BASE-FUT DO PORTO DEBATE A SUA MISSÃO E VALORES!

Numa série de tertúlias a BASE-FUT do Porto vai debater o seu projecto político e os seus valores e papel na sociedade actual!
A primeira tertúlia realiza-se no próximo dia 5 de Fevereiro pelas 21,30 horas.Estão convidados os militantes e amigos.Aparece!

Rua Passos Manuel, nº 209-1º -Porto

A ERRADICAÇÃO DA POBREZA!

"No conjunto do espaço comunitário, estima-se em 78 milhões as pessoas em risco de pobreza ou seja 16% de toda a população (18%, em Portugal) e que um em cada dez cidadãos europeus vive em situação de pobreza extrema."


"Nas últimas duas décadas, tem crescido, entre os europeus, a consciência de que a pobreza não desapareceu dos seus territórios - antes se generalizou - apesar do crescimento económico e da prosperidade material entretanto alcançada.A pobreza existe: dizem-no a frieza dos números das estatísticas, relatórios e estudos académicos, mas também, de forma mais gritante, certos rostos que cruzam connosco nas ruas ou, mais recentemente, as histórias de vida de ex-colegas de trabalho agora sem emprego, crianças que chegam às escolas subnutridas e mal cuidadas ou idosos cujas pensões ficam aquém das suas necessidades mais básicas.
Os media têm tido o mérito de alertar as consciências para este flagelo e de chamar a atenção para que a pobreza e a exclusão social não são uma fatalidade, mas antes produto ou consequência de uma sociedade mal organizada e de uma economia, que sabe criar riqueza, mas que não assegura a sua repartição equitativa, funcionando antes como uma espécie de centrifugadora que vai deixando de lado (excluindo-os do bolo comum) alguns dos seus membros.
No conjunto do espaço comunitário, estima-se em 78 milhões as pessoas em risco de pobreza ou seja 16% de toda a população (18%, em Portugal) e que um em cada dez cidadãos europeus vive em situação de pobreza extrema.É pois de saudar a decisão tomada pelas competentes instâncias comunitárias de declarar o ano de 2010 como Ano europeu de combate à pobreza e à exclusão social. Trata-se de um objectivo ambicioso a concretizar nos seguintes termos específicos:

-Reconhecer o direito das pessoas em situação de pobreza e exclusão social a viverem com dignidade e a participarem activamente na sociedade;
-Reforçar a adesão do público às políticas e acções de inclusão social, sublinhando a responsabilidade de cada um na resolução do problema da pobreza e da marginalização;
-Assegurar uma maior coesão da sociedade, na certeza de que todos beneficiam com a erradicação da pobreza;
-Mobilizar todos os intervenientes, já que, para haver progressos tangíveis, é necessário um esforço continuado nos vários níveis de governação e nas organizações da sociedade civil.

Importa sublinhar que a situação de pobreza é, hoje, considerada uma violação de direitos humanos fundamentais e, por isso, os estados têm a missão de a prevenir e combater com medidas apropriadas, como já acontece no mundo civilizado em relação a outras violações de direitos humanos: a falta de liberdade ou a tortura, por exemplo.

Não obstante este progresso jurídico e sociopolítico, ainda prevalecem, em muitos cidadãos, múltiplos preconceitos que alimentam a convicção de que a pobreza é, tão só, uma fatalidade e fruto da má sorte ou até mera culpa dos próprios pobres. Este tipo de raciocínios preconceituosos emperra a concretização deste desígnio civilizacional de erradicar a pobreza.Esperemos, pois, que o ano que agora começa nos leve a olhar para a pobreza, com outros olhos, numa perspectiva de verdade, lucidez, justiça e solidariedade de que resultem maior criatividade e empenhamento pessoal e colectivo dirigidos no sentido da sua erradicação.

Para que a pobreza possa ser, em breve, um mero objecto arqueológico, como desejamos, há, certamente, que pressionar os poderes públicos no sentido de que sejam adoptadas todas as políticas necessárias decorrentes do seu compromisso a nível comunitário, mas há que, igualmente, investir muito na transformação da mentalidade da população em geral.

Trata-se, em primeiro lugar, de um desafio cívico mas também de uma exigência espiritual e constitui uma tarefa urgente com vista a criar uma efectiva mobilização em torno desta causa comum: erradicar a pobreza, para todos vivermos melhor."

Manuela Silva/Janeiro de 2010

LÍDER DA CES FALA EM DAVOS!


O Secretário Geral da Confederação Europeia de Sindicatos, John Monks, fala em Davos aos governantes e financeiros alí presentes.Chama a atenção para os comportamentos financeiros de risco, exigindo um sistema financeiro que sustente a economia real e não a especulação!

A CES apoia medidas de regulação e controlo das actividades financeiras , nomeadamente bancárias.Ver texto e vídeo

DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES!

A Comissão de Assuntos do Trabalho e Sindicalismo da Base-FUT reuniu no passado dia 23 de Janeiro em Pardilhó –Estarreja para análise da situação social e sindical nacional e internacional.

A Comissão considera necessário no quadro de crise social reforçar o papel da Inspecção Geral do Trabalho (ACT) e da acção sindical para a defesa dos direitos dos trabalhadores que estão ameaçados em muitas empresas. Mais do que nunca é necessário revitalizar o trabalho sindical nos locais de trabalho para enfrentar a situação.

A nível internacional é necessário também aprofundar a solidariedade e trabalhar diversas temáticas como a flexisegurança, a precariedade , o teletrabalho , o trabalho a tempo parcial e a defesa dos direitos fundamentais dos trabalhadores no contexto do mercado único. Estas temáticas devem ser equacionadas numa perspectiva correcta de libertação e satisfação no trabalho e nunca como formas de embaratecer o mesmo e sobrecarregar o trabalhador e a sua família!

Uma das formas de combater o desemprego, uma grave ameaça social e com níveis inaceitáveis, é reduzir o tempo de trabalho e não aumentá-lo como pretendem algumas instituições e governos europeus.

A Comissão efectuou o ponto de situação sobre diversos projectos em que está empenhada, com particular destaque para os grupos de trabalho internacionais “Mais e Melhores Empregos” e “Segurança dos Jovens Trabalhadores” no âmbito da rede EZA, bem como para as Comemorações do 40º Aniversário da CGTP que a Base-FUT também quer comemorar numa perspectiva de um movimento sindical livre, autónomo e de unidade.

FRACO CRESCIMENTO ECONÓMICO NÂO IMPEDE JUSTIÇA SOCIAL!


A Comissão Política Nacional da BASE-F.U.T. reuniu no fim-de-semana de 16/17 de Janeiro para análise da situação social e política e aprovar o seu Plano de Acção para 2010. Do debate político efectuado queremos deixar as seguintes notas:

1 – No Ano Europeu de Luta contra a Pobreza foi sublinhada a importância das medidas de política social para promover o emprego jovem e apoiar os desempregados.
É de realçar que estamos perante meios de emergência a favor dos mais carenciados. Estas medidas amortecem a crise, mas não são suficientes para debelar o fenómeno social crescente da pobreza.

2 – Consideramos ser necessário a reformulação do tecido económico e financeiro no sentido de uma melhor distribuição da riqueza e maior justiça social. Neste sentido valorizamos a grande oportunidade do desenvolvimento da economia social e solidária que não sendo uma economia lucrativa muito tem contribuído para a criação de emprego. É, por isso necessário apoiar o desenvolvimento desta revolução em marcha – a economia social – porque esta dinâmica leva à autonomia, à participação e ao voluntariado e promove a cidadania.

3 – Constatamos que as desigualdades sociais vão-se mantendo, pois deparamo-nos com gestores com vencimentos escandalosos e trabalhadores na sua maioria com ordenados mínimos. A manutenção desta situação é uma prova de que não se tem aprendido com a crise. Estamos perante a necessidade de criar um novo paradigma social que nos leve a criar novas alternativas ao sistema capitalista.

4 – Julgamos oportuno investir na formação de empresários, principalmente de pequenas e médias empresas, bem como incrementar e valorizar a formação dos trabalhadores ao longo da vida.
Neste sentido apreciamos o muito que se tem feito através do Programa Novas Oportunidades, julgando porém que o mesmo necessita de determinados aperfeiçoamentos.
Consideramos que este Projecto não deixa de fazer justiça a uma determinada camada da população que foi penalizada por ter ingressado prematuramente no mercado de trabalho em detrimento da sua formação académica.

5 – Debruçámo-nos também sobre a recente Lei aprovada em Assembleia da República que permite o casamento de pessoas do mesmo sexo, visando deste modo combater a descriminação e respeitar os direitos de cidadãos até agora sujeitos à marginalização.

6 – Foram aprovadas várias iniciativas a implementar no ano em curso:

Realização de um Fórum Nacional para Jovens;

Celebração do Aniversário da BASE-F.U.T., tendo como ponto alto a comemoração do 40 Anos da C.G.T.P., onde serão homenageados os militantes da BASE-F.U.T. que muito contribuíram para a sua formação e que a ela se dedicaram com a sua militância ao longo destes 40 anos;

Realização em todas as Regiões da CONFERÊNCIA PUZZLE 2010 subordinada ao tema “Inovação Social, Educação e Acção Política”

Nova actuação estratégica de forma melhorar e dinamizar as nossas Relações Internacionais.


Almada, 17 de Janeiro de 2010

HÁ MAIS VIDA PARA ALÉM DO PIB!


DEBATE PROMOVIDO PELA ATTAC na Bibiloteca Museu República e Resistencia no próximo Sábado dia 16 de Janeiro!

Com os Economistas e Investigadores Sociais:

Gualter Barbas Baptista - activista do GAIA e investigador do ECOMAN - Centro de Economia Ecológica e Gestão do Ambiente - FCT/UNL

José Castro Caldas - CES - Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

Luis Francisco Carvalho - ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa

Manuela Silva - Professora Universitária (aposentada)Susana Peralta - Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa


Desenvolvido no contexto da Grande Depressão dos anos 30 e da II Guerra Mundial, acompanhando a ascensão da macroeconomia keynesiana, o PIB tornou-se um dos mais conhecidos indicadores económicos. O seu elevado grau de disponibilidade e de comparabilidade, entre países e ao longo do tempo, transformaram o PIB na medida privilegiada do sucesso das economias e das sociedades, em termos do discurso académico, mas também ao nível do debate político e da atenção mediática.
No entanto, há muito que foram sendo notadas as limitações do PIB, quer como medida da produção e do crescimento económico, quer, sobretudo, como indicador de qualidade de vida ou de bem-estar. A discussão sobre as insuficiências do PIB e a necessidade de o substituir ou complementar com outros indicadores tem ganho crescente relevância, tendo merecido a atenção de organizações como a ONU, a União Europeia ou a OCDE - particular destaque merece, neste contexto, a iniciativa do Governo Francês que conduziu à elaboração de um relatório sobre o tema, recentemente publicado, coordenado pelos conhecidos economistas Joseph Stiglitz e Amartya Sen.

Neste âmbito, as propostas têm convergido na necessidade de incluir as dimensões da sustentabilidade social e ambiental dos processos económicos, reflectindo a crescente saliência destas questões no debate público.A discussão sobre o PIB constitui uma oportunidade para reflectir sobre os objectivos que as nossas sociedades, mais ou menos 'desenvolvidas', podem e devem prosseguir, bem como sobre os valores que estão subjacentes às escolhas com que nos deparamos.

Este é um debate que não pode ficar confinado à dimensão técnica dos 'especialistas'. A participação alargada da sociedade na definição dos padrões de orientação e avaliação dos caminhos por onde passará o nosso futuro colectivo é, desde logo, uma elementar exigência democrática.Ver

ESPANHA PRESIDE À UE: sindicatos apresentam reivindicações urgentes!

Sindicatos Europeus apresentam Memorandum à Presidencia Espanhola da União Europeia!Insistem na necessidade de um novo Pacto Social e em várias directivas que são fundamentais para a sobrevivência da dimensão social da Europa!VER