A Iniciativa Legislativa de Cidadãos por uma Lei Contra a Precariedade será entregue na Assembleia da República esta quinta-feira. A entrega das mais de 35 mil assinaturas vai ter lugar em audiência com a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.
No comunicado enviado às redações, os organizadores explicam que se cumpre o primeiro grande objetivo da iniciativa após vários meses de mobilização em todo o país: "Uma enorme adesão em nome de uma proposta concreta, que é parte integrante da indignação que tem exigido nas ruas mais democracia e alternativas, desde 12 de março de 2011", altura em que saiu à rua a autointitulada "Geração À Rasca".
A organização - da qual fazem parte movimentos como o FERVE (Fartos Destes Recibos Verdes) ou os Precários Inflexíveis - afirmar ter uma "solução concreta" para a precariedade laboral, nomeadamente no que toca aos falsos recibos verdes, a contratação a prazo para funções permanentes e o recurso abusivo ao trabalho temporário. Uma das propostas é que os contratos a termo certo seja renovado até três vezes, não excedendo no total os 18 meses.
"Esta é apenas a segunda vez em que uma lei proposta por cidadãos é discutida e votada no parlamento. Inicia-se agora a batalha cidadã pela aprovação de uma lei que efectivamente combate a precariedade. Dentro e fora do parlamento, lutaremos por esta proposta e pela sua ampla discussão na sociedade", escrevem os organizadores no comunicado
A Lei Contra a Precariedade quer combater a precariedade em três das suas vertentes mais comuns e injustas: os falsos recibos verdes, a contratação a prazo e o trabalho temporário.Ver
PALAVRAS DA CRISE!
A BASE-FUT de Lisboa/Setúbal vai apresentar no próximo dia 14 na sede nacional,em Lisboa, uma brochura intitulada «Glossário da Crise-as novas palavras do nosso dia a dia».A iniciativa ,a realizar no âmbito de um debate com início ás 15 horas animado pela economista Julieta Estevão, pretende contribuir para o esclarecimento de algumas palavras muito usadas nos últimos tempos pelos «media».
Na apresentação da brochura pode ler-se:«Com o aprofundar da crise financeira e social entrou no nosso dia a dia um conjunto de palavras novas ou pouco usadas até então.Alguns jornalistas, em particular os das agências financeiras,adoptaram um discurso quase sempre para especialistas e usando frequentemente termos de origem inglesa ou da gíria económica e bolsista.»Mais adiante afirma-se que« de forma consciente ou não,estes profissionais da informação contribuem assim para o processo de manipulação e de marginalização dos cidadãos do processo de compreensão da realidade e, portanto, da sua transformação.Por vezes as palavras não servem para esclarecer mas antes para ocultar».
Na apresentação da brochura pode ler-se:«Com o aprofundar da crise financeira e social entrou no nosso dia a dia um conjunto de palavras novas ou pouco usadas até então.Alguns jornalistas, em particular os das agências financeiras,adoptaram um discurso quase sempre para especialistas e usando frequentemente termos de origem inglesa ou da gíria económica e bolsista.»Mais adiante afirma-se que« de forma consciente ou não,estes profissionais da informação contribuem assim para o processo de manipulação e de marginalização dos cidadãos do processo de compreensão da realidade e, portanto, da sua transformação.Por vezes as palavras não servem para esclarecer mas antes para ocultar».
UMA CGTP FORTE!
A Comissão Executiva Nacional da BASE-FUT, reunida hoje em Lisboa, considera fundamental para os trabalhadores portugueses que, do Congresso da CGTP a realizar a 27/28 deste mês, saia uma Central forte e coesa, capaz de ser a coluna vertebral do movimento de resistência ás políticas de austeridade que o Governo e o poder financeiro pretendem aplicar ainda nos próximos anos!
Neste sentido é necessário que nos próximos tempos as estratégias das diferentes correntes no seio da Inter coloquem a coesão e unidade dos trabalhadores como primeira prioridade!
Por outro, lado a autonomia,a pluralidade e abertura social a outros movimentos e sectores da sociedade portuguesa serão também de larga importância.O próximo Secretário Geral ,que substituirá o histórico Carvalho da Silva, vai ter que mostrar grande flexibilidade táctica e lucidez estratégica para manter e aumentar a capacidade e influencia da CGTP na sociedade portuguesa.
Neste sentido é necessário que nos próximos tempos as estratégias das diferentes correntes no seio da Inter coloquem a coesão e unidade dos trabalhadores como primeira prioridade!
Por outro, lado a autonomia,a pluralidade e abertura social a outros movimentos e sectores da sociedade portuguesa serão também de larga importância.O próximo Secretário Geral ,que substituirá o histórico Carvalho da Silva, vai ter que mostrar grande flexibilidade táctica e lucidez estratégica para manter e aumentar a capacidade e influencia da CGTP na sociedade portuguesa.
JOVENS ESTÃO DESVALORIZADOS NO TRABALHO CONCLUI ESTUDO DA CGTP!
Estudo da CGTP abrange trabalhadores inseridos em postos de trabalho com baixa qualificação e foi realizado por uma equipa do Observatório das Desigualdades/Centro de Investigação e Estdudos de Sociologia do ISCTE-IUL em articulação com o Instituto da Segurança Social.
«Apesar de o jovens não constituírem um grupo homogéneo, a conclusão é que, em geral, o estatuto laboral e social se tende a desvalorizar.
Primeiro, os jovens dependem até idades relativamente avançadas do apoio das famílias.Existem diversos motivos, como o alongamento do período de formação, mas as condições
materiais têm um forte peso. O mesmo acontece relativamente às dificuldades de inserção profissional em empregos estáveis.
Segundo, a análise indica uma relação de vulnerabilidade face ao emprego, sobretudo no caso dos jovens pouco qualificados: a transição entre a escola e a obtenção de um emprego estável é longa; o risco da precariedade de emprego é muito mais acentuado; há desajustamentos frequentes entre as habilitações e o nível de qualificação das profissões exercidas; a regulação do trabalho e do emprego tende a fixar normas menos favoráveis para os jovens.
Esta vulnerabilidade contrasta com a sua maior capacidade intelectual (pelo facto de serem jovens), as habilitações mais altas que as das gerações precedentes e uma elevada familiaridade com as tecnologias de informação e de comunicação. Dir-se-ia que estes factores se sobreporiam a outros, como a falta de experiência, mas não é o que acontece.
Terceiro, o desemprego penaliza mais os jovens (o risco de desemprego é hoje mais do dobro) e são também atingidos pelo desemprego de longa duração. O grupo etário dos 25 aos 35 anos é aquele onde o regresso ao mercado de trabalho está a ser mais problemático.
Quarto, a crise económica expôs mais a fragilidade dos jovens no mercado de trabalho com o aumento do desemprego e da precariedade; a quebra do emprego; o aumento do desemprego de longa duração; a redução da cobertura pelas prestações de desemprego (ainda que esta resulte também de alterações no regime legal de proteção no desemprego).
Esta desvalorização do estatuto laboral e social dos jovens não ocorre apenas no nosso país,como a OIT vem alertando. Se a crise de emprego é global, o maior preço da crise está a ser pago pelos jovens nos países desenvolvidos. O que está na base de movimentos de protesto em diversos países europeus (ILO, 2011), incluindo em Portugal.»VER
«Apesar de o jovens não constituírem um grupo homogéneo, a conclusão é que, em geral, o estatuto laboral e social se tende a desvalorizar.
Primeiro, os jovens dependem até idades relativamente avançadas do apoio das famílias.Existem diversos motivos, como o alongamento do período de formação, mas as condições
materiais têm um forte peso. O mesmo acontece relativamente às dificuldades de inserção profissional em empregos estáveis.
Segundo, a análise indica uma relação de vulnerabilidade face ao emprego, sobretudo no caso dos jovens pouco qualificados: a transição entre a escola e a obtenção de um emprego estável é longa; o risco da precariedade de emprego é muito mais acentuado; há desajustamentos frequentes entre as habilitações e o nível de qualificação das profissões exercidas; a regulação do trabalho e do emprego tende a fixar normas menos favoráveis para os jovens.
Esta vulnerabilidade contrasta com a sua maior capacidade intelectual (pelo facto de serem jovens), as habilitações mais altas que as das gerações precedentes e uma elevada familiaridade com as tecnologias de informação e de comunicação. Dir-se-ia que estes factores se sobreporiam a outros, como a falta de experiência, mas não é o que acontece.
Terceiro, o desemprego penaliza mais os jovens (o risco de desemprego é hoje mais do dobro) e são também atingidos pelo desemprego de longa duração. O grupo etário dos 25 aos 35 anos é aquele onde o regresso ao mercado de trabalho está a ser mais problemático.
Quarto, a crise económica expôs mais a fragilidade dos jovens no mercado de trabalho com o aumento do desemprego e da precariedade; a quebra do emprego; o aumento do desemprego de longa duração; a redução da cobertura pelas prestações de desemprego (ainda que esta resulte também de alterações no regime legal de proteção no desemprego).
Esta desvalorização do estatuto laboral e social dos jovens não ocorre apenas no nosso país,como a OIT vem alertando. Se a crise de emprego é global, o maior preço da crise está a ser pago pelos jovens nos países desenvolvidos. O que está na base de movimentos de protesto em diversos países europeus (ILO, 2011), incluindo em Portugal.»VER
UGT NÃO ACEITA AUMENTO DO TEMPO DE TRABALHO!
Em declaração para o tempo de antena da UGT, no passado dia 23, o seu Secretário Geral, Joao Proença diz que esta Central Sindical não aceita o aumento do tempo de trabalho por dia.Segundo este sindicalista«Esta é uma proposta que apenas contribuirá para mais desemprego e mais desregulação laboral.
Serão poucas as empresas que em 2012 terão aumento da produção devido a correspondente aumento de mercado. Esta medida apenas contribuirá para reduzir postos de trabalho, e para que as empresas possam dispor livremente do horário de trabalho, não permitindo a conciliação da vida entre a vida profissional e a familiar dos trabalhadores. Mais, não podemos esquecer os custos sociais brutais que esta medida trará ao País e o facto de pôr em causa os limites máximos do horário de trabalho – 8 horas diárias e 40 horas semanais, tão duramente conquistadas».
Para João proença o ano de 2012 será muito difícil pois « Os ricos são cada vez mais ricos e as famílias enfrentam cada vez mais dificuldades, aumentando a pobreza e a exclusão. É por isso muito difícil aceitar políticas de redução de salários e pensões, que levam ao empobrecimento dos portugueses e que apenas contribuem para aumentar as desigualdades.
Não podemos aceitar a política do “posso quero e mando”, muito menos aceitar a ideia de que é sempre possível pedir mais sacrifícios sempre aos mesmos - os trabalhadores e os pensionistas.
Não podemos deixar de nos congratular com esta posição clara do Secretário Geral da UGT!As 40 horas semanais foram muito difíceis de conquistar!
Serão poucas as empresas que em 2012 terão aumento da produção devido a correspondente aumento de mercado. Esta medida apenas contribuirá para reduzir postos de trabalho, e para que as empresas possam dispor livremente do horário de trabalho, não permitindo a conciliação da vida entre a vida profissional e a familiar dos trabalhadores. Mais, não podemos esquecer os custos sociais brutais que esta medida trará ao País e o facto de pôr em causa os limites máximos do horário de trabalho – 8 horas diárias e 40 horas semanais, tão duramente conquistadas».
Para João proença o ano de 2012 será muito difícil pois « Os ricos são cada vez mais ricos e as famílias enfrentam cada vez mais dificuldades, aumentando a pobreza e a exclusão. É por isso muito difícil aceitar políticas de redução de salários e pensões, que levam ao empobrecimento dos portugueses e que apenas contribuem para aumentar as desigualdades.
Não podemos aceitar a política do “posso quero e mando”, muito menos aceitar a ideia de que é sempre possível pedir mais sacrifícios sempre aos mesmos - os trabalhadores e os pensionistas.
Não podemos deixar de nos congratular com esta posição clara do Secretário Geral da UGT!As 40 horas semanais foram muito difíceis de conquistar!
BOAS FESTAS!
A palavra Natal sai com dificuldade da boca de muitos! Não há Natal sem esperança que um menino, Deus feito homem na fé cristã, simboliza! O impossível afirma-se como possível, a divindade torna-se humana!
Este desafio é para toda a humanidade. O ser humano está acima de tudo, algo que este sistema económico e as nossas democracias ignoram cada vez mais em nome do dinheiro. Tal significa que é legítima e necessária a luta contra um sistema que marginaliza os fracos e os pobres e empobrece cada vez mais os que trabalham! Há que renovar a esperança, há que voltar a ser Natal! Boas Festas!
Este desafio é para toda a humanidade. O ser humano está acima de tudo, algo que este sistema económico e as nossas democracias ignoram cada vez mais em nome do dinheiro. Tal significa que é legítima e necessária a luta contra um sistema que marginaliza os fracos e os pobres e empobrece cada vez mais os que trabalham! Há que renovar a esperança, há que voltar a ser Natal! Boas Festas!
IGUALDADE DE OPORTUNIDADES NO TRABALHO:discurso e prática!
A BASE-FUT realiza de 9 a 12 de Fevereiro um seminário internacional sobre igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e conciliação da vida profissional e familiar na UE.
Os horários de trabalho e a estratégia comunitára 2020 vão ser um dos temas fortes do referido seminário que conta com a participação de diversas organizações de trabalhadores do espaço comunitário!
O seminário vai ter lugar num momento importante da UE sob ponto de vista político e esperam-se participantes da Alemanha,França,Espanha e Roménia.Entretanto estão a ser dirigidos convites a vários investigadores e dirigentes associativos e sindicais para intervirem neste evento que deve deorrer num Hotel de Lisboa!
Os horários de trabalho e a estratégia comunitára 2020 vão ser um dos temas fortes do referido seminário que conta com a participação de diversas organizações de trabalhadores do espaço comunitário!
O seminário vai ter lugar num momento importante da UE sob ponto de vista político e esperam-se participantes da Alemanha,França,Espanha e Roménia.Entretanto estão a ser dirigidos convites a vários investigadores e dirigentes associativos e sindicais para intervirem neste evento que deve deorrer num Hotel de Lisboa!
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