VIOLÊNCIA NAS HONDURAS: Última Hora!


Carlos Reyes, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares (STIBYS) e membro do Comitê Mundial da UITA, foi detido e levado para um hospital com graves golpes na cabeça e um braço quebrado.....

Este País da América Central pode caminhar para uma guerra civil.ver

CULTURE ET LIBERTÉ DE TOULOUSE NA COSTA DE CAPARICA!


Vinda do Atelier de Escrita realizado em Coimbra pelo CFTL uma delegação do Culture et Liberté de Toulouse (França) esteve ontem reunida com a Direcção da Cooperativa de Construção Irmanadora.Na reunião foi efectuada uma informação sobre a POLIS e sobre o programa de construção de 620 fogos para realojamento na Costa de Caparica.A Irmanadora vai participar no Programa Grundvig com a Culture et Liberté e outros parceiros de Itália, Espanha e Bélgica.Culture et liberté

MULHER!


Envio-vos um poema já conhecido de muitos para acariciar aqueles que ainda andam na labuta frenética. Eu já estou a gozar as justas férias!!!
Beijinhos
Elsa

Calçada de Carriche


Luísa sobe, sobe a calçada, sobe e não pode que vai cansada. Sobe, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe sobe a calçada.

Saiu de casa de madrugada; regressa a casa é já noite fechada. Na mão grosseira, de pele queimada, leva a lancheira desengonçada. Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.

Luísa é nova, desenxovalhada, tem perna gorda, bem torneada. Ferve-lhe o sangue de afogueada; saltam-lhe os peitos na caminhada. Anda, Luísa. Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.

Passam magalas, rapaziada, palpam-lhe as coxas, não dá por nada. Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.

Chegou a casa não disse nada. Pegou na filha, deu-lhe a mamada; bebeu da sopa numa golada; lavou a loiça, varreu a escada; deu jeito à casa desarranjada; coseu a roupa já remendada; despiu-se à pressa, desinteressada; caiu na cama de uma assentada; chegou o homem, viu-a deitada; serviu-se dela, não deu por nada. Anda, Luísa. Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.

Na manhã débil, sem alvorada, salta da cama, desembestada; puxa da filha, dá-lhe a mamada; veste-se à pressa, desengonçada; anda, ciranda, desaustinada; range o soalho a cada passada; salta para a rua, corre açodada, galga o passeio, desce a calçada, desce a calçada, chega à oficina à hora marcada, puxa que puxa, larga que larga, puxa que puxa, larga que larga, puxa que puxa, larga que larga, puxa que puxa, larga que larga; toca a sineta na hora aprazada, corre à cantina, volta à toada, puxa que puxa, larga que larga, puxa que puxa, larga que larga, puxa que puxa, larga que larga.

Regressa a casa é já noite fechada. Luísa arqueja pela calçada. Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada, sobe que sobe, sobe a calçada, sobe que sobe, sobe a calçada. Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.


António Gedeão, in 'Teatro do Mundo'

GLOCAL 2009-Conferência Nacional sobre Agenda 21 Local


A GLOCAL2009, com o mote "Pensar Global, Agir Local", será a primeiraConferência Nacional sobre Agenda 21 Local. Decorrerá no Centro deCongressos do Estoril, nos dias 23 e 24 de Setembro de 2009 e será um fórum de excelência para reflectir sobre o modo como os municípios portugueses estão a pôr em prática a democracia participativa e os sistemas de sustentabilidade local.

CASA DO OESTE PROMOVE SEMANA DE ESTUDOS!


De 23 a 27 de Agosto/Semana de Estudos

A ACR vai realizar na Casa do Oeste mais uma Semana de Estudos/férias para famílias. Este ano vamos debruçar-nos um pouco sobre o modelo de sociedade que construimos, perceber melhor as suas contradições e procurar alguns caminhos diferentes em que possamos intervir para podermos continuar a sonhar com um mundo mais justo, equilibrado e ambientalmente possivel.
Uma das formadoras é a economista Manuela Silva.... Também vai ser apresentada uma expriência de que não sei se já ouviu falar "O Banco do Tempo" .

Um abraço amigo

Dina e Rosália


Rosália Batalha:251814459

ENCERROU ATELIER DE ESCRITA LUSO FRANCÊS

Acabou hoje em Coimbra,o Atelier de Escrita Luso Francês promovido pelo Centro de Formação e Tempos Livres (CFTL) e a Associação Culture et Liberté.
Os participantes num total de dezanove efectuaram uma avaliação muito positiva relativamente ao programa,acolhimento no CFTL e actuação dos animadores.
Foram cinco dias de escrita, passeios e conhecimento mútuo com tanta intensidade que todos ficaram um pouco nostálgicos com o fim do Atelier e a partida de algums para as suas terras.
Entretanto, alguns participantes franceses vão passar uma semana na Costa de Caparica com um programa que inclui visitas a Lisboa, sensibilização aos ateliers de escrita para professores, jantar na Cooperativa Mó de Vida , no Pragal , e reunião com a Direcção da Irmanadora-cooperativa de habitação do Concelho de Almada.
Entretanto no CFTL teve início a Semana de Férias Culturais de Julho que inclui um vasto Programa de actividades.

Nota: Os textos mais interessantes do Atelier de Escrita de 2008 constam de um CD que pode ser requisitado ao CFTL.

NA NOVA ENCÍCLICA DA IGREJA CATÓLICA O TRABALHO NÃO É CENTRAL!


A recente encíclica CARITAS IN VERITATE do PAPA Bento XVI merece, embora como primeiras impressões, alguns comentários.O trabalho e o desemprego merecem magras referencias nesta encíclica.O ambiente é especialmente tratado.A encíclica "Populorum Progressio" de Paulo VI está em "pano de fundo" das reflexões do Papa.Hoje o mundo é diferente....Será que se mantém a esperança num desenvolvimento justo e humano para todos,ou é mais um documento para católico ver?

1. As encíclicas sociais nunca tiveram grande eco no nosso País.As razões são diversas e históricas.Mesmo na ditadura, que se servia da Igreja Católica e esta recebia privilégios particulares, a "doutrina social" era muito pouco divulgada.
Em democracia, sem as limitações da censura, nem por isso aumentou o grau de interesse pelas encíclicas, ressalvando naturalmente alguns círculos da própria Igreja.Daí que quase passou despercebida esta encíclica de Bento XVI.

2. Sob ponto de vista formal este documento é algo disperso nas temáticas e sem equilibrio no tratamento dos temas.É um documento de difícil trabalho, onde se abordam as mesmas temáticas diversas vezes.Algumas questões são abordadas com profundidade tais como a relação ambiente e desenvolvimento. Outros, como o trabalho e o desemprego, quase são ignorados.Não é, portanto, uma encíclica mobilizadora.Pelo contrário, é mais intelectualizada do que os documentos de João XXIII , Paulo VI e João Paulo II.
Algumas temáticas, porém, como a cooperação e o apoio aos povos mais pobres, a necessidade de salvar a terra sob ponto de vista ecológico e a visão da empresa do futuro bem como a necessidade de uma autoridade mundial que coordene a globalização de forma justa, refelectem avanços no pensamento da Igreja Católia que assume teses de muitas Ong,s e até das organizações sindicais mundiais.

3.O trabalho e o desemprego são os parentes pobres desta Encíclica.Não há uma reflexão aprofundada sobre o papel central do trabalho na vida humana.O trabalho ainda é uma questão chave do desenvolvimento dos povos e de cada povo.A precariedade não é abordada com a profundidade necessária.O que se diz é pouco, embora seja importante.Já não se fala do sindicalismo que quase é ignorado e apenas se recomenda que este não deve ignorar os trabalhadores dos povos mais pobres.
Ora, o movimento sindical mundial, com todos os defeitos que lhe possamos apontar, e são muitos, é o mais importante movimento social,civil da globalização.O movimento sindical é um dos instrumentos mais importantes para combater a pobreza e realizar um desenvolvimento equilibrado!

5.O mercado é visto por Bento XVI de forma ingénua e como um instrumento saudável que alguns, na sua ganancia acabam por poluir.Ora, hoje o mercado e o seu funcionamento na globalização é muito mais complexo e permite os mecanismos de enriquecimento e empobrecimento conhecidos, bem como as desigualdades sociais e o domínio de poderosos grupos nacionais e mundiais que regem efectivamente o mercado e governam a globalização.Não estamos a falar do mercado da primeira fase da burguesia comercial.

6. É também de admirar as poucas referencias e o tratamento suave com que é tratada a presente crise do capitalismo financeiro.Sim existem referencias aos especuladores, à necessidade de regular e de dar uma ética aos negócios.Porém , é tudo muito suave, pouco veemente na análise deste grande escândalo mundial que remeteu de um dia para o outro milhões de trabalhadores para o desemprego e afundou toda a economia.

Finalmente o documento merece óbviamente um estudo mas aprofundado para se retirarem outros aspectos também muito importantes e que exigem outros espaços que não um blogue.