parceiros sociais? O evento foi organizado pela EZA, com apoio financeiro da União Europeia.

Participaram neste evento cerca de 80 pessoas de vários países da União Europeia, entre as quais dois representantes da BASE-FUT, Paulo Branco, Coordenador Nacional e Jorge Santana, sindicalista e membro da Comissão para os Assuntos do Trabalho desta Organização.
Os trabalhos iniciaram com as boas vindas aos participantes feitas pelo presidente da EZA, o senhor Raf Chanterie e teve como um dos principais oradores a Dra. Gabriele Stauner deputada do Parlamento Europeu. Houve debate bastante construtivo e de opiniões diversas. Usaram também da palavra o ex. Presidente do Parlamento da Baviera e presidente da Comissão de Princípios do Partido Social Cristão da Baviera, o senhor Alois Gluck. E outro membro do Parlamento Europeu o senhor Elmar Brock, que também é membro da comissão de Assuntos Exteriores.
No segundo dia houve três grupos de trabalho para ractificar um texto apresentado como sendo algumas sugestões para a saída da crise, com o titulo ‘Margens de Acção dos Parceiros Sociais perante a Crise’, sendo a conclusão final divulgada assim que nos for possível. Na conclusão do seminário foram feitas algumas sugestões no sentido de alterar algumas partes do texto, e as mesmas foram sujeitas a votação.

SEMINÁRIO SOBRE CÓDIGO DO TRABALHO


A BASE-FUT e o Centro de Formação e Tempos Livres( CFTL) vão realizar no dia 28 de Março , em Casal do Lobo, Coimbra, um seminário sobre «POR UM TRABALHO DIGNO-o que vai mudar na vida dos trabalhadores com o novo Código do Trabalho»

O Seminário terá uma intervenção do Dr. António Casimiro, Professor da Universidade de Coimbra e Investigador do Centro de Estudos Sociais da mesma Universidade e a participação de quadros da Base- FUT, sindicalistas e trabalhadores interessados.Nos próximos dias publicitaremos o Programa.
Caso estejas interessado liga para:
Base-FUT:218120720
CFTL:239701129
E-mail:basefut@mail.telepac.pt

ATTAC DEBATE CAPITALISMO E CRISE!


Dia 21 de Março, pelas 15 horas

Auditório do Metro -Alto dos Moinhos-Lisboa


Actualmente, o mundo rico atravessa a crise económica mais grave desde a Grande Depressão, em 1929.

Agora, sob a pressão da crise, até mesmo a comunidade financeira mais ortodoxa reclama reformas. No entanto, estas propostas não vão suficientemente longe, uma vez que não tomam em consideração os problemas sistémicos por detrás desta crise.

O que é necessário, no interesse da grande maioria da população, são verdadeiras mudanças em direcção a um outro paradigma, em que a finança seja um instrumento ao serviço da justiça social, da estabilidade económica e do desenvolvimento sustentável.

Não podemos aceitar que, nos próximos anos, se regresse ao status quo.Uma oportunidade histórica foi criada. Dependerá da pressão da opinião pública a sua transformação numa política radicalmente diferente.

A IGREJA CATÓLICA E A POBREZA-Carta de um dirigente sindical


Um texto significativo que aponta questões importantes neste contexto de crise económica e social:

PARDILHÓ, 8 de Março de 2009


EX.MO E REV.MO SENHOR PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA,
D. JORGE ORTIGA

É com profundo respeito que escrevo esta mensagem tanto mais por V.a Rev.a ter já manifestado, em resposta a anterior mensagem, abertura e sintonia relativamente às preocupações manifestadas. É por isso com sentimento de esperança que acredito mais uma vez ser ouvido.
Esta decisão de me dirigir a V.a Rev.a foi tomada depois de ter ouvido na comunicação social o pedido de colaboração e ajuda que o Secretário Geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, fez à Igreja neste período de crise, que é real e vem agravando a situação de muitos portugueses, quantos em situação dramática.

Ouvi também a resposta a esse pedido, e que foi no sentido de afirmar que a Igreja está atenta aos problemas e à realidade social que caracteriza o nosso País. Acredito sinceramente que sim. Isso mesmo é confirmado pelos documentos da Igreja, nomeadamente as cartas da CEP, que expõem claramente a preocupação com a dignidade humana.
Essa preocupação manifesta-se também na acção socio-caritativa, concretizada por várias estruturas e instituições tuteladas pela Igreja e que exercem uma actividade indispensável a vários níveis, entre as quais o alívio a situações de indigência e sofrimento. Neste aspecto, a Igreja faz o que deve ser feito, “porque o ser humano, além da justiça, tem e terá sempre necessidade do amor” como assinala Bento XVI na sua encíclica Deus Caritas Est nº 29. Desta forma se vai concretizando o Reino e segundo critérios orientados pela caridade cristã.

É por isso um sinal importante que alguém peça ajuda à igreja. E, por vir da área laboral, deve merecer reflexão. Porque se a acção sócio caritativa tem expressão efectiva, o mesmo não acontece a outros níveis da vivência social. A maior parte dos cristãos não tem a consciência de que o facto de serem baptizados os compromete na missão evangelizadora como sacerdotes, profetas e reis. Se vão participando na liturgia, ignoram a missão profética e a luta pela justiça: “Há um paradoxo que atravessa a relação da Igreja portuguesa com a pobreza: é inegável que a Igreja se preocupa com os pobres e está na primeira linha da ajuda directa aos pobres. Mas enquanto faz isso, tem um défice manifesto em tudo o que se refere à denúncia dos processos de empobrecimento, das situações de injustiça na génese da pobreza e na formação da consciência dos cristãos acerca dos mecanismos da desigualdade e da exclusão” (MANUELA SILVA, Público, 10out99).

Assim, ao limitarmo-nos a assistir e corrigir as situações mais dramáticas, acabamos por aceitar um tecido social com clivagens acentuadas, onde os pobres, em permanente crise, são obrigados a gerir a sua miséria, enquanto alguns vão continuando a gerir a sua fortuna. Desta forma, a situação tende a eternizar-se e a reproduzir-se.
Neste contexto, devemos dar atenção especial ao factor trabalho, na medida em que, frequentemente, aparece como mecanismo gerador de injustiça, alienante e desestruturante. Condicionando toda a vida humana, é eleito como valor fundamental e central, como fez Sarkozy, ignorando que “o homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida económico-social” (GS 63). É uma realidade enformada de tirania e redutora do homem a um instrumento de produção, afastado dos meios e dos objectivos dos resultados do seu esforço que, de facto, são administrados preferencialmente não em função do bem comum, mas em função de estratégias financeiras e de jogos de poder. O resultado é a redução de parte da humanidade à condição de escravatura e outra à situação de miséria, fome e até morte. Foi-nos dada a tarefa de crescer e dominar a terra, não a de domínio de uns sobre os outros.

É então necessário incentivar o compromisso social dos cristãos na libertação integral do homem, e já neste mundo (JM 36). De facto, “a acção pela justiça e a participação na transformação do mundo aparecem-nos claramente como uma dimensão constitutiva da pregação do Evangelho” (JM 6). É necessariamente uma missão de carácter profético, na medida em que implica um espírito crítico face às injustiças e o anúncio de um projecto social que procure identificar-se com o Reino anunciado por Deus.

Os caminhos e as ferramentas existem. A Doutrina Social da Igreja é um instrumento importante como luz para a acção, sobretudo porque é o midrash da Palavra inspirada e em especial da Boa Nova da libertação e da salvação, que a pode ajudar a ser mais viva e actuante. Mas se a acção carece de agentes, ela permanece inoperante, como luz debaixo do alqueire. Isto significa um défice na sua aplicação, até porque parece haver uma cortina que impede a sua divulgação para as comunidades locais e de base.

Só uma nova pastoral catequética, inserida numa nova e adequada evangelização, poderá encorajar os cristãos à participação na construção de uma sociedade mais justa, onde estruturas adequadas sejam sinal de esperança para quem se sinta ameaçado por processos e estruturas de injustiça e de marginalização. Considero por isso importantes linhas de orientação catequética as exortações finais da Carta de V.sa Rev.a apresentada na Bíblica de Março-Abril 2009.

A Igreja não está vocacionada para resolver ela mesma os problemas sociais. Mas, no seu seio, existem organizações, como os Movimentos da Acção Católica, que devem ser apoiados e potenciados na sua missão. Por outro lado, porque o Espírito sopra onde quer e como quer, a colaboração com outras organizações exteriores à Igreja é fundamental para a transformação do mundo, em especial quando demonstram vontade de aproximação. E a Igreja deve ver aí a oportunidade de, por um lado, potenciar a missão profética e real e, por outro, estabelecer o diálogo e enformar pessoas e organizações com os seus valores e os seus princípios de acção.
Volto a afirmar a minha Esperança numa Igreja com uma preferência especial pelos mais fracos e marginalizados, actuante e coerente, pois “o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres ou então se escuta os mestres é porque eles são testemunhas” (EN 41). Afirmo a minha Fé no Cristo morto e ressuscitado, o “Profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo” dos discípulos de Emaús; e que havia sido condenado por proclamar a salvação universal no templo de Jerusalém. Acredito na conversão que nos conduz à Caridade e à utopia da fraternidade universal, proclamada pelo nosso Mestre e Senhor.

Em espírito de fraternidade universal, que começa no nosso próximo, podemos então abençoar e sentirmo-nos abençoados com aquela bela oração do AT: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça! O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz!”.

Apresento os meus melhores cumprimentos, humildemente pedindo a Vossa bênção.

JOAQUIM BRITO MESQUITA
Membro da Comunidade Paroquial de S. Pedro de Pardilhó / Aveiro
Militante LOC/MTC e Base F.U.T.
Operário da indústria da alimentação / delegado sindical

MEGAMANIF DA CGTP-E AGORA?


Ontem, 13 de Março, a CGTP realizou mais uma grande manif, a primeira em 2009,contestando as políticas económicas e sociais do Governo de Sócrates. A Avenida da Liberdade ficou cheia até aos Restauradores com gente de todo o País.Gente em geral pobre como é aliás costume.Trabalhadores que nunca tiveram salários aceitáveis e após tantos sacrifícios ainda têm o machado do desemprego em cima da cabeça!

Viram-se mais jovens e gente de "colarinho branco", rostos fechados muitos, outros mais sorridentes e "sempre numa boa" logo que seja para uma manif.
As palavras de ordem, sem grande novidade, insistiam na necessidade de uma política diferente e um novo rumo para o País.Carvalho da Silva em plenos Restauradores expicaria de forma pedagógica e firme as propostas da CGTP para a Crise.Era tempo de responsabilizar todos os partidos pelo futuro, agora que vamos ter eleições.

É, porém, aqui que está um dos nossos problemas!Amanhã ,ou hoje mesmo, Sócrates, ou alguém do Governo, dirá que este tem toda a legitimidade para fazer as políticas que entende porque tem uma maioria eleitoral.Ou seja ,há quatro anos deram-lhe o voto, inclusive muitos dos manifestantes presentes.Deram-lhe carta branca pelos vistos para governar como melhor entender!
O peso organizado dos trabalhadores no PS é muito fraco.A UGT socialista deu o seu aval à maioria das políticas Sócrates, nomeadamente as políticas de submissão, humilhação e destruição do estatuto dos funcionários públicos.

Uma fracção partidarizada do movimento dos trabalhadores considera que estas manifestações desempenham um papel importante no desgaste do Governo ...o que talvez seja verdade.Porém os resultados vão ser mais uns votos nos outros partidos da esquerda e uma maioria relativa para o PS ou para o PSD? E não tem sido este o nosso fado?E os trabalhadores, entretanto, vão de manif em manif de ano após ano perdendo quase tudo o que deu Abril.
Existe uma outra fracção politizada do movimento dos trabalhadores que já desistiu deste sindicalismo de "tropa de choque" de constante frustração de expectativas em que trabalha como a formiguinha para as cigarras partidárias!

A CGTP, embora desenvolvendo um sindicalismo reivindicativo não desenvolve as estratégias necessárias para um maior avanço político do movimento dos trabalhadores.Qualquer governo sabe que quando muito a CGTP não passará de uma greve geral organizada por ela mesma .Essa incapacidade de gerar novas alianças,pese uns esporádicos apelos à Igreja por Carvalho da Silva reforça ainda mais o peso do PCP na Central mas também o seu progressivo isolamento nacional e internacional!
Os trabalhadores portugueses e as suas organizações estão cada vez mais enredadas nas teias que outros teceram e em teias que os seus próprios dirigentes tecem....

A CRISE E AS ALTERNATIVAS DA ECONOMIA SOLIDÁRIA


Seminário do Núcleo de Estudos sobre Cidadania e Políticas Sociais
(uma iniciativa conjunta do Grupo ECOSOL/CES, Cooperativa Mó de Vida e da Rede Espaço por um Comércio Justo)

A Crise Económica Actual e as Alternativas de Economia Solidária
Euclides Mance

26 de Março de 2009, 14:30, Auditório da Faculdade de Economia/COIMBRA

Este seminário, promovido por várias organizações de Economia Solidária, tem por objetivo dar a conhecer à comunidade CES e às organizações a obra do Professor Euclides Mance e, em particular, o seu ultimo livro e suscitar um debate alargado sobre a Economia Solidária e o modo como esta se relaciona com a crise do capitalismo.

Nota Biográfica

Euclides André Mance é Filósofo e fun­dador do Instituto de Filosofia da Libertação (Curitiba, Brasil). Leccionou Filosofia da Ciên­cia e Filosofia na América Latina, na Univer­sidade Federal do Paraná, na década de 1990. Actuou como consultor em projectos da UNESCO e da FAO relacionados ao desenvolvimento sustentável. Criou e mantém o Por­tal Solidarius. A sua obra filosófica e económica sobre redes colaborativas no campo da econo­mia solidária está traduzida em vários idiomas, com artigos e livros acessíveis em www.solida­rius.com.br/mance.

MANIFESTA 2009 SERÁ EM PENICHE


A MANIFesta de Peniche,22 e 23 de Maio, está em marcha, tendo-se iniciado o processo Assembleia, com o seguinte calendário:

GAIA 11 de Março 14h30m: na Associação de Proprietários da Urbanização de Vila de Este (AP) – TEL: 227849176; 913010370
VIANA DO CASTELO - DEÃO 13 de Março 21h30m Ludoteca da Associação Juvenil de Deão (AJD) na Escola Primária Telef.: 963687456; 914779592; 938599631
LOUSÃ 9 Março 18h00m Auditório da Biblioteca Municipal – Telef.: 239996116
Ferreira do Alentejo 10 Março 14h30m Auditório da Biblioteca Municipal – Telef: 965319641; 932950013; 284650000
Tondela 11 Março 14h30m ACERT – Telef: 232 814 400; 962098377; 239642815
Lisboa 12 Março 10h00 Associação Cais – Telef: 967432397; 968251019
Rio Maior 17 Março 18h00 Biblioteca Municipal – Telef: 969576907; 962729822; 966721852
Vila Real 17 Março 14h30 Telef. Edifício da UTAD – Telef: 279200730

Façamos da MANIFesta de Peniche o espelho do vosso trabalho! Edifiquemos uma força integrante e integradora capaz de transformar as assembleias, a feira e a festa num registo mais dinâmico, criativo e profícuo.

Agradecemos confirmação de presença antecipada para os números acima indicados.
Para mais informações, ou em caso de dúvidas, contacte Célia Lavado através de um dos seguintes contactos:
Célia Lavado
celia.lavado@animar-dl.pt
968618410
219526012
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