PELA DIGNIDADE DOS JOVENS TRABALHADORES!


Em comunicado para o 1º de Maio os Movimentos Europeus da Juventude Operária Católica anunciaram uma Campanha Europeia sobre a Dignidade dos Jovens trabalhadores:

"Os jovens trabalhadores, as novas gerações, são seres humanos com dignidade e têm direito a uma vida melhor, não podem ser peças descartáveis ao sabor do lucro. A Europa não pode correr o risco de perder todo o potencial dos jovens trabalhadores. É urgente inverter esta realidade que “desperdiça” a juventude.

Os jovens precisam de oportunidades de autonomia, emancipação e capacitação, para que o desenvolvimento e o crescimento das sociedades estejam garantidos.
Neste contexto, a luta por um trabalho digno, de qualidade e com direitos é essencial, para que se possa construir uma Europa mais justa e mais solidária para todos. Cada jovem trabalhador deve tomar consciência da sua dignidade e da importância que tem preservá-la. Contestar de forma individual, não é a melhor solução. É importante a mobilização dos colegas de trabalho para a luta que é para o bem de todos.

Nesse sentido, os jovens dos movimentos europeus da JOC decidiram lançar hoje uma Campanha Europeia sobre a Dignidade dos Jovens Trabalhadores, que se vai prolongar durante os próximos dois anos. Vamos para a rua com a convicção daquilo em que acreditamos, num desenvolvimento económico e social centrado na pessoa e na dignidade humana e comprometido com a juventude, através de estratégias que promovam, efectivamente, o trabalho digno."

CES ESCREVE AOS DIRIGENTES EUROPEUS!


O Secretário Geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES) escreve aos governos e Comissão Europeia a agirem rapidamente contra a vaga de especulação dos mercados financeiros , contaminando toda a zona euro.A Grécia deve ser apoiada.

A CES considera hesitante a acção dos dirigentes da UE e critica os que procuram neste momento atacar o Estado social desregulamentando, privatizando e liberalizando.Ver notícia e video

BASE-FUT VAI APOSTAR MAIS NOS JOVENS!


A Base-Frente Unitária de Trabalhadores decidiu apostar mais na organização e trabalho com os jovens!Neste sentido foram as conclusões da última reunião da Comissão Política Nacional realizada no Porto no fim de semana de 24/25 de Abril.

Das conclusões da reunião destaca-se:

"Aproveitando a avaliação da actividade “Fórum de Jovens para Jovens” e a análise político-social centrada igualmente na temática da juventude foi considerado que os jovens são factor essencial de renovação da sociedade e da nossa organização.
Preocupados essencialmente com as questões da Autonomia, Educação, Formação e Emprego os jovens passam na actualidade por uma situação de serem mal remunerados, de precariedade laboral, de insatisfação e desaproveitamento das suas capacidades.
As duas ou três últimas gerações criaram uma juventude dependente, passiva. A Escola e a Família transmitiram valores individualistas, de competição desenfreada, de não intervenção e resignação.
É de essencial importância a formação, a dificuldade está na desadequação entre as habilitações obtidas e as necessidades existentes a nível do mercado de trabalho.
O associativismo é vital como espaço de reflexão e debate onde os jovens devem ter lugar. É nosso objectivo contribuir para a criação dessses espaços (associativos) para os jovens de modo a que eles reflitam mais e sejam mais participativos. A Base deve continuar no aprofundamento desta questão, devendo (entre outras coisas) ser elaborado até final deste ano um documento de trabalho de modo a lançar as bases para um grupo de jovens no início do ano de 2011 com vista ao próximo congresso a decorrer em Outubro/Novembro do mesmo ano."

PRIMEIRO DE MAIO A DUAS VOZES!


Em Lisboa comemorou-se o 1º de Maio a duas vozes como tem sido a tradição.A UGT descendo a Av.da Liberdade e a CGTP subindo a Almirante Reis até à Alameda.
Entre a festa e a reivindicação neste 1º de Maio em ambos os locais se falou da crise e do PEC. Num lado ,UGT, quase não existiram reivindicações no outro, CGTP, foi clara a mensagem que a situação exige meter aceso o clima de contestação.

CGTP Almirante Reis acima

A Almirante Reis fervilhava de gente nos passeios e na Alameda já estavam milhares de pessoas esperando a manif!Eram muitos os que procuravam refúgio do sol que batia forte naquele descampado.Curiosamente alguma carrinhas da polícia de intervenção situavam-se estrategicamente nas ruas adjacentes e na própria Almirante Reis.Algo não visto para os lados onde decorria a manif da UGT!

Música popular e cheiro a febras davam um toque festivo ao ambiente equanto não chegavam os manifestantes que subiam a longa avenida do Almirante...um casal mais afoito tenta um pé de dança mas desiste ao ver que não tem seguidores!
Entretanto ao fundo, nos Anjos aparece a cabeça da manif CGTP com uma pequena banda de música á frente e um slogan ecoa bem alto:"os ricos mais ricos e os pobres a perder,assim não pode ser";"trabalho sim,desemprego não"-curiosamente a única palavra de ordem que se ouviu também na UGT, a única semelhança entre os dois desfiles!

A precariedade é injusta grita um grupo de jovens da Interjovem.Um lote de gente de idade e meia idade vem logo a seguir, muitos ainda com os cravos de Abril nas mãos!
"Quem luta sempre alcança,queremos a mudança" grita uma mulher dentro de uma carrinha toda embandeirada.
Um jovem com a barba por fazer empunha um cartaz com a mítica foto de "CHE".
"Sócrates,escuta os trabalhadores estão em luta" grita agora a voz forte de um homem!A massa humana que se segue repete o slogan a uma só voz.Um homem de meia idade levanta repetidamente o punho direito enquanto repete o slogan com fúria.

"CGTP,unidade sindical" repetem múltiplas vozes o slogan mais repetido na história da Central.
Uma mulher chinesa olha inigmática a manifestação da porta da sua loja comercial.
"Assim não pode ser os ricos mais ricos e os pobres a perder" gritam outros manifestantes cheios de bandeiras do STAL (autarquias).Logo a seguir vem um carro com desenhos onde Sócrates é satirizado.
Como não podia deixar de ser o slogan "Exigimos solução este PEC não" era várias vezes gritado.Será que os manifestantes aceitariam algum PEC?
Aparece um grupo de manifestantes da Função Pública com um cartaz enorme que diz:"Basta de ataques aos nossos direitos".Todavia são muitos os sindicalizados neste sector e apenas ali vão algumas centenas.Já se fizeram manifs do sector com 20 e 30 mil manifestantes.

Novo grupo compacto com pequenos cartazes pedagógicos onde nos explicam que PEC significa Plano de Exploração Capitalista
Uma jovem turista sorridente fotografa duas senhoras idosas que apreciavam a manifestação da sua janela.
Aparece finalmente um numeroso grupo de jovens precários do MayDay que fecham a manif com vários cartazes e brincadeiras...um cartaz dizia "Direito à revolta".

UGT desfila quase sem reivindicações

Já passavam das 15 horas quando a frente da manif UGT arrancou da Rotunda do Marquês.Alguns manifestantes desciam entretanto a Avenida e outros curiosos (poucos) procuravam uma sombra para melhor verem o desfile.O primeiro grupo de bombos vinha logo na frente com uma grande faixa que dizia" contra o desemprego por melhores salários".Os manifestantes faziam imenso ruído com os apitos e seguiu-se um grande grupo de jovens da escolas profissionais da UGT.
Depois mais grupos de bombos, aliás, uma constante neste desfile onde os grupos deste tipo e de folclore seriam uma parte substancial dos manifestantes.
Trabalho sim, desemprego não" eis o tal slogan que também apareceu na manif da CGTP .E as reivindicações da UGT pouco mais adiantaram.

Como sempre o grosso do desfile era composto pelos sindicatos do sector financeiro.A maioria porém é de gente que já não trabalha efectivamente na banca.Estes apenas tinham uma interrogação como reivindicação "Porque é que a Banca não paga as horas extraordinárias?"Querem apenas saber ou querem que sejam pagas?Não se percebe!

Mais uma vez Maio foi a duas vozes.Nem numa altura em que o capitalismo mundial está a recuperar da crise atacando os países mais fracos e nestes as classes trabalhadores se consegue a unidade.O momento exige passos qualitativos nas lutas dos trabalhadores.Os sindicalistas terão que ler o momento político e dar esses passos.

COMBATER A POBREZA E PROTEGER DESEMPREGADOS!


Posição do Grupo de Trabalho "Economia e Sociedade" da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento adoptado pelo nosso país.

Para o Grupo, constituído por economistas, sociólogos, empresários e sindicalistas as despesas sociais não são um custo mas um investimento.

Uma visão totalmente diferente daquela que neste momento é dominante e é papaguiada nos meios de comunicação social, numa manifestação expressiva do que é a manipulação vergonhosa do conhecimento.Ver documento

UM PRIMEIRO DE MAIO CONTRA A RESIGNAÇÃO!


Nas últimas décadas vividas em democracia temos tido momentos muito difíceis! Este ano e os próximos vão ser muito duros, em particular para quem está no desemprego ou para quem tem salários baixos que são a maioria dos portugueses.
Todo o contexto político e ideológico europeu e nacional vai na linha de nos colocar um colete de forças, de nos obrigar à resignação e submissão inaceitáveis!
O momento pode ser difícil para o País e para a maioria dos portugueses. Certamente que todos estão disponíveis a viver com menos. Todavia, alguns e são muitos, já não podem esticar mais o cinto!

Neste 1º de Maio em que se comemora o Dia Mundial do Trabalhador é necessário afirmar que é necessária a justiça social, a repartição justa dos sacrifícios e da riqueza. Repartição justa significa que os que mais têm mais devem pagar mais!
De outra forma os trabalhadores portugueses não podem abdicar de lutar pelos seus interesses e direitos! Este é o interesse nacional plasmado na Constituição Democrática Portuguesa e na Carta dos Direitos Fundamentais da UE.
Vamos assim comemorar o 1º de Maio em festa e com espírito de combate. Combate pelas nossas utopias que são um dos sinais da nossa humanidade e nos abrem a esperança!!

STOP ÀS MORTES NO TRABALHO!


Em cada três minutos e meio morre um trabalhador na União Europeia por causas relacionadas com o trabalho.Em Portugal as estatísticas mostram uma pálida ideia da situação...Talvez morram cerca de 300 pessoas por acidentes de trabalho e 120 por doenças profissionais.

O 28 e Abril como o Dia das vítimas do trabalho é comemorado desde 1996 pelo Movimento Sindical Internacional.

Neste Dia estamos com todas as famílias enlutadas e com todos os trabalhadores sinistrados que sofrem tanto física como psicológicamente.

A melhor forma de comemorar é agir!Agir para que o trabalho não nos roube a saúde e a vida mas antes seja fonte de satisfação e realização pessoal!