No ambito de um ciclo de conferencias sobre a edição do livro político em Portugal no período 1968-1982 , vai ter lugar, no próximo dia 20 pelas 18,30 horas, na Biblioteca-Museu República e Resistencia a 3ª conferencia «RELATOS DE EXPERIENCIAS-AS EDITORAS DA REVOLUÇÃO 1974-76 com a participação de Ferando Abreu, Presidente da BASE-FUT e responsável pelas «edições BASE».
3ª Sessão
20 de Março de 2012
Relatos de experiências: As editoras da Revolução, 1974-1976:
- Francisco Melo (Da UNICEPE à Editorial Avante!)
- João Soares (editora Perspectivas & Realidades)
- Fernando de Abreu (Edições Base)
- Comentador: Prof. Nuno Medeiros (FCSH/UNL)
Horário: 18:30 horas.
Local: Biblioteca-Museu República e Resistência – Grandella
Estrada de Benfica, 419, Lisboa.
Expositor: Flamarion Maués, doutorando em História na Universidade de São Paulo e investigador do Instituto de
História Contemporânea/UNL. Bolsista da Capes/Brasil Email: flamaues@gmail.com
Pesquisa realizada com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal.
Biblioteca-Museu-República e Resistência, Março de 2012.
ALTERNATIVA NÃO É DESEMPREGO OU TRABALHO ESCRAVO!É TRABALHO DIGNO!
Decorreu no passado sábado na Marinha Grande um Encontro alargado da Comissão dos Assuntos do Trabalho (CAT) da BASE-FUT.O desemprego e o papel das organizações de trabalhadores foram os temas de debate e convívio de algumas dezenas de pessoas locais e de outras regiões do país!
A experiencia da maioria é reveladora de que naquela terra muito se lutou e luta ainda pela emancipação dos trabalhadores.Experiencia alguma bem dolorosa , mas também de esperança em resistir á atual ofensiva deste capitalismo selvagem.
O desemprego atual é fruto de políticas concretas.Um desemprego que pode vir a ser também um negócio, se destruirem os centros de emprego e colocarem os seus trabalhadores a trabalharem para as agências privadas de emprego, que alguns querem implementar e ganhar muito dinheiro com isso, numa santa aliança com as empresas de trabalho temporário!
As alterações á legislação laboral decorrentes do Acordo recente assinado pelos patrões ,Governo e UGT.Em destaque esteve a questão do tempo de trabalho e em particular o «banco de horas» bem como o despedimento.
O sindicalismo e os jovens, as formas de luta atual, inclusive a Greve Geral ,estiveram no centro do debate.Como contrariar esta ofensiva que retira direitos e cria uma onda de despedimentos?É ncessário criar condições para uma ampla aliança social e política.Só os sindicatos não chegam para alterar a situação e muito menos cada país por si.
Além de um excelente almoço em casa do Francisco, feito o debate, ainda houve tempo para, ao fim do dia, se comer sopa no «SOPÌSSIMA» o festival de sopas organizado pela Juventude Operária Católica de Leiria!
Está prometido um documento sintese e com propostas futuras.Já temos gente a organizar um novo Encontro alargado para os lados do SUL atlantico (polo de Sines)É preciso animar a Malta!
A experiencia da maioria é reveladora de que naquela terra muito se lutou e luta ainda pela emancipação dos trabalhadores.Experiencia alguma bem dolorosa , mas também de esperança em resistir á atual ofensiva deste capitalismo selvagem.
O desemprego atual é fruto de políticas concretas.Um desemprego que pode vir a ser também um negócio, se destruirem os centros de emprego e colocarem os seus trabalhadores a trabalharem para as agências privadas de emprego, que alguns querem implementar e ganhar muito dinheiro com isso, numa santa aliança com as empresas de trabalho temporário!
As alterações á legislação laboral decorrentes do Acordo recente assinado pelos patrões ,Governo e UGT.Em destaque esteve a questão do tempo de trabalho e em particular o «banco de horas» bem como o despedimento.
O sindicalismo e os jovens, as formas de luta atual, inclusive a Greve Geral ,estiveram no centro do debate.Como contrariar esta ofensiva que retira direitos e cria uma onda de despedimentos?É ncessário criar condições para uma ampla aliança social e política.Só os sindicatos não chegam para alterar a situação e muito menos cada país por si.
Além de um excelente almoço em casa do Francisco, feito o debate, ainda houve tempo para, ao fim do dia, se comer sopa no «SOPÌSSIMA» o festival de sopas organizado pela Juventude Operária Católica de Leiria!
Está prometido um documento sintese e com propostas futuras.Já temos gente a organizar um novo Encontro alargado para os lados do SUL atlantico (polo de Sines)É preciso animar a Malta!
SINDICALISMO É UMA FORÇA E UMA VANTAGEM SOCIAL(I)
Ocorre nos últimos tempos uma forte crise económica motivada pela globalização capitalista totalmente desprovida de preocupações de carácter social. O capitalismo aproveitando as circunstâncias deste momento histórico, tem sido o fomentador e o principal responsável pela mesma crise de que tira proveito, cujas principais consequências estão no empobrecimento progressivo de vastas camadas de população principalmente das mais débeis. Os trabalhadores vêm-se obrigados a perderem direitos, a reduzir as suas condições sociais, o que acaba no fundo por atingir toda a sociedade em geral.
O capital ao concretizar este modelo de globalização, aposta na redução dos
rendimentos do trabalho, permite e facilita as deslocalizações de empresas para
paraísos fiscais e ambientais e atinge o direito ao consumo, mesmo daquele que é
sustentável. Fazem-no sempre em nome do mercado e da lei da procura e da oferta.
Esta situação leva ao aumento da concorrência entre os produtos produzidos na Europa e
nos “paraísos”, fazendo crescer o número de desempregados e tornando o emprego cada
vez mais escasso nos países intermédios e nos desenvolvidos. As consequências fazem-se
logo sentir na diminuição ou destruição dos direitos sociais, condição fundamental para
a implementação de uma sociedade de carácter neo-liberal.
O desenvolvimento desta estratégia coloca debaixo de fogo a maioria dos trabalhadores
atacando os seus Sindicatos através de medidas legislativas adaptadas aos seus
objectivos neo-liberais. Assim, foram sendo eliminados ou reduzidos muitos direitos já
conquistados ao longo de muitos anos de sacrifícios e lutas. Considera-se que medidas de
desemprego maciço servem para domesticar os trabalhadores levando-os a aceitar mais
sacrifícios. Além disso, abriram-se campanhas de confusão sobre os seus direitos
adquiridos dando a ideia de que se trata de direitos menores, pouco legítimos, face á
crise. Pretendem destruir os direitos laborais à revelia da constituição porque nem
sequer se dignam respeitar os compromissos assinados em sede de concertação social
pelas partes, em especial aquela que diz respeito aos trabalhadores.
Esta estratégia tem ainda outra frente de ataque tentando credibilizar e instalar o
modelo neo-liberal. São os fazedores de opinião, nomeadamente através da manipulação
dos órgãos de comunicação social, muitos deles são propriedade dos grandes grupos
económicos ou interesses instalados.
SINDICATOS DEBAIXO DE FOGO
A organização Sindical é reivindicativa e defende os trabalhadores desde que foi criada
há muitos anos, por isso granjeou grande prestígio nas conquistas que alcançou na
negociação e na luta, dentro e fora das empresas. A sua existência é e tem sido uma
vantagem para os trabalhadores porque é uma organização representativa de pessoas e
colectivos, é activa e deve ser dirigida pelos próprios trabalhadores com total autonomia
e independência. É por isso que há um fortíssimo ataque aos Sindicatos pelo papel que
desempenham junto dos trabalhadores e da sociedade em geral, porque são a primeira
organizaçãoassociativa verdadeiramente vocacionada para a defesa dos trabalhadores,
mesmo aqueles que não são seus filiados estão abrangidos pelos benefícios e pelos
acordos negociados em contratação colectiva. A negociação dá garantias em muitas
matérias sociais como é o caso dos salários justos e dignos ou das garantias de acesso aos
direitos sociais mínimos já alcançados.
São os Sindicatos mais activos e conscientes, que mais lutam usando o seu poder
principalmente o da persuasão, arma usada muitas vezes sem terem os meios mínimos e
necessários para a acção Mas a razão e a vontade não têm deixado de motivar os
trabalhadores que de uma forma desigual, mas com os meios que possuem sempre
conseguem contrariar algumas tendências mais conformistas de abandono das causas e
das lutas por alguns Movimentos e Sindicatos mais conservadores.
Vivemos numa sociedade que ainda não beneficiou directamente dos enormes avanços
tecnológicos e capacidades produtivas agora ao seu alcance e que podem proporcionar
um melhor bem-estar e até garantir uma estabilidade nos empregos e nos direitos como
nunca antes foi atingido. Mas, o que se verifica é que se está a perder o futuro social ao
não se distribuir de forma justa as riquezas criadas pelos trabalhadores, a favor do
modelo de sociedade que só as distribui pelos accionistas e proprietários e apenas vê e
privilegia o desenvolvimento do “capital”.
Muitos políticos e economistas não se apercebem das desmotivações e receios existentes
no seio dos trabalhadores que actualmente sofrem sacrifícios e ameaças de
despedimentos, horários longos e mal pagos, deslocalizações e mesmo retaliações. Uma
nova chaga está chegar através do assédio moral nas empresas, levando muitos
trabalhadores ao stress e ao seu próprio suicídio.
Muitos trabalhadores aceitam penosamente os sacrifícios e partem mesmo para um certo
conformismo degradante para a sua auto-estima e o seu nível de vida. A mecanização,
automatização, a informática e novos métodos de gestão de recursos permitem como
eles dizem, dispensar (despedir) muitos milhares de trabalhadores em Portugal
ultrapassando o milhão (36% dos jovens dos quais 56% são mulheres). Por vezes os
trabalhadores são acusados de serem os causadores da crise pelo facto de alguns
receberem subsídio de desemprego, ou porque estão doentes e consomem
medicamentos, ou são velhos e recebem pensões, ou grávidas com licenças de
maternidade. Todos são apelidados de parasitas por inactividade que põe o país sem
capacidade competitiva. Os Sindicatos denunciam esta manipulação e querem um novo
crescimento da economia tomando em conta o desenvolvimento tecnológico e pondo-o
ao serviço também dos cidadãos.
Joao Lourenço, sindicalista e ex-dirigente da CGTP
ENFRENTAR AS MUDANÇAS NO TRABALHO! TRABALHO DIGNO!
A Base-Frente Unitária de Trabalhadores, através da sua comissão especializada em trabalho e sindicalismo, a CAT, organiza no próximo dia 10 de Março, na Marinha Grande, um Encontro alargado sobre o tema «como enfrentar as mudanças laborais no tempo presente»! No centro de debate está o desemprego galopante que atinge o nosso País, fruto das políticas económicas dos últimos tempos e das políticas de austeridade implementadas pelo FMI,CE e BCE.
O que podem e devem fazer as organizações de trabalhadores perante este quadro de desemprego nunca visto e perante a mudança nas relações laborais que estão subjacentes ao acordo social recentemente aprovado pelo Governo, patrões e UGT?
Cada país da UE vai enfrentando todas estas políticas de forma isolada, sem uma resposta articulada e eficaz do movimento social e sindical!
A greve, e nomeadamente a greve geral, é um instrumento histórico de defesa dos trabalhadores. Todavia, com a crescente precarização e o aumento dramático do desemprego torna-se muito mais difíl a mobilização dos trabalhadores. No último ano duplicaram os despedimentos coletivos e a nova legislação do trabalho comporta a facilitação do despedimento individual e, em suma, um conjunto de mudanças laborais que transformam o trabalho cada vez mais num mero fator, sem dignidade e configurando uma nova forma de trabalho escravo!
A alternativa para os trabalhadores e para as suas organizações e outros movimentos do trabalho, enfim para uma sociedade democrática, não é entre desemprego ou trabalho escravo. A alternativa é trabalho digno!«Não nos façam sair para a rua!», cantava o amigo e companheiro José Afonso! Estas políticas da austeridade e de perda de direitos laborais obrigam-nos a vir para a rua! Obrigam-nos a ir para a greve!
Para animar o debate do Encontro estão previstas pequenas intervenções de:
Antonina Rodrigues-Técnica do Emprego e Formação Profissional/CAT
Jorge Santana-C.T. da Repsol, Sines e sociólogo/CAT
João Lourenço-sindicalista/CAT e ex-dirigente da CGTP
O que podem e devem fazer as organizações de trabalhadores perante este quadro de desemprego nunca visto e perante a mudança nas relações laborais que estão subjacentes ao acordo social recentemente aprovado pelo Governo, patrões e UGT?
Cada país da UE vai enfrentando todas estas políticas de forma isolada, sem uma resposta articulada e eficaz do movimento social e sindical!
A greve, e nomeadamente a greve geral, é um instrumento histórico de defesa dos trabalhadores. Todavia, com a crescente precarização e o aumento dramático do desemprego torna-se muito mais difíl a mobilização dos trabalhadores. No último ano duplicaram os despedimentos coletivos e a nova legislação do trabalho comporta a facilitação do despedimento individual e, em suma, um conjunto de mudanças laborais que transformam o trabalho cada vez mais num mero fator, sem dignidade e configurando uma nova forma de trabalho escravo!
A alternativa para os trabalhadores e para as suas organizações e outros movimentos do trabalho, enfim para uma sociedade democrática, não é entre desemprego ou trabalho escravo. A alternativa é trabalho digno!«Não nos façam sair para a rua!», cantava o amigo e companheiro José Afonso! Estas políticas da austeridade e de perda de direitos laborais obrigam-nos a vir para a rua! Obrigam-nos a ir para a greve!
Para animar o debate do Encontro estão previstas pequenas intervenções de:
Antonina Rodrigues-Técnica do Emprego e Formação Profissional/CAT
Jorge Santana-C.T. da Repsol, Sines e sociólogo/CAT
João Lourenço-sindicalista/CAT e ex-dirigente da CGTP
JORNADA EUROPEIA DE AÇÃO!AUSTERIDADE NÃO É SOLUÇÃO!
Amanhã, dia 29 de Fevereiro, a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) desenvolve manifestações nos 27 paises membros da UE contra a austeridade e pelo emprego.
Em vésperas de mais um Conselho Europeu a CES procura manifestar o seu desacordo com as políticas seguidas pela UE para enfrentar a crise!
A pobreza aumenta em toda a Europa, em particular na Grecia, Portugal Itália e Espanha.O desemprego atinge néiveis históricos em portugal e Espanha.
Embora dando prioridade ás lutas locais a CGTP(Chiado em Lisboa e Praça da Batalha no Porto) e UGT (apenas se associa) vão manifestar-se e participar em separado nesta Jornada Europeia!
A BASE-FUT associa-se não apenas a esta Jornada mas apela a um maior investimento do sindicalismo europeu numa ação mais forte e não meramente simbólica!
Em vésperas de mais um Conselho Europeu a CES procura manifestar o seu desacordo com as políticas seguidas pela UE para enfrentar a crise!
A pobreza aumenta em toda a Europa, em particular na Grecia, Portugal Itália e Espanha.O desemprego atinge néiveis históricos em portugal e Espanha.
Embora dando prioridade ás lutas locais a CGTP(Chiado em Lisboa e Praça da Batalha no Porto) e UGT (apenas se associa) vão manifestar-se e participar em separado nesta Jornada Europeia!
A BASE-FUT associa-se não apenas a esta Jornada mas apela a um maior investimento do sindicalismo europeu numa ação mais forte e não meramente simbólica!
BASE-FUT-Congresso em cima da mesa!
A Comissão Política Nacional da BASE-FUT reune no próximo fim de semana ,25 e 26 de Feverreiro,em Coimbra para preparar o proximo Congresso da Organização a realizar em Maio.O debate estará á volta da melhor forma de reorganizar a BASE para enfrentar a presente situação do país e as dificuldades dos próximos anos.
Uma Organização de quadros, sem fontes permanentes de financiamento e com custos permanentes, embora pequenos, é mais do que nunca um desafio!Toda a BASE-FUT funciona na base militante e voluntária sobrecarregando de modo particular os seus dirigentes.
Por outro lado,embora seja consensual que é necessária uma organização flexível ,há quem defenda uma estrutura minimalista e quase autogerida a nível regional ,sobvalorizando a estrutura nacional e internacional!
Trata-se assim de aprofundar o debate sobre o que fazer, como renovar a linguagem e a ideologia e os objectivos, não esquecendo a sua história estreitamente ligada ao movimentos dos trabalhadores portugueses e europeus.
Uma Organização de quadros, sem fontes permanentes de financiamento e com custos permanentes, embora pequenos, é mais do que nunca um desafio!Toda a BASE-FUT funciona na base militante e voluntária sobrecarregando de modo particular os seus dirigentes.
Por outro lado,embora seja consensual que é necessária uma organização flexível ,há quem defenda uma estrutura minimalista e quase autogerida a nível regional ,sobvalorizando a estrutura nacional e internacional!
Trata-se assim de aprofundar o debate sobre o que fazer, como renovar a linguagem e a ideologia e os objectivos, não esquecendo a sua história estreitamente ligada ao movimentos dos trabalhadores portugueses e europeus.
ACORDO SOCIAL ALTERA MODELO DE RELAÇÕES LABORAIS EM PORTUGAL!
«O recente Acordo de concertação social veio trazer alterações profundas ao modelo até entao vigente.»-Diz o Grupo de Economia e Sociedade da Comissão Nacional de Justiça e Paz portuguesa.Uma análise profunda e crítica do Acordo Social recentemente aprovado pelos patrões e UGT.
Com efeito, continua o texto-« o Acordo deu manifesto acolhimento às vozes que consideram o mercado de trabalho português como ineficaz, por conceder uma segurança excessiva ao emprego e uma protecção generosa aos desempregados, para além de se caracterizar por custos unitários de trabalho considerados demasiado elevados, face à necessária competição no mercado global.
Daí que o Acordo se tenha concentrado em medidas que tornam os despedimentos mais fáceis e baratos, reduzem a protecção no desemprego e diminuem, consideravelmente, os custos unitários do trabalho.
Vale a pena, porém, reflectir um pouco sobre as características que vêm sendo apontadas ao nosso mercado do trabalho e avaliar da “bondade” das medidas agora acordadas. Este exercício é tanto mais útil quanto se sabe que o Acordo foi celebrado em circunstâncias excepcionais, com o País sujeito às regras impostas pelo acordo com a Troika.
Por outro lado, para avaliar o mercado de trabalho, é necessário considerar todas as suas componentes e não centrar a reflexão apenas num ou dois dos seus elementos.»VER TEXTO
Com efeito, continua o texto-« o Acordo deu manifesto acolhimento às vozes que consideram o mercado de trabalho português como ineficaz, por conceder uma segurança excessiva ao emprego e uma protecção generosa aos desempregados, para além de se caracterizar por custos unitários de trabalho considerados demasiado elevados, face à necessária competição no mercado global.
Daí que o Acordo se tenha concentrado em medidas que tornam os despedimentos mais fáceis e baratos, reduzem a protecção no desemprego e diminuem, consideravelmente, os custos unitários do trabalho.
Vale a pena, porém, reflectir um pouco sobre as características que vêm sendo apontadas ao nosso mercado do trabalho e avaliar da “bondade” das medidas agora acordadas. Este exercício é tanto mais útil quanto se sabe que o Acordo foi celebrado em circunstâncias excepcionais, com o País sujeito às regras impostas pelo acordo com a Troika.
Por outro lado, para avaliar o mercado de trabalho, é necessário considerar todas as suas componentes e não centrar a reflexão apenas num ou dois dos seus elementos.»VER TEXTO
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