SOLIDARIEDADE COM A GRECIA!



A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) pretende um pacto de solidariedade com a Grecia.Um pacto tipo Plano Marshall capaz de criar emprego e de possibilitar o crescimento económico naquele país.


A CES teme que as actuais políticas de austeridade e a falta de liderança europeia conduzam aquele povo a uma catástrofe social!Uma catástrofe que não merece nem é responsável!


Hoje a amanhã a Grecia está em plena Greve Geral e os confrontos nas ruas sucedem-se após a aprovação de mais um plano de austeridade!


ATELIERS DE VERÃO!



O CFTL/BASE-FUT vão organizar três atliers de formação nos próximos meses.Os eventos estão previstos no plano de actividades do Centro de Formação e Tempos Livres para 2011.


Um atelier de escrita criativa Luso-Francês , a realizar na última semana de julho em Boaventura, Região Autónoma da Madeira. Os animadores serão o José Vieira (sociólogo e formador), e o Christian Lefeuvre animador e dirigente da Associação Francesa Culture et Liberté ;


Um atelier sobre «Falar bem..» a 16/17 de Julho em Coimbra (CFTL) animado pelo Prof Abel Pena da Universidade de Lisboa;


Um atelier de escrita criativa a 17/18 de Setembro em Coimbra (CFTL), animado por José Vieira.


O trabalho de atelier funciona com metodologias participativas onde os saberes de cada um são valorizados e todos aprendem com todos!As pessoas descobrem capacidades por vezes não suficientemente desenvolvidas ao longo da vida.Experiementa!






HOMENAGEM A UM SINDICALISTA HISTÓRICO!



Morreu Jan Kulakowski,sindicalista e político polaco que dirigiu na década de 70 a Confederação Mundial do Trabalho (CMT) e mais tarde foi embaixador da Polónia junto da Comunidade Europeia e ministro para a adesão do seu país á União Europeia.


Enquanto Secretário Geral da ex-CMT (Confederação Mundial do Trabalho) Jan Kulakowski sempre apoiou e respeitou a orientação sindical da BASE-FUT no Portugal de Abril, quando alguns sindicatos cristãos viam com maus olhos a unidade da cgtp onde os comunistas sempre foram dominates!

Enquanto sindicalista e defensor da Europa Social merece a nossa lembrança e homenagem!


SINDICATO BASCO FAZ CEM ANOS!



A ELA, o mais importante sindicato do País Basco, acaba de fazer um século!O acontecimento foi festejado por aquela Central Sindical e saudada pela Confederação Europeia de Sindicatos!


A ELA foi fundada a 23 de Julho de 1911 em Bilbao por um grupo de 178 trabalhadores e hoje conta com quase 110 mil associados.A Base-FUT sauda também os amigos da Central Basca!


O seu Secretario Geral, Adolfo Muños, «Txiki» escreveu recentemente sobre a crise:«o movimento sindical que ELA representa não vai ser cúmplice do empobrecimento colectivo e do saque contra os direitos laborais e sociais exigidos pelo capital e realizado pelos governos.Em que consiste o saque?Trata-se de aproveitar uma crise capitalista da qual os nossos direitos não são responsáveis, para voltarem a transferir rendimento dos nossos bolsos para as grandes empresas e para a banca.»


UM SINDICATO DOS TEMPOS DA DITADURA!



O Sindicato dos Profissionais de Lacticínios (SPL) é governado pelo Presidente da Direcção á moda antiga do«posso, quero e mando» segundo informações de dirigentes e delegados do sector que não aceitam tal situação!


Um dos seus dirigentes mais activos, Joaquim Mesquita, em artigo que escreveu para uma publicação dos movimentos operários católicos, diz que«Em reunião de Direcção do SPL de 18 de Maio passado fui declarado «suspenso» com «efeitos imediatos».Aliás dois outros dirigentes, não presentes, tiveram o mesmo veredicto.Sorte semelhante tiveram os dois delegados sindicais da Nestlé, informados da decisão por telefone!»


Mai adiante o sindicalista escreve: «Acusado de «vermelho» e «religioso», transmiti aos participantes na Assemblea Geral de Março último que desconhecendo o significado de vermelho e não me considerando«religioso», no sentido comum da palavra, que, de facto, era cristão, e, se não era santo procurava pelo menos sê-lo, porque me orientava pela consciencia ética e por valores principios e referencias»


Os sindicalistas que se opõem á prepotencia do Presidente acusam também o mesmo de fazer do Sindicato um lugar de emprego para seus familiares e de favorecer o patronato nas negociações!


Para Joaquim Mesquita «a razão de ser de um sindicato é lutar pela dignidade dos trabalhadores nos locais de trabalho.A sua missão primordial é ser factor de coesão e solidariedade entre os associados e trabalhar no sentido de que os seus direitos, a começar pelos direitos humanos sejam respeitados.»
















DESAFIOS DA INSPECÇÃO DO TRABALHO



Neste momento de mudança de governo e numa situação complexa devida á crise económica e social que atravessa o nosso País, é importante abordar algumas questões relacionadas com o papel e futuro da inspecção do trabalho.


Salientamos que esta questão foi abordada em termos globais na recente conferencia internacional do trabalho que decorreu na Suíça ainda neste mês de Junho.


O contexto de crise e as medidas económicas ao nível europeu vão num sentido de dominuir o poder dos serviços públicos com o argumento de reduzir as despesas públicas e combater os deficites orçamentais.Felizmente , mesmo em tempo de crise, a nossa inspecção do trabalho, a ACT, foi reforçada com uma centena e meia de inspectores!Mas esta medida , sendo importante, pode não servir de nada!


A filosofia política da maioria dos governos vai no sentido de desregulamentar as relações de trabalho e flexibilizar ao máximo a vida laboral em nome da competitividade e da acumulação capitalista.Nunca a ideologia empresarial dominou tanto a linguagem económica, nunca o trabalho, coração da economia, foi tão subalternizado sendo remetido a um mero factor de produção!Ainda sob a capa da concertação social o objectivo claro é diminuir os custos do trabalho através do desemprego em massa, a precariedade, a gestão agressiva e diminuição da influência sindical.


O memorando assinado com o FMI,BCE e CE bem como a estrutura do Governo vão nessa linha.O discurso dos governantes confirma esta estratégia que ainda não teve tempo de ser explicitada.


Noutros foruns tenta-se também o discurso da auto-regulação e da responsabilidade social que idealmente deveriam substituir a legislação a a acção inspectiva.Esta deveria ser cada vez mais «pedagógica», compreensiva e suave perante as infracções nos locais de trabalho.Quando muito o sistema inspectivo serviria para notificar e aconselhar os patrões que voluntariamente procurariam remediar os problemas ou ilegalidades detectadas!


Ora, num momento de crise social e de profundas mudanças na economia e no trabalho seria muito grave se os sistemas de inspecção fossem por tal caminho.Primeiro seria contrariar as convenções da OIT sobre opapel da inspecção do trabalho cuja missaõ principal é zelar pelo cumprimento da legislação laboral sempre no sentido da protecção dos trabalhadores e dos seus direitos.Em segundo lugar seria contribuir para a selva em que se está a tornar o mundo laboral no contexto da crise.Ora, na selva quem mais sofre é o mais fraco.


Mas para evitar que,por outras vias, por vezes tortuosas,se anule a inspecção do trabalho convém que esta tenha os meios necessários e actue com autonomia que lhe proporciona o normativo da OIT.E , muito importante,que não lhe sejam cortados os pés através de legislação cirúrgica e reorganizações que o cidadão não entende!


CENA: Um novo sindicato dos artistas profissionais!



Num processo original o Sindicato dos Músicos , o Centro Profissional do Sector Audioprofissional e a Plataforma dos Intermitentes decidiram criar um novo sindicato , O CENA-Sindicato dos Profissionais do Espectáculo e Audiovisuais- capaz de responder eficazmente aos problemas laborais destes profissionais do mundo do espectáculo.


O actual STE-Sindicato dos Trabalhadores do Espectáulo, embora participante na preparação do CENA acabou por não aderir ao mesmo.


Um dos principais problemas dos jovens artistas é a precariedade laboral.Só recentemente começaram a ter legislação de enquadramento das relações de trabalho.A mais recente, a Lei nº28/2011, que altera a Lei nº4/2008, aborda precisamente o chamado contrato intermitente já previsto também no Código do Trabalho.