As pifaradas do Álvaro Pessoa ecoaram pelo vale de Unhais, para que todos fossem participar no madeiro e nas celebridades cristãs, que começariam às 23 horas com a Missa do Galo. Após a missa, o largo da igreja encheu-se de gente, pessoas residentes e outros filhos de Unhais que vieram de longe, a comemorarem o Natal em família.
O Álvaro lá recomeçou o seu concerto, entoando lindas canções de Natal ao som da sua gaita-de-foles, que tão bem ele sabe tocar. Depois o vento começou a soprar incomodando as pessoas e furando aqui e ali alguns casacos, por intermédio das fagulhas que tinham origem no madeiro. Passado pouco tempo poucas pessoas se viam no adro da igreja, apesar da bela fogueira que convidava ao aquecimento e ao convívio. Ainda alguém disse, que o Natal de agora já não tem nada a ver com o de um passado ainda não muito longínquo.
Foi o regresso a casa e o convívio habitual das famílias, onde à lareira ou à braseira agora eléctrica, punham as conversas em dia, enquanto se bebia um copo e comia uma filhó.
António Duarte, de Unhais (militante ligado aos Mov. Católicos e à Base-FUT)





