CES APLAUDE REVISÃO DE DIRECTIVA!

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) aplaude a revisão da Directiva Comunitária sobre destacamento de trabalhadores da iniciativa da Presidência Espanhola!
Os sindicatos europeus querem uma revisão da Directiva no sentido de impedir a concorrência desleal entre trabalhadores e empresas dos diferentes estados da União.Pior outro lado, a revisão deve permitir a luta por iguais direitos e condições de trabalho seja em que país fôr!Ver dossier da CES

FÉRIAS DA PÁSCOA NO CFTL!VAMOS NESSA!


O Centro de Formação e Tempos Livres (CFTL) vai realizar as tradicionais mini férias da Páscoa em Coimbra.


Dia 1- Chegada dos participantes

Dia 2-Passeio a Tomar-visita ao Convento de Cristo

Dia 3-Visita ao Museu Machado de Castro em Coimbra

Dia 4- Almoço no CFTL e despedida


Preços:

110€ (quarto duplo)

120€ (quarto individual)

Existem camaratas.

Contactos: tel.239701129



SINDICALISTAS APOIAM ALEGRE!

"Os signatários consideram que o Presidente da República deve ser uma referência nacional, ter um perfil ético e uma vivência e história pessoal que o garantam como fonte de inspiração no processo de desenvolvimento de políticas que concretizem o projecto inscrito na Constituição da República: democracia política, democracia económica e democracia social.

A vida política de Manuel Alegre é um espelho em que todos os democratas, independentemente do seu pendor ideológico, se podem rever: nunca confundiu política com negócios, nunca colocou interesses pessoais ou ambições políticas acima dos interesses da democracia e de Portugal.
Com a sua palavra clara e corajosa tem defendido uma democracia isenta de jogos obscuros do poder pelo poder;

Como nós, tem-se batido pelos direitos dos trabalhadores e contra o Código do Trabalho, pela contratação colectiva livre e dinâmica como factor de progresso económico e social;
Como nós, tem-se batido contra a precariedade do emprego, os contratos a termo arbitrários e os recibos verdes ilegais, contra a não aplicabilidade das leis e dos contratos e as ofensivas contra os direitos laborais;

Como nós, tem-se batido pela protecção social e pela segurança social pública, solidária e universal e financeiramente sustentada;
Como nós, tem-se batido por uma escola pública de excelência para todos e por um serviço nacional de saúde eficiente e de grande qualidade, com os profissionais destes sectores motivados por carreiras valorizadas;

Como nós, tem-se batido pelos direitos políticos individuais articulados com os direitos culturais, ambientais e sociais,
Como nós, tem-se batido pela dignidade humana e profissional dos trabalhadores, contra os baixos salários e as escandalosas desigualdades sociais;
Como nós, tem-se batido por uma justa distribuição da riqueza;

Como nós, tem-se batido pela criação de condições concretas que permitam aos jovens ter esperança e encarar o futuro com confiança num Portugal mais solidário.
Quem nunca foi neutro, nunca baixou os braços, nunca fugiu de nenhum combate como Manuel Alegre, reúne as melhores condições para, como Presidente da República, contribuir para um novo paradigma político que permita edificar um Portugal de todos.
Os signatários apoiam-no porque sabem que Manuel Alegre é um homem de palavra. De honra."

Entre o signatários encontram-se diversos sindicalistas com destaque para Ulisses Garrido, Carlos Trindade e Joao Lourenço da Comissão Executiva da CGTP, António Chora da Autoeuropa e Florival lança do comité económico europeu.

TRABALHO E SINDICALISMO:os impactos da crise!

Uma reflexão pertinente e muito interessante do investigador e professor Elísio Estanque.

"Numa época de crise internacional que atinge todos os cantos do mundo é fundamental que nos questionemos sobre os seus impactos, em especial em sectores como o do trabalho, aquele que mais se impôs como a infra estrutura fundamental do sistema social e político das sociedades industriais.


Importa, todavia, começar comduas notas prévias: a primeira, é que o presente texto não se destina a discutir a crise,antes situa um conjunto de aspectos relacionados com as transformações ocorridas nas ultimas décadas, em especial no que toca às grandes mutações socioeconómicas e sua incidência nas relações de trabalho e nos processos produtivos; a segunda refere-se à necessidade de relativizar a tendência para direccionar ou discutir todos os assuntos em torno da “crise”, já que tal atitude pode provocar distorções de índole diversa, inclusive perder de vista a complexidade de factores que se foram acumulando, e os efeitos colaterais que foram gerando, antes ainda de entrarmos na“crise” propriamente dita ou de ela atingir o seu ponto culminante (que ainda ninguém sabe quando surgirá nem quais os seus contornos).Importa, pois, evitar conceber a crise como se fosse a causa." Ver

UNIÃO EUROPEIA TEM NOVA ESTRATÉGIA!


"A Europa está a atravessar um período de transformação. A crise anulou anos de progresso económico e social e expôs as fragilidades estruturais da economia europeia. Entretanto, o mundo está a evoluir rapidamente e os desafios de longo prazo - globalização, pressão sobre os recursos, envelhecimento da população - tornam-se mais prementes. Chegou o momento dea UE tomar o futuro nas suas mãos.Para ter êxito, a Europa deve actuar colectivamente, enquanto União.

Precisamos de uma estratégia que nos ajude a sair mais fortes da crise e que transforme a UE numa economia inteligente, sustentável e inclusiva, que proporcione níveis elevados de emprego, de produtividade e de coesão social. A Europa 2020 representa uma visão da economia social de mercado para a Europa do século XXI.

A estratégia Europa 2020 estabelece três prioridades que se reforçam mutuamente:

– Crescimento inteligente: desenvolver uma economia baseada no conhecimento e nainovação.

– Crescimento sustentável: promover uma economia mais eficiente em termos de utilização dos recursos, mais ecológica e mais competitiva.

– Crescimento inclusivo: fomentar uma economia com níveis elevados de emprego queassegura a coesão social e territorial.A UE tem de definir o que pretende para 2020. "(do cocumento)Ver


Nota: Uma leitura rápida do documento mostra um texto sem chama,com muita retórica!Tudo ficará dependente do orçamento comunitário que é hoje absolutamente incapaz de responder aos desafios, nomeadamente da coesão.

PASSEIO AO FLUVIÁRIO DE MORA!


A BASE-FUT de Lisboa organiza no próximo sábado ,dia 13 de Março, uma excursão ao Fluviário de Mora.
O passeio, de apenas um dia, enquadra-se na tradição excursionista e militante com largas tradições no movimento popular e associativo português.
Desde sempre a Base organizou excursões em território nacional e pela Europa, proporcionando férias em autogestão a centenas de trabalhadores que puderam conhecer inúmeros países a custos baixos e acessíveis a quem tem baixos salários.

VER A REALIDADE PARA AGIR-Debate sobre a BASE-FUT (II)

Continuação do texto de José Ricardo, um contributo para o debate das tertúlias da BASE-FUT do Porto.

11. Esta nova e reforçada economia congrega instituições religiosas, associações particulares, cooperativas e mutualidades, com conceitos muito próximos dos fundamentos auto-gestionários, na medida em que não laboram em função do lucro e da sua apropriação pelos seus detentores. É de registar a enorme valoração da sua autonomia e independência face ao poder político como aspectos positivos.

12.As decisões na economia social deixarão de ser tomadas com base em valores e princípios e passam a ser tomadas com base em critérios e objectivos mensuráveis de rentabilidade económica. Com as exigências da qualidade esses critérios estarão sustentados em políticas transparentes constituindo uma janela de oportunidade para uma participação mais democrática. Mas a tendência de introduzir o conceito de cliente, substituindo o de utente, pode trazer, a par do objectivo de conferir maiores direitos aos utentes, efeitos perversos de esquecer as necessidades das pessoas e olhar apenas para as estatísticas de rentabilidade económica.

13. A desumanização das relações sociais cresce com a tendência para considerar as pessoas como números e estatísticas e nós bem sabemos como as estatísticas são falaciosas. Se há apenas 10% de desemprego não significa que um desempregado tenha 10% de desemprego. Ele tem 100% do problema. Se cada português gasta 600€ pelo Natal, significa que muitos não gastarão nada enquanto outros gastarão bem mais.

14. A economia e o consumismo prevalecem sobre outras necessidades: artísticas, afectivas, sociais e espirituais. A manipulação sobre os nossos padrões de consumo e a manipulação dos gostos e tendências é cada vez mais refinada e científica. O reforço das nossas tendências individualistas e egoístas é uma ciência. Esta ciência de criação de medos e mitos temporários é possível pela curta memória das pessoas e pela cultura acrítica dos massmédia.
15. O controlo dos meios de comunicação social pelos grupos económicos verá o seu poder reduzido pela democratização das redes de internet que irão permitir maior liberdade de informação. Esta janela de oportunidade já deu frutos concretos, no caso da luta dos professores, e pode ser uma possibilidade de unir as pessoas cada vez mais individualizadas. A democracia participativa, pelo menos ao nível informativo dos que já estão em rede, irá ter um incremento importante.

16. O movimento anti-corrupção, fruto do parasitismo de muitos quadros dos partidos de poder e da opacidade das decisões públicas, vai ganhar novas forças com a denúncia e maior circulação de informação. Com a integração europeia, o risco do descrédito dos partidos não levará a formas de autoritarismo e é uma janela de oportunidade para uma maior participação e poder dos cidadãos e cidadãs, bem como das suas organizações..

17. No século passado, a luta dos trabalhadores pelos direitos sociais e económicos tinha um aliado poderoso: o perigo do comunismo. Muitos trabalhadores viviam essa utopia e o capitalismo cedia a muitas reivindicações ao nível da contratação colectiva para impedir o crescimento dos movimentos ideologicamente de esquerda. Com a falência dessa experiência na URSS e países limítrofes o liberalismo económico não tem oposição e aparece como vencedor aumentando a exploração dos trabalhadores e cavando o fosso entre os muitos ricos e os cada vez mais pobres.


18. A deslocalização das empresas multinacionais para outros países menos industrializados irá provocar nesses países transformações sociais como aconteceu no nosso país. Em países como Marrocos, para onde migraram muitas fábricas de vestuário, empregam mulheres que provavelmente nunca tinham tido oportunidade de uma participação social tão intensa. Esta situação não deixará de provocar transformações sociais nesses países. O capitalismo ao mesmo tempo que explorará a sua força de trabalho pode ser uma janela de oportunidade para essas trabalhadoras no caminho da sua emancipação, no seu contexto nacional.


19.. Ao nível partidário não se perspectivam grandes alterações. Se por um lado é positiva a maior participação do parlamento nas decisões do país, também nos colocam perplexidades sobre as reais motivações de algumas alianças. A próxima campanha eleitoral para a Presidência da República pode ser um momento de boa participação e debate sobre as reformas socais para uma maior justiça.

20. Os trabalhadores continuam com a mentalidade de que “alguém” lhes tem que resolver os problemas. Em último recurso é o Estado e a subsídio-dependência. A “minoria” que sempre tem dirigido os destinos das empresas e do país, promove esta dependência cultural de menoridade para melhor proteger os seus privilégios, enquanto acusa que os trabalhadores não têm habilitações, competências, dinamismo e criatividade para resolverem os seus problemas.

21. Assistimos a um tempo em que a ideologia é vista como uma excrescência, como uma doença. Vivemos numa sociedade consumista. Vivemos numa sociedade e numa igreja sem esperança que há muito esqueceu a mensagem reformista dos Concílios e das encíclicas de João XXIII e Paulo VI e excomunga os teólogos da igreja de libertação que procuram os caminhos da justiça. Estamos numa igreja vazia, dominada por uma hierarquia embrulhada em textos bíblicos duma realidade milenar e que pouco tem a ver com a rotura que representou o testemunho de vida de Jesus Cristo.

22. A inquietação pelo aumento das injustiças e desigualdades, apesar da descrença em projectos alternativos, leva-nos à procura de novas soluções. A necessidade de uma nova Esperança é premente. Como podemos participar na descoberta?

A NOSSA MISSÃO

Proporcionar aos trabalhadores e trabalhadoras espaços de reflexão e de formação, promovendo os valores da Liberdade, Participação, Autonomia, Cooperação, Justiça e Solidariedade.

Fanzeres, 03/03/2010