«...Na ausência de qualquer vontade por parte das autoridades de encarar o problema da dívida na óptica dos interesses dos portugueses no seu conjunto, tomamos a iniciativa de iniciar um processo de auditoria à dívida pública com os meios ao nosso alcance. A auditoria deve avaliar a complexidade do problema da dívida, calcular a sua dimensão, determinar as partes da dívida que são ilegais, ilegítimas, ou insustentáveis, e exigir, em função dos resultados, a sua reestruturação e a sua redução para níveis social e economicamente sustentáveis.
A realização de uma auditoria cidadã que permita determinar a dimensão e complexidade do problema da dívida pública é um direito legítimo dos portugueses. Está mais que comprovado que a via da austeridade, subserviente aos mercados financeiros, não oferece soluções para nenhum problema, incluindo o do endividamento.»
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TEMPO DE TRABALHO,FERIADOS E MISSÃO DA IGREJA!
Pela profundidade do texto e interpelação que faz em geral e, em particular, aos católicos, publicamos na íntegra o texto de Joaquim Mesquita, sindicalista, que o mesmo enviou ao Cardeal de Lisboa e demais Bispos, bem como a vários grupos de cristãos ligados ao mundo do trabalho.
Até à época do Renascimento, o clero da Igreja católica garantia ao povo um número significativo de feriados, que chegavam a ser mais de cento e cinquenta em alguns países da Europa. Na actualidade, dos poucos que restam em Portugal, decidiu abdicar de dois feriados religiosos – sob a condição de ser eliminado igual número de feriados civis.
O aumento de tempo de trabalho diário, semanal e anual implica, além da perda de tempo de descanso, uma quebra de salário. E torna-se num exemplo paradigmático das consequências dos mecanismos perversos próprios do neoliberalismo que tem vindo a transferir o poder dos cidadãos e das suas estruturas democráticas para as entidades privadas. Através do seu crescente domínio, os accionistas procuram aumentá-lo desregulando o mundo do trabalho e destruindo o Estado Social baseado na solidariedade: é, no fundo, a consolidação da escravatura dos tempos modernos. E os governos, cúmplices destes mecanismos, legislam para que “o monstro” continue a engordar à custa do sofrimento do povo, e do povo que trabalha e tem de sobreviver com as regras de um jogo que não é seu. É que, nesse jogo, são sempre os pobres que perdem, porque os governos dos Estados são cúmplices e se empenham em viciar as regras.
Feriados, convívio - partilha e descanso
Em cada feriado religioso proporciona-se a vivência cristã: a consolidação da fraternidade no encontro, na partilha, na comunhão e no perdão. E também pelo convívio e pelo descanso. Com a eliminação destes feriados, que agora se anuncia, anula-se em proporção este espaço de possibilidade de humanização.
Entretanto, na comunicação social, mas também nas nossas igrejas, registamos afirmações sobre os privilégios dos portugueses, que recebem os subsídios de Natal e de férias e têm subsídio de desemprego. E sobre estilos de vida e de consumo acima das suas possibilidades, pelo que esta crise até pode ter o seu lado positivo para nos levar a reflectir sobre valores esquecidos e nos conduzir a um modo de vida sóbrio…
A primeira reflexão que me ocorre é sobre o que hão-de pensar, quando ouvem isto, aquelas gentes que sempre viveram em condição de pobreza e de crise, com um orçamento insuficiente para uma vida digna, sobrevivendo com enormes sacrifícios.
A segunda reflexão leva-me a concluir que não encontro uma mensagem consistente e coerente de esperança nas posições do clero da Igreja católica capazes de transmitir alento aos pobres, aos mais fracos, aos marginalizados e aos injustiçados do nosso tempo.
Partilha do poder ou missão profética?
Por último, tenho de concluir que as posições da Hierarquia, de que esta dos feriados pode considerar-se como paradigmática, orientam-se no sentido de garantir a partilha de influência com o poder político. Sendo certo que alguns Bispos têm tomado corajosas posições de denúncia, os sinais percepcionados não são de preocupação com a justiça, mas de equilíbrio entre estruturas de cúpula, onde os visados, concretamente os trabalhadores, estão excluídos. Não só os trabalhadores como os cidadãos e os crentes desta Igreja, os cristãos. E também não, tanto quanto eu saiba, os que se assumem como militantes dos movimentos da designada Acção Católica. Ao que parece, apenas o Vaticano será consultado.
A ideia que subsiste é a da inevitabilidade perante as decisões políticas tomadas, da necessidade de resignação e conformismo perante estruturas demasiado fortes e aparentemente intocáveis.
Esta mesma ideia de resignação é a que prevalece na sociedade, como promovida pela Igreja católica, ouvindo-se citações alusivas como ”Felizes os pobres…” ou “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus”.
De facto, o objectivo deste sistema é reduzir a vida do povo à situação de pobreza e de escravatura. É interessante como algumas das manifestações de empatia relativamente a esta realidade as tenha encontrado na literatura de ficção: “Os escravos de ontem sangram no tempo de hoje, as naus negreiras ainda cruzam os oceanos… Os ricos enriquecem, os pobres empobrecem. E os outros, os remediados, vão ficando sem remédio… Quando inventam assim maldades sobre o povo, é para abençoar as maldades que se vão praticar sobre ele” (Mia Couto). Afinal, ainda temos profetas, no nosso tempo!
Promover a fraternidade!
A eficácia da Igreja na sociedade não se mede pela sua influência diplomática ou capacidade de organização. Também não se avalia pelo número daqueles que se dizem crentes. Mede-se, sim, pela capacidade de promover a fraternidade e de construir comunidades fraternas, convidando à comunhão, à partilha e à conciliação, e opondo-se a um mundo marcado pelo ódio e o fratricídio. Mede-se, também, pela capacidade que os seus membros demonstram em inspirar e promover a solidariedade nas estruturas em que se encontram comprometidos, no esforço de construção de uma sociedade mais justa. Esta participação é, a meu ver, uma forma legítima, necessária e adequada de compromisso cristão na sociedade, e na medida em que resulte de uma vivência comunitária e teologal, e em resposta aos apelos da consciência.
Se a Igreja pretender afirmar-se como uma estrutura paralela às que existem na sociedade, acabará enredada nos jogos de poder, cairá na tentação de procurar conciliar o inconciliável e abençoar debaixo do mesmo tecto o explorador e o explorado, o faminto e o sobrealimentado, o oprimido e o opressor. Esquecerá que os direitos humanos são, para o homem, de natureza ontológica, e passará a tratá-los no âmbito jurídico e negociável, sujeitos à lógica darwinista e à lei do mais forte ou mais apto, tão ao gosto do liberalismo.
Redizer as Bem-Aventuranças
O cristão sabe que tem como missão colaborar na construção de uma sociedade justa e fraterna, e o mundo do trabalho constitui um teste importante a essa missão. Este é um momento importante que a Igreja deve aproveitar para redizer as Bem-Aventuranças. Os pobres, os famintos, os que choram, os que sofrem por causa da justiça são de facto bem-aventurados porque pertencem, agora, a uma família que não permite situações de pobreza e de fome a ninguém, que consola os que choram e apoia os que sofrem por causa da justiça. É uma família empenhada em executar o plano de Deus: libertar os cativos, curar os cegos, libertar os que sofrem, porque anular o sofrimento humano é a glória de Deus. Empenhada ainda na missão de promover a solidariedade e responsabilidade mútua: «O Senhor disse a Caim: ‘Onde está o teu irmão Abel?’ Caim respondeu: ‘Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?’». Este episódio bíblico relata precisamente um período de transição conflituosa entre dois sistemas económicos, o da pastorícia nómada para a agricultura dos povos sedentários, resolvido, como se sabe, de modo violento.
O momento que vivemos não pode deixar de constituir um desafio à Igreja. É uma oportunidade que tem de realizar a sua missão, de expressar a razão da sua esperança: ser protagonista da construção de uma sociedade baseada na justiça e na fraternidade, ainda que não o consiga de forma perfeita.
Embora militante e activista em movimentos de natureza ou inspiração cristã e organizações sindicais, não é nessa condição que faço esta reflexão. É simplesmente como cristão, e como cristão leigo. Apesar de ser uma tarefa dolorosa, não posso deixar de a executar, porque constituiria uma violação da minha consciência. Porque, diz o aforismo popular, profundamente verdadeiro, “a consciência é a voz de Deus”.
(JOAQUIM BRITO MESQUITA)
PS: O título e subtítulos são da nossa responsabilidade!
Até à época do Renascimento, o clero da Igreja católica garantia ao povo um número significativo de feriados, que chegavam a ser mais de cento e cinquenta em alguns países da Europa. Na actualidade, dos poucos que restam em Portugal, decidiu abdicar de dois feriados religiosos – sob a condição de ser eliminado igual número de feriados civis.
O aumento de tempo de trabalho diário, semanal e anual implica, além da perda de tempo de descanso, uma quebra de salário. E torna-se num exemplo paradigmático das consequências dos mecanismos perversos próprios do neoliberalismo que tem vindo a transferir o poder dos cidadãos e das suas estruturas democráticas para as entidades privadas. Através do seu crescente domínio, os accionistas procuram aumentá-lo desregulando o mundo do trabalho e destruindo o Estado Social baseado na solidariedade: é, no fundo, a consolidação da escravatura dos tempos modernos. E os governos, cúmplices destes mecanismos, legislam para que “o monstro” continue a engordar à custa do sofrimento do povo, e do povo que trabalha e tem de sobreviver com as regras de um jogo que não é seu. É que, nesse jogo, são sempre os pobres que perdem, porque os governos dos Estados são cúmplices e se empenham em viciar as regras.
Feriados, convívio - partilha e descanso
Em cada feriado religioso proporciona-se a vivência cristã: a consolidação da fraternidade no encontro, na partilha, na comunhão e no perdão. E também pelo convívio e pelo descanso. Com a eliminação destes feriados, que agora se anuncia, anula-se em proporção este espaço de possibilidade de humanização.
Entretanto, na comunicação social, mas também nas nossas igrejas, registamos afirmações sobre os privilégios dos portugueses, que recebem os subsídios de Natal e de férias e têm subsídio de desemprego. E sobre estilos de vida e de consumo acima das suas possibilidades, pelo que esta crise até pode ter o seu lado positivo para nos levar a reflectir sobre valores esquecidos e nos conduzir a um modo de vida sóbrio…
A primeira reflexão que me ocorre é sobre o que hão-de pensar, quando ouvem isto, aquelas gentes que sempre viveram em condição de pobreza e de crise, com um orçamento insuficiente para uma vida digna, sobrevivendo com enormes sacrifícios.
A segunda reflexão leva-me a concluir que não encontro uma mensagem consistente e coerente de esperança nas posições do clero da Igreja católica capazes de transmitir alento aos pobres, aos mais fracos, aos marginalizados e aos injustiçados do nosso tempo.
Partilha do poder ou missão profética?
Por último, tenho de concluir que as posições da Hierarquia, de que esta dos feriados pode considerar-se como paradigmática, orientam-se no sentido de garantir a partilha de influência com o poder político. Sendo certo que alguns Bispos têm tomado corajosas posições de denúncia, os sinais percepcionados não são de preocupação com a justiça, mas de equilíbrio entre estruturas de cúpula, onde os visados, concretamente os trabalhadores, estão excluídos. Não só os trabalhadores como os cidadãos e os crentes desta Igreja, os cristãos. E também não, tanto quanto eu saiba, os que se assumem como militantes dos movimentos da designada Acção Católica. Ao que parece, apenas o Vaticano será consultado.
A ideia que subsiste é a da inevitabilidade perante as decisões políticas tomadas, da necessidade de resignação e conformismo perante estruturas demasiado fortes e aparentemente intocáveis.
Esta mesma ideia de resignação é a que prevalece na sociedade, como promovida pela Igreja católica, ouvindo-se citações alusivas como ”Felizes os pobres…” ou “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus”.
De facto, o objectivo deste sistema é reduzir a vida do povo à situação de pobreza e de escravatura. É interessante como algumas das manifestações de empatia relativamente a esta realidade as tenha encontrado na literatura de ficção: “Os escravos de ontem sangram no tempo de hoje, as naus negreiras ainda cruzam os oceanos… Os ricos enriquecem, os pobres empobrecem. E os outros, os remediados, vão ficando sem remédio… Quando inventam assim maldades sobre o povo, é para abençoar as maldades que se vão praticar sobre ele” (Mia Couto). Afinal, ainda temos profetas, no nosso tempo!
Promover a fraternidade!
A eficácia da Igreja na sociedade não se mede pela sua influência diplomática ou capacidade de organização. Também não se avalia pelo número daqueles que se dizem crentes. Mede-se, sim, pela capacidade de promover a fraternidade e de construir comunidades fraternas, convidando à comunhão, à partilha e à conciliação, e opondo-se a um mundo marcado pelo ódio e o fratricídio. Mede-se, também, pela capacidade que os seus membros demonstram em inspirar e promover a solidariedade nas estruturas em que se encontram comprometidos, no esforço de construção de uma sociedade mais justa. Esta participação é, a meu ver, uma forma legítima, necessária e adequada de compromisso cristão na sociedade, e na medida em que resulte de uma vivência comunitária e teologal, e em resposta aos apelos da consciência.
Se a Igreja pretender afirmar-se como uma estrutura paralela às que existem na sociedade, acabará enredada nos jogos de poder, cairá na tentação de procurar conciliar o inconciliável e abençoar debaixo do mesmo tecto o explorador e o explorado, o faminto e o sobrealimentado, o oprimido e o opressor. Esquecerá que os direitos humanos são, para o homem, de natureza ontológica, e passará a tratá-los no âmbito jurídico e negociável, sujeitos à lógica darwinista e à lei do mais forte ou mais apto, tão ao gosto do liberalismo.
Redizer as Bem-Aventuranças
O cristão sabe que tem como missão colaborar na construção de uma sociedade justa e fraterna, e o mundo do trabalho constitui um teste importante a essa missão. Este é um momento importante que a Igreja deve aproveitar para redizer as Bem-Aventuranças. Os pobres, os famintos, os que choram, os que sofrem por causa da justiça são de facto bem-aventurados porque pertencem, agora, a uma família que não permite situações de pobreza e de fome a ninguém, que consola os que choram e apoia os que sofrem por causa da justiça. É uma família empenhada em executar o plano de Deus: libertar os cativos, curar os cegos, libertar os que sofrem, porque anular o sofrimento humano é a glória de Deus. Empenhada ainda na missão de promover a solidariedade e responsabilidade mútua: «O Senhor disse a Caim: ‘Onde está o teu irmão Abel?’ Caim respondeu: ‘Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?’». Este episódio bíblico relata precisamente um período de transição conflituosa entre dois sistemas económicos, o da pastorícia nómada para a agricultura dos povos sedentários, resolvido, como se sabe, de modo violento.
O momento que vivemos não pode deixar de constituir um desafio à Igreja. É uma oportunidade que tem de realizar a sua missão, de expressar a razão da sua esperança: ser protagonista da construção de uma sociedade baseada na justiça e na fraternidade, ainda que não o consiga de forma perfeita.
Embora militante e activista em movimentos de natureza ou inspiração cristã e organizações sindicais, não é nessa condição que faço esta reflexão. É simplesmente como cristão, e como cristão leigo. Apesar de ser uma tarefa dolorosa, não posso deixar de a executar, porque constituiria uma violação da minha consciência. Porque, diz o aforismo popular, profundamente verdadeiro, “a consciência é a voz de Deus”.
(JOAQUIM BRITO MESQUITA)
PS: O título e subtítulos são da nossa responsabilidade!
SINDICATOS ESCREVEM CARTA AOS LIDERES EUROPEUS!
A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) escreveu ontem uma carta aos líderes europeus que se vão reunir em Conselho para encontrarem soluções que superem a grave crise do Euro.
Para a CES é urgente construir soluções para o desemprego e pobreza que crescem na Europa!Os sindicatos consideram que é necessário travar as políticas de austeridade que estão a conduzir a UE para uma situação insustentável!Ver carta em francês.Em inglês
Para a CES é urgente construir soluções para o desemprego e pobreza que crescem na Europa!Os sindicatos consideram que é necessário travar as políticas de austeridade que estão a conduzir a UE para uma situação insustentável!Ver carta em francês.Em inglês
DESEMPREGO LEVA Á REVOLTA-Diz OIT!
O aumento do desemprego é preocupante.A Organização Internacional do Trabalho tem companhado a evolução da crise e a destruição sistemática de empregos.
...«Outro dado importante que consta da pesquisa realizada é o facto de que a incapacidade de gerir a crise de emprego levou a um aumento significativo do descontentamento social. Estima-se que 40% dos 119 Países (os Países com informação disponível) enfrentam a perspectiva de uma maior agitação social. O risco estimado desta agitação social é maior nos países com economias desenvolvidas, no Médio Oriente, no Norte de África e, em menor medida, também na Ásia. Por contraste, a agitação social parece ter estabilizado na África subsaariana e na América Latina.
Além do exposto, em 50 dos 99 países (com dados disponíveis), os inquiridos indicam que a sua confiança nos governos nacionais está em declínio, estando a falta de bons empregos no centro destes desenvolvimentos, o Relatório mostra que estas tendências estão fortemente ligadas à situação do emprego e à percepção de que o ónus da crise é partilhado de forma desigual.»...
Resumo do Relatório da OIT sobre o Mundo do trabalho
DIA MUNDIAL DA SIDA!Contra a discriminação!
A propósito do Dia Mundial da Sida que se assinala a 1 de Dezembro o Director-Geral da OIT considera que o estigma e a discriminação não têm lugar no trabalho digno, em locais de trabalho dignos e em sociedades que respeitam os direitos.
Juan Somavia incita os Estados-membros seus parceiros a seguirem as orientações da Recomendação 200, adoptada em Junho de 2010, para efectivar os direitos humanos no trabalho.
A luta pelos direitos dos trabalhadores que estão infectados é um combate pelo trabalho digno!Há que ser mais activo sobre esta matéria nos locais de trabalho em Portugal!
Recomendação 200
Juan Somavia incita os Estados-membros seus parceiros a seguirem as orientações da Recomendação 200, adoptada em Junho de 2010, para efectivar os direitos humanos no trabalho.
A luta pelos direitos dos trabalhadores que estão infectados é um combate pelo trabalho digno!Há que ser mais activo sobre esta matéria nos locais de trabalho em Portugal!
Recomendação 200
CONFERENCIA DE JOVENS-EZA NA POLÓNIA
De 17 a 20 de Novembro teve lugar em Varsóvia, Polónia a IIIª Conferencia da Plataforma de Jovens-EZA com participantes de 13 países e de 25 organizações, subordinada ao tema geral «Jovens trabalhadores-geração de jovens europeus:mercado de trabalho nos sindicatos e na educação».Vítor Duarte, militante da BASE-FUT do Porto/Norte participou activamente nesta Conferencia de jovens.
Para os jovens EZA «o futuro dos sindicatos tem de passar por atrair os jovens, oferecendo-lhes mais e melhores ofertas e onde essas variantes sejam de facto uma mais valia para a sua vida, além da defesa dos direitos e dignidade do trabalho..»
Dizem ainda« os sindicatos devem apresentar o resultado das lutas que executam e das vitórias conquistadas..»
Por outro lado , afirmam os jovens que o sistema de educação não pode apenas formar tecnocratas mas deve estar preparado para formar pessoas.
Algumas conclusões:
PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS NOS SINDICATOS
O futuro dos sindicatos tem de passar por atrair os jovens, oferecendo-lhes/proporcionando-lhes mais e melhor ofertas e onde essas variantes sejam de facto uma mais-valia para a sua vida, além da defesa dos direitos e dignidade do trabalho. Os sindicatos podem oferecer seguros, fundos/espaços para tornar as férias dos trabalhadores mais económicas mas geraria também mais emprego;
Os sindicatos têm de usar todas as formas para se credibilizarem pelo trabalho que desenvolvem com os sectores profissionais;
Os jovens devem voltar a sentir necessidade do sindicato e por isso a sindicalização pode ganhar mais força;
Os sindicatos devem apresentar o resultado das lutas que executam e das vitórias conquistadas;
É necessária uma reformulação das estruturas sindicais, flexibilizando também o acesso e responsabilização dos jovens nas dinâmicas do próprio sindicato
PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS NA EDUCAÇÃO
Nos últimos 10 anos, a sociedade transformou-se bastante. Cada um deve situar-se e formar-se perante a sua nova realidade;
O sistema de educação tem de se moldar para potencial uma maior relação/cooperação entre a escola/empresa;
É fundamental uma outra mentalidade nas escolas para eliminar a descriminação social;
O sistema de educação tem de mudar para se criarem barreiras contra a exclusão das pessoas e alunos;
O sistema de educação não pode apenas estar preparado para formar tecnocratas, mas deve sobretudo formar pessoas, porque é a base da formação da sociedade;
A nova educação que se está a exigir aos jovens, vai voltar a alterar substancialmente o quotidiano e a vida dos europeus;
Uma outra educação globalizada, vai permitir ainda mais a globalização do trabalho;
A globalização não se vive apenas na europa. Hoje, devido à formação em larga escala, à internet e à crescente mobilidade, os países/continentes estão mais próximos favorecendo também uma interculturalidade e intercâmbio entre os povos.
O EZA (Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores) é uma rede europeia de centros de formação dos trabalhadores.
Para os jovens EZA «o futuro dos sindicatos tem de passar por atrair os jovens, oferecendo-lhes mais e melhores ofertas e onde essas variantes sejam de facto uma mais valia para a sua vida, além da defesa dos direitos e dignidade do trabalho..»
Dizem ainda« os sindicatos devem apresentar o resultado das lutas que executam e das vitórias conquistadas..»
Por outro lado , afirmam os jovens que o sistema de educação não pode apenas formar tecnocratas mas deve estar preparado para formar pessoas.
Algumas conclusões:
PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS NOS SINDICATOS
O futuro dos sindicatos tem de passar por atrair os jovens, oferecendo-lhes/proporcionando-lhes mais e melhor ofertas e onde essas variantes sejam de facto uma mais-valia para a sua vida, além da defesa dos direitos e dignidade do trabalho. Os sindicatos podem oferecer seguros, fundos/espaços para tornar as férias dos trabalhadores mais económicas mas geraria também mais emprego;
Os sindicatos têm de usar todas as formas para se credibilizarem pelo trabalho que desenvolvem com os sectores profissionais;
Os jovens devem voltar a sentir necessidade do sindicato e por isso a sindicalização pode ganhar mais força;
Os sindicatos devem apresentar o resultado das lutas que executam e das vitórias conquistadas;
É necessária uma reformulação das estruturas sindicais, flexibilizando também o acesso e responsabilização dos jovens nas dinâmicas do próprio sindicato
PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS NA EDUCAÇÃO
Nos últimos 10 anos, a sociedade transformou-se bastante. Cada um deve situar-se e formar-se perante a sua nova realidade;
O sistema de educação tem de se moldar para potencial uma maior relação/cooperação entre a escola/empresa;
É fundamental uma outra mentalidade nas escolas para eliminar a descriminação social;
O sistema de educação tem de mudar para se criarem barreiras contra a exclusão das pessoas e alunos;
O sistema de educação não pode apenas estar preparado para formar tecnocratas, mas deve sobretudo formar pessoas, porque é a base da formação da sociedade;
A nova educação que se está a exigir aos jovens, vai voltar a alterar substancialmente o quotidiano e a vida dos europeus;
Uma outra educação globalizada, vai permitir ainda mais a globalização do trabalho;
A globalização não se vive apenas na europa. Hoje, devido à formação em larga escala, à internet e à crescente mobilidade, os países/continentes estão mais próximos favorecendo também uma interculturalidade e intercâmbio entre os povos.
O EZA (Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores) é uma rede europeia de centros de formação dos trabalhadores.
BASE-FUT DEBATE SITUAÇÃO LABORAL!
A comissão para os assuntos do trabalho da BASE-FUT vai reunir em Coimbra no Centro de Formação e Tempos Livres no próximo sábado, dia 3 de Dezembro.
Da agenda constam diversas questões que afectam os trabalhadores portugueses e são temas da actualidade, com destaque para alterações recentes ao Código do Trabalho, greve geral de 24 de Novembro,situação na UE e congresso da CGTP.
Na reunião serão traçadas também as linhas gerais de acção para o ano de 2012, com destaque para o projecto «trabalho digno» tendo como objectivo apoiar em várias regiões o combate pelo trabalho com direitos num contexto social e político difícil.
Da agenda constam diversas questões que afectam os trabalhadores portugueses e são temas da actualidade, com destaque para alterações recentes ao Código do Trabalho, greve geral de 24 de Novembro,situação na UE e congresso da CGTP.
Na reunião serão traçadas também as linhas gerais de acção para o ano de 2012, com destaque para o projecto «trabalho digno» tendo como objectivo apoiar em várias regiões o combate pelo trabalho com direitos num contexto social e político difícil.
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