ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU-os actores das políticas neo-liberais não foram derrotados!


A Comissão Executiva da Base-FUT vai na sua próxima reunião de 28 do corrente efectuar uma análise política dos resultados eleitorais para o Parlamento Europeu.Entretanto, solicitamos que quem o queira fazer nos faça chegar a sua opinião/leitura política sobre o que aconteceu.Salientamos alguns aspectos significativos:

1-Forte abstenção em particular em Portugal.Podemos assim afirmar que as eleições europeias continuam a despertar pouco iteresse nos cidadãos.Motivos?É apenas desinteresse?

2.Apesar da crise o PPE continua como o grupo mais forte no PE.Os socialistas , segundo grupo,sofrem importante desgaste. Os verdes crescem.Porquê?

3. Em Portugal, contrariando as sondagens o PS perde as eleições,o PSD ganha. Existe reforço de todos os outros partidos, em particular à esquerda do PS.Porquê e que leituras para o futuro?

Para os trabalhadores e satisfação das suas reivindicações e interesses, nomeadamente para o combate a uma crise económica e social que quadro podemos vislumbrar o horizonte?
Participa e envia para: basefut@mail.telepac.pt

ACABAR COM PARAÍSOS FISCAIS!


Alguns dos acontecimentos da crise actual, como a falência de bancos, as fraudes em larga escala, como a de Madoff, têm como palco os paraísos fiscais (PF).


Muitas organizações nacionais e internacionais, incluindo a OIT e os sindicatos, diversos especialistas económicos e académicos chamaram a atenção para os perigos eminentes da “economia de casino” a qual é inseparável do agravamento das desigualdades sociais, da pobreza e da insustentabilidade do modelo económico e social seguido.

Ainda que as causas da crise sejam complexas e tenham várias nuances, não é menos verdade que um dos mecanismos essenciais utilizados, em especial empresas do sector bancário e financeiro e multinacionais, tem sido o recurso a paraísos fiscais.

A actual crise financeira aí está para comprovar a viscosidade e a completa falta de transparência de muitos activos de instituições bancárias, e a própria impossibilidade de os auditar adequadamente pelas ligações existentes com os paraísos fiscais que constituem uma autêntica muralha para o apuramento das situações patrimoniais reais de muitas organizações bancárias, financeiras, seguradoras, bem como de outras actividades económicas

Estimativas de especialistas apontam para uma concentração de 26% da riqueza mundial – 31% dos lucros das empresas multinacionais americanas – nesses PF (com apenas 1,2% da população mundial), cujas actividades estão reconhecidamente associadas à economia clandestina, à evasão e fraude fiscais, ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e a muitas outras práticas ameaçadoras da estabilidade mundial, como os negócios da droga e do armamento. ...ver petição

ELEIÇÕES PARA O PE:Manifesto dos sindicatos europeus!


Segundo a Confederação Europeia de Sindicatos o Parlamento Europeu tem sido um importante aliado em muitas propostas sobre a Europa Social.Sobre estas matérias os partidos portugueses têm falado muito pouco.Todavia, diversos aspectos da nossa vida laboral e social já passam pelo Parlamento Europeu.Ver MANIFESTO DA CES que, apesar da sua moderação habitual, inclui algumas exigências fundamentais para os trabalhadores!

DECORRE 98ª CONFERENCIA DA OIT


Para além do debate sobre o emprego no contexto da actual de crise, a sida no meio laboral e o trabalho forçado são outros dos temas fortes em debate na 98ª Conferência Internacional do Trabalho, a decorrer de 3 a 19 deste mês de Junho em Genebra.
A Conferência, onde Portugal estará representado por delegações do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, irá apreciar o Relatório do Director Geral e fazer um balanço sobre a situação relativa à aplicação dos princípios e direitos fundamentais do trabalho.

O Director Geral no seu relatório anual sobre a situação defende mais protecção social e emprego para os trabalhadores!

A OIT deve saír reforçada desta crise económica e social.Neste momento é importante valorizar esta Organização Internacional, que através das suas convenções e recomendações, vai defendendo os direitos básicos dos trabalhadores!

CRISE PODE GERAR REVOLTA SOCIAL!



Joaquim Fernandes in "Diário do Minho" de 26 de Maio

A crise social que se vive no distrito de Braga está a converter-se num "barril de pólvora" e a situação pode ficar fora de controlo se não forem tomadas medidas para combater os milhares de casos dramáticos gerados pelo desemprego que afecta dezenas de milhar de trabalhadores.

A gravidade da situação levou ontem a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Distrito a solicitar a intervenção urgente do Governador Civil e da Segurança Social de Braga. «Ou isto anda num outro sentido ou não sabemos onde irá parar, porque a situação que se vive no distrito de Braga está a levar as pessoas a "falar caladas".E quando a revolta começa de uma forma silenciosa, pode levar a uma situação de revolta e grande descontrolo social», avisou Manuel Bandeira, deixando claro que «é cada vez maior o número de famílias» do distrito que entram na zona da pobreza.

O sindicalista falava numa conferência de imprensa em que foram reveladas as principais conclusões de uma reunião alargada, realizada na manhã de ontem, durante a qual várias comissões de trabalhadores analisaram a situação económica e social no distrito de Braga.

Alegando que a grande parte dos quase 50 mil trabalhadores que estão sem trabalho continuam à espera dos créditos que lhes são devidos pelas empresas que «os lançaram no desemprego, com salários em atraso», aquele sindicalista defendeu que além da intervenção de Fernando Moniz, «também a directora da Segurança Social de Braga deve intervir», no sentido de minimizar as carências dos desempregados que se encontram sem rendimentos que lhes permitam viver com dignidade.

«Existe um Fundo de Garantia Salarial que devia ser utilizado para adiantar aos desempregados os valores correspondentes aos créditos que possuem sobre as empresas onde trabalharam, porque a Segurança Social pode reaver esse dinheiro, caso os trabalhadores acabem por receber o que lhes é devido pelas empresas», sublinhou o sindicalista afecto à União de Sindicatos de Braga, vincando que está nas mãos de Maria do Carmo Antunes o poder de accionar o Fundo de Garantia Salarial.«E não se venha dizer que não há dinheiro, porque um país que pode esbanjar milhares de milhões de euros para cobrir fraudes bancárias tem de ter dinheiro para os desempregados», referiu Bandeira, que desafiou Fernando Moniz a sensibilizar o Governo chefiado por José Sócrates para a tomada de medidas que «conduzam à recuperação do emprego no distrito de Braga».

A concessão de apoios às pequenas e médias empresas, «não necessariamente em dinheiro», é a prioridade preconizada pela Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, que pede também a Moniz que promova o entendimento entre a Segurança Social e a Autoridade para as Condições de Trabalho sobre as condições em que deve ser autorizado o recurso ao "Lay-off", a que algumas empresas têm recorrido «apenas para aumentar os seus lucros».

ATELIER DE ESCRITA NO VERÃO!



O Centro de Formação e Tempos Livres (CFTL) com Culture et Liberté (C. et L.) levam a efeito, no próximo Verão 2009,(20 a 25 de Julho) uma iniciativa inovadora: um Atelier de Escrita Criativa, em tempo de Férias Culturais no CFTL, em Coimbra.

Esta iniciativa pensada há bastante tempo por alguns militantes franceses e portugueses, em diferentes encontros, vai concretizar um sonho, congregar as pessoas das duas Comunidades para passarem férias juntas, associando o lazer à formação permanente, no que ficou conhecido em épocas passadas, por universidade popular de Verão


A Equipa responsável do Atelier propõe uma metodologia de trabalho:

· Trabalharemos a escrita durante os 5 dias, só na parte da manhã – da 10,00 às 13,00 H.

· Os participantes franceses e portugueses trabalharão conjuntamente (cada um na sua língua materna, mas com trocas traduzidas no colectivo.

· As tardes e noites serão livres. Porém, existem algumas sugestões de: passeios pedestres, visitas nos arredores de Coimbra, teatro e/ou outro evento a decorrer na Cidade Universitária.

· Os almoços serão da responsabilidade do grupo.

· Os jantares tomam-se no CFTL.

· O preço da semana 125,00 € (incluí estadia em quarto duplo, com uma refeição, pequeno almoço e dormida).

· Os almoços e eventuais saídas são contabilizados à parte.


Tel: 239701129
E-mail: cftl.net@mail.telepac.pt

Ou na Delegação em Lisboa:
Rua Maria (aos Anjos), 15
1170-208 Lisboa
Tel:+ 351 21 8120 720
E-mail: basefut@mail.telepac.pt

DECLARAÇÃO DE PENICHE


Na MANIFESTA foi aprovada a "Declaração de Peniche" em que as organizações:


- Consideram que as suas práticas e reflexões configuram um conhecimento inovador nas áreas do Desenvolvimento Local e da Economia Solidária, que fundamenta um novo paradigma de intervenção social e novos modelos de aprendizagem colectiva;


- Renovam o seu compromisso para participar empenhadamente de forma autónoma e como parceiras na construção de soluções de mudança que respondam aos desafios da sociedade actual;

- Constatam que são necessários esforços conjugados das estruturas nacionais e convidam todas as organizações do Desenvolvimento Local e Economia Solidária para se juntarem numa acção concertada, traduzida numa plataforma institucional de nível nacional, mobilizando as redes colaborativas já existentes e promovidas por programas anteriores;

- Convocam todos os que queiram contribuir para um movimento que conduza à criação de um Banco Ético, um Banco das e para as organizações de Economia Social e Solidária;

- Pretendem contribuir para a existência de políticas e instrumentos apropriados que suportem a continuidade da intervenção, na incorporação, adaptação e utilização das soluções já constituídas e validadas, alimentando e renovando a capacidade de experimentação e de inovação social, a qualificação das organizações e o fomento de modelos de apoio ao desenvolvimento e à criação de emprego, assentes em contratualizações programáticas, traduzindo-se nomeadamente em programas específicos no âmbito do QREN;

- Propõem-se reforçar as suas qualificações e capacidades de intervenção, sobretudo numa perspectiva de inovação social e de animação territorial, as quais devem ser valorizadas e certificadas explicitamente por parte dos organismos competentes;

- Interpelam as forças políticas para a necessidade de integrarem nas medidas de política a animação territorial, como factor decisivo para a coesão social;

- Propõem a concretização de parcerias estratégicas com o Estado (aos seus diversos níveis) e com as Empresas, assentes na concertação e na co-responsabilização, visando encontrar soluções sustentáveis para problemas concretos – desemprego, assimetrias regionais, desertificação e despovoamento do interior, pobreza e exclusão social crescentes, entre outros;

- Associam-se à necessidade de aprofundar urgentemente a discussão e a decisão sobre a questão da Regionalização em Portugal, privilegiando a participação activa dos/as cidadãos/ãs e das comunidades locais, num processo que também esteja focado nas dinâmicas de Desenvolvimento Local.