Grupo de associações quer avançar com Movimento Social que promova e autonomize a Democracia Participativa e o Associativismo.Já tem Congresso marcado e reuniões regionais.Ver
"2. Promover a Democracia passa, na verdade, por viabilizar as condições de exercício da Democracia Participativa, isto é, passa por proporcionar a sustentabilidade material das iniciativas e estruturas que promovem a participação de entre as quais se destacam as formas organizadas de DP que são as Associações. Não é, no entanto, isso que acontece: longe de serem encaradas como focos de promoção e produção de participação as Associações são tratadas enquanto meras empresas prestadoras de Serviços: apenas pelo que fazem e não pelo que são.
Em boa verdade acabam por ser tratadas pior que as empresas pois, ao contrário do que sucede com estas, o valor dos bens produzidas pelas associações não incorpora as despesas de funcionamento nem tão pouco, com frequência, de trabalho (o calculo do valor da hora do mecânico que nos arranja o automóvel inclui as amortizações e as despesas de logística da oficina; o funcionamento dos projectos desenvolvidos pelas associações não só não as inclui, na maioria das vezes, como exige, quase sempre, uma comparticipação nos gastos)."
BASE-FUT: É URGENTE UMA PLATAFORMA DE ESQUERDA!

A Comissão Política Nacional da BASE – FRENTE UNITÁRIA DE TRABALHADORES, reunida em Ferragudo (Portimão) a 3 e 4 de Outubro, analisou as recentes eleições legislativas e as consequências na evolução política e social do nosso País.
Em primeiro lugar queremos congratularmo-nos com o debate público de problemas e soluções que proporcionaram uma maior consciência de voto, sem deixar, no entanto, de lamentar a enorme abstenção de cidadãos que não acreditam que o seu voto seja necessário.
Por outro lado, sentimos que as campanhas eleitorais ainda são muito centradas nas propostas dos vários partidos e poucos são os momentos em que os partidos procuram saber quais os problemas sentidos pelas pessoas.
Os resultados eleitorais demonstraram, todavia, que as cidadãs e cidadãos votaram tendo presente algumas realidades, nomeadamente o medo da crise financeira e económica mundial e a valorização positiva de algumas reformas que o governo socialista desenvolveu, ainda que inacabadas algumas, ou merecedoras de rectificação outras.
Entendemos assim que do quadro político saído destas eleições se pode criar um ambiente de esperança, optimismo, confiança e responsabilidade, necessário à criação de políticas novas que beneficiem as classes trabalhadoras e os cidadãos em geral e aproveitem as oportunidades de mudança que a actual crise mundial proporciona.
Neste sentido sentimos como necessária e urgente uma plataforma política apoiada pelos partidos e forças sociais de esquerda que:
1. Efectuem uma valoração crítica do realizado pelo anterior governo reconhecendo o que este efectuou de bom e de menos bom, com realce para os aspectos inovadores e sociais, nomeadamente nos domínios das energias renováveis; investigação; plano hidrológico nacional; apoios sociais a idosos; salário mínimo; sustentabilidade da segurança social. E também aspectos polémicos e contraditórios com o ideário do PS como algumas das alterações ao Código do Trabalho, alguns aspectos da reforma da administração pública e da educação, bem como a forma de relacionamento com as organizações de trabalhadores.
2. Negoceiem o núcleo essencial de uma política económica que valorize o emprego, a coesão social e as energias renováveis criando menor dependência do petróleo. Será necessário uma política económica que premeie quem investe e cria emprego e promova a democracia no trabalho, isto é, a participação dos trabalhadores na gestão e na distribuição equitativa da riqueza gerada.
3. Estabeleçam uma política penalizadora de quem especule e usa a propriedade do capital apenas para o lucro fácil e rápido. Tal objectivo apenas será possível com a transparência das transacções e com o fim dos off-shores.
4. Valorizem o diálogo social estabelecendo um novo relacionamento com as organizações, sindicais, apostem num forte protagonismo do Conselho Económico e Social e promovam uma verdadeira participação dos parceiros sociais nas diferentes instituições tripartidas.
No âmbito laboral promovam o trabalho com direitos e as políticas activas de emprego e combatam a precariedade.
5. Apoiem de forma clara a economia social e solidária. O crescimento da economia social, em particular das IPSS, proporcionado pelo investimento iniciado no anterior governo tem que ser acompanhado por uma revolução social nas instituições que permita a sua democratização e uma participação determinante dos respectivos trabalhadores na gestão e autonomia técnica.
6. Iniciem o processo de regionalização política do País permitindo um desenvolvimento baseado nas potencialidades de cada região. A política de solidariedade nacional deverá ser fomentada com a sediação do rendimento onde ele se produz e não nas sedes das grandes empresas sediadas em Lisboa.
7. Promovam uma política internacional de paz, cooperação e de independência dos povos, apostando forte na regulação e democratização das instituições internacionais, promovendo as relações comerciais justas e o desenvolvimento dos povos.
8. Promovam uma política na UE que reforce a sua dimensão social e democrática e de grande força humanista no mundo.
Finalmente que as reformas a conduzir na próxima legislatura tornem consequente o principio da subordinação dos interesses de grupos e direitos adquiridos aos interesses do País (bem comum), ou seja que o principio não se aplique apenas aos trabalhadores. Será necessário que o mesmo principio se aplique aos grupos económicos e financeiros, a políticos e gestores quer públicos quer privados.
A BASE – FUT apela assim a uma ampla mobilização cívica e política dos trabalhadores para se ultrapassar a crise actual lançando as bases essenciais para um futuro melhor para todos que só é possível promovendo a dignidade da pessoa, a justiça social e o futuro do planeta onde todos vivemos.
Ferragudo, 4 de Outubro de 2009
Em primeiro lugar queremos congratularmo-nos com o debate público de problemas e soluções que proporcionaram uma maior consciência de voto, sem deixar, no entanto, de lamentar a enorme abstenção de cidadãos que não acreditam que o seu voto seja necessário.
Por outro lado, sentimos que as campanhas eleitorais ainda são muito centradas nas propostas dos vários partidos e poucos são os momentos em que os partidos procuram saber quais os problemas sentidos pelas pessoas.
Os resultados eleitorais demonstraram, todavia, que as cidadãs e cidadãos votaram tendo presente algumas realidades, nomeadamente o medo da crise financeira e económica mundial e a valorização positiva de algumas reformas que o governo socialista desenvolveu, ainda que inacabadas algumas, ou merecedoras de rectificação outras.
Entendemos assim que do quadro político saído destas eleições se pode criar um ambiente de esperança, optimismo, confiança e responsabilidade, necessário à criação de políticas novas que beneficiem as classes trabalhadoras e os cidadãos em geral e aproveitem as oportunidades de mudança que a actual crise mundial proporciona.
Neste sentido sentimos como necessária e urgente uma plataforma política apoiada pelos partidos e forças sociais de esquerda que:
1. Efectuem uma valoração crítica do realizado pelo anterior governo reconhecendo o que este efectuou de bom e de menos bom, com realce para os aspectos inovadores e sociais, nomeadamente nos domínios das energias renováveis; investigação; plano hidrológico nacional; apoios sociais a idosos; salário mínimo; sustentabilidade da segurança social. E também aspectos polémicos e contraditórios com o ideário do PS como algumas das alterações ao Código do Trabalho, alguns aspectos da reforma da administração pública e da educação, bem como a forma de relacionamento com as organizações de trabalhadores.
2. Negoceiem o núcleo essencial de uma política económica que valorize o emprego, a coesão social e as energias renováveis criando menor dependência do petróleo. Será necessário uma política económica que premeie quem investe e cria emprego e promova a democracia no trabalho, isto é, a participação dos trabalhadores na gestão e na distribuição equitativa da riqueza gerada.
3. Estabeleçam uma política penalizadora de quem especule e usa a propriedade do capital apenas para o lucro fácil e rápido. Tal objectivo apenas será possível com a transparência das transacções e com o fim dos off-shores.
4. Valorizem o diálogo social estabelecendo um novo relacionamento com as organizações, sindicais, apostem num forte protagonismo do Conselho Económico e Social e promovam uma verdadeira participação dos parceiros sociais nas diferentes instituições tripartidas.
No âmbito laboral promovam o trabalho com direitos e as políticas activas de emprego e combatam a precariedade.
5. Apoiem de forma clara a economia social e solidária. O crescimento da economia social, em particular das IPSS, proporcionado pelo investimento iniciado no anterior governo tem que ser acompanhado por uma revolução social nas instituições que permita a sua democratização e uma participação determinante dos respectivos trabalhadores na gestão e autonomia técnica.
6. Iniciem o processo de regionalização política do País permitindo um desenvolvimento baseado nas potencialidades de cada região. A política de solidariedade nacional deverá ser fomentada com a sediação do rendimento onde ele se produz e não nas sedes das grandes empresas sediadas em Lisboa.
7. Promovam uma política internacional de paz, cooperação e de independência dos povos, apostando forte na regulação e democratização das instituições internacionais, promovendo as relações comerciais justas e o desenvolvimento dos povos.
8. Promovam uma política na UE que reforce a sua dimensão social e democrática e de grande força humanista no mundo.
Finalmente que as reformas a conduzir na próxima legislatura tornem consequente o principio da subordinação dos interesses de grupos e direitos adquiridos aos interesses do País (bem comum), ou seja que o principio não se aplique apenas aos trabalhadores. Será necessário que o mesmo principio se aplique aos grupos económicos e financeiros, a políticos e gestores quer públicos quer privados.
A BASE – FUT apela assim a uma ampla mobilização cívica e política dos trabalhadores para se ultrapassar a crise actual lançando as bases essenciais para um futuro melhor para todos que só é possível promovendo a dignidade da pessoa, a justiça social e o futuro do planeta onde todos vivemos.
Ferragudo, 4 de Outubro de 2009
DA DEMOCRACIA POLÍTICA À DEMOCRACIA ECONÓMICA"

CONFERENCIA NA GULBENKIAN EM LISBOA
DIA 20 DE OUTUBRO
PROF.LADISLAU DOWBOR
Programa
Palavras de abertura: Alfredo Bruto da Costa, Presidente da CNJP
Apresentação do orador: Prof. Mário Murteira
Conferencista: Prof. Doutor Ladislau Dowbor
Interpeladores: Doutor José da Silva Lopes, Prof. João Rodrigues
Moderadora: Manuela Silva
Entrada Livre
Nota curricular do conferencista
Ladislau Dowbor é formado em Economia Política pela Universidade de Lausanne;Doutor em Ciências Económicas pela Escola Central de Planeamento e Estatística deVarsóvia (1976). Actualmente é professor titular no departamento de pós-graduação daPontifícia Universidade Católica de São Paulo, nas áreas de Economia e Administração.Continua com o trabalho de consultadoria para diversas agências das Nações Unidas,governos e municípios. Actua como Conselheiro na Fundação Abrinq, Instituto Polis eoutras instituições.Ultimamente tem trabalhado no desenvolvimento de sistemas descentralizados degestão, particularmente no quadro de administrações municipais, envolvendo sistemasde informação para a gestão, políticas municipais de emprego, políticas integradas paracrianças em risco e gestão ambiental.Publicou mais de meia centena de livros e artigos. Textos técnicos disponíveis na homepagehttp://dowbor.org/
JOVENS CATÓLICOS RURAIS PROMOVEM INTERCAMBIO!

A JARC-Juventude Agrária e Rural Católica promove intercambio Norte/SUL de jovens nos dias 16,17 e 18 deste mês.A ideia é ainda participarem na Festa das Colheitas a realizar no dia 18, Domingo, e promovida pela CASA DO OESTE/Fundação João XXIII.
A inscrição é até ao dia 9 de Outubro (as vagas são limitadas) e pagar metade da inscrição (15€). Contacta o Secretariado da JARC (telm. 968337385 ou jarc.nacional@gmail.com) ou o teu animador.
Secretariado JARCAv.Sidónio Pais, 20 4º.Dt.1050-215 LisboaTelm.: 968337385/ Fax: 213146524
ver site do Movimento Mundial de Jovens Rurais
COMPROMISSO À ESQUERDA!
O resultado das eleições legislativas permite afirmar com clareza que os portugueses recusaram a hegemonia neo-liberal, dando o seu voto maioritariamente à esquerda. É por isso legítimo esperar que o futuro governo do País acolha novas políticas solidárias,relançando a prosperidade e a esperança no futuro.A 27 de Setembro os eleitores revelaram uma inquestionável vontade de entendimento entre os partidos de esquerda. As votações alcançadas pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda e pela Coligação Democrática Unitária são o resultado das fortes movimentações sociais ocorridas na legislatura passada, tendo contribuído decisivamente para gerar uma nova solução pluripartidária susceptível de encontrar respostas aos factores de crise e desigualdade social.Ver texto
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CGTP FAZ 39 ANOS!

Amanha, dia 01 de Outubro, a maior central sindical portuguesa faz anos!A CGTP é a maior organização social e política do nosso País.Teve um papel fulcral na Revolução de Abril e na melhoria das condições de trabalho e de vida de todos os portugueses.FELIZ ANIVERSÁRIO!ver
Na TV e na Rádio bem como no cinema tanto se fala de tanta coisa bem menos importante do que o sindicalismo e a sua história!Estes 39 anos de vida do nosso movimento sindical é ignorado ou pudicamente abordado!As jovens gerações que sabem de história sindical?O que lhe ensinaram?Como é possível ignorar ou maltratar uma dimensão essencial da nossa história-a História das classes trabalhadoras que geram a riqueza nacional e mundial!
Podemos dizer que há interesse em ignorar a história sindical ou negligenciar o seu ensino!Mas isto não deixa de ser um acto político e ideológico de grande envergadura!
Mas também devemos questionar o próprio movimento sindical sobre esta matéria.O que fazem as organizações sindicais para para informarem as novas gerações sobre a História dos trabalhadores para que não passem apenas os estereótipos sobre o sindicalismo?
POBREZA EM PORTUGAL!

Portugal tem 18% da população em risco de pobreza. A disparidade "persistente" nos salários alimenta as diferenças sociais que atingem sobretudo os jovens, as mulheres, os desempregados, mas também os assalariados.
Um relatório sobre a dimensão social do crescimento e a estratégia para o emprego da Comissão Europeia mostra que, em 2008, os 20% de portugueses mais ricos ganhavam seis vezes mais que os 20% mais pobres.Em 2007, Portugal registava a mais alta taxa de pobreza material (22%) da União Europeia de 15 países. Um em cada 22 portugueses não teve acesso, por falta de rendimento, a algum bem essencial, como a alimentação ou a habitação. Em termos comunitários, a privação relativa a bens primários chegou aos 17%.O documento comunitário pretende analisar, desde o início do decénio, o impacto do crescimento e emprego sobre a protecção dos mais vulneráveis e a redução da pobreza.
Sobre Portugal, nota que houve uma diminuição da pobreza de 21% para 18%, entre 2000 e 2008, "devido aos subsídios sociais" como o rendimento social de inserção. Subtraídos os apoios sociais, Bruxelas estima que o número de pobres em Portugal poderia chegar aos 24%.O risco de pobreza "é elevado" nos grupos "vulneráveis", como os desempregados, os jovens e as mulheres, mas também para 12% da população activa que, no ano passado, recebia menos de 60% do rendimento médio nacional. Em termos europeus, o valor relativo de pessoas no limiar da pobreza estagnou nos 17%.
Um especialista comunitário explicava, ontem, que a imutabilidade do valor ao longo dos últimos anos deve-se, sobretudo, "a um grupo de pessoas que não consegue entrar no mercado de trabalho" e que "não é abrangido por políticas sociais de emprego" e aponta como exemplo lares onde nenhum adulto trabalha. A "inclusão activa não funcionou tão bem quanto devia", afirmou.(notícia do dia)
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