ESTÁGIOS PROFISSIONAIS:exploração e roubo ao Estado?
Um Técnico do IEFP decidiu fazer uma breve reflexão sobre os estágios curriculares e profissionais.É o fruto da sua experiencia do dia a dia.Um Portugal bem real onde a exploração da juventude trabalhadora é uma realidade e o engano como modo de vida!Temos um Estado livre e democratico?Então porque será que as pessoas receiam represálias po falar dos problemas?
Estágios Curriculares
Consideram-se Estágios Curriculares todos os que constam do plano de curso do candidato, assumindo um carácter obrigatório para a sua conclusão e ingresso na ordem.
Estes estágios têm uma duração variável, de acordo com o estabelecido curricularmente (normalmente entre 3 e 6 meses).
No final do Estágio, o Estagiário tem dois meses para apresentar o relatório das atividades desenvolvidas. O relatório deve ser organizado de forma clara e sistemática, procurando descrever o percurso de formação do candidato, com ênfase para os elementos da sua integração no mundo profissional, e os elementos relevantes do trabalho específico realizado.
O Orientador deve ter um mínimo de cinco anos de exercício profissional e de inscrição na Ordem, pertencer à mesma Especialidade, e não pode ter no seu registo disciplinar qualquer pena superior à Advertência.
Existem entidades que recebem Estagiários ao longo de todo o ano, colocando como requisitos recomendados “viatura própria, computador portátil” isto é nem fornecem os meios para os Estagiários exercerem a profissão.
É tudo gratuito para a entidade, fica tudo por conta do Estagiário.
Os Estagiários para além das despesas inerentes ao trabalho terão ainda que, suportar as deslocações da sua residência habitual para o local do Estágio, as despesas de alojamento e de refeição nesse mesmo local.
No final da inscrição na ordem, o Licenciado torna-se mais um número de uma lista enorme, torna-se mais um contribuinte para a ordem.
Mas será que essa ordem ajuda os seus profissionais? Nem sempre as ordens trabalham para a credibilização dos seus profissionais ou ajudam os seus profissionais na integração no mercado de trabalho. A esse nível são esquecidos mas não o são enquanto contribuintes.
Estágio Profissional
Trata-se de um programa do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP, tem a duração de 9 meses não prorrogáveis, para pessoas até aos 30 anos (inclusive), com nível de qualificação 4 ou superior, e pessoas desempregadas à procura de novo emprego, com idade superior aos 30 anos e nível de qualificação 2 ou superior, obtido há menos de 3 anos, tendo em vista promover a inserção dos jovens ou a reconversão profissional de desempregados.
Estes Estágios são remunerados em função do nível de qualificação, usufruindo de uma bolsa de formação que pode ir dos 419,22 Euros, para os detentores do nível de qualificação 2, até aos 671,71 Euros para os detentores do nível de qualificação 6,7 ou 8. Sendo que o Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP, comparticipa com uma percentagem deste valor em função da dimensão da entidade, podendo ir dos 40% até aos 75%, ficando o restante valor a cargo da entidade.
Acrescendo a esta bolsa temos o subsídio de refeição no valor correspondente ao atribuído à generalidade dos trabalhadores da entidade promotora ou na sua ausência equiparado ao dos trabalhadores em funções públicas ou fornecido pela entidade sob forma de géneros alimentares em cantinas. Este valor é comparticipado na íntegra pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP.
O valor do Seguro de Acidentes de Trabalho também é integralmente comparticipado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP.
Nestes Estágios o Estagiário presta um serviço e é remunerado por ele. Com o aumentar da crise económica da população em geral, prolifera a utilização deste programa do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP, para a realização dos Estágios curriculares para as diferentes Ordens.
Trata-se de uma ilegalidade referido no Regulamento Específico do programa no entanto, é cada vez mais utilizado pelos recém licenciados com a conivência das entidades receptoras destes.
Situação mais gravosa, é o facto de muitas entidades “acordarem” com os Estagiários o valor a receber isto é, acordam que lhes pagam um valor de montante igual ao financiado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP. Deste modo o custo para as entidades é de zero euros.
Trata-se de uma irregularidade realizada pelas nossas entidades com a conivência dos estagiários.
Por um lado, temos uma entidade sem recursos financeiros para efetuar novas admissões de pessoal, por outro lado, recém licenciados que necessitam da realização dos estágios curriculares para as ordens. Trata-se de uma relação em que ambos ganham, sendo que a única entidade lesada será o estado português através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP.
MX. Técnico do IEFP
A CRISE COLOCA A PRODUTIVIDADE À FRENTE DAS PESSOAS!
A Equipa Executiva Nacional da LOC/MTC considera que a atual crise «coloca a produtividade á frente das pessoas«!
Nas conclusões finais dos Encontros de formação aquele órgão dos trabalhadores cristãos pode ler-se:
..«Constatamos que uma grande parte das famílias está afetada pelo desemprego de um ou mais elementos do seu agregado; que há trabalhadores, com contratos efetivos, que são pressionados pela entidade patronal a rescindir esses vínculos laborais, indo para o desemprego ou então aceitando um novo contrato mais precário; que nas muitas novas ofertas de emprego sobressaem a baixa remuneração e nenhuma para o tempo à experiência na empresa; que são cada vez mais os empregos por tempos muito curtos e com horários incertos; que há empregadores que coagem os desempregados a trabalhar na ilegalidade fiscal, sem quaisquer direitos para os trabalhadores e sem custos para a entidade patronal; que o trabalho já não permite a independência económica e muito menos a realização humana, porque descartam-se sem compaixão os trabalhadores. »LER
Nas conclusões finais dos Encontros de formação aquele órgão dos trabalhadores cristãos pode ler-se:
..«Constatamos que uma grande parte das famílias está afetada pelo desemprego de um ou mais elementos do seu agregado; que há trabalhadores, com contratos efetivos, que são pressionados pela entidade patronal a rescindir esses vínculos laborais, indo para o desemprego ou então aceitando um novo contrato mais precário; que nas muitas novas ofertas de emprego sobressaem a baixa remuneração e nenhuma para o tempo à experiência na empresa; que são cada vez mais os empregos por tempos muito curtos e com horários incertos; que há empregadores que coagem os desempregados a trabalhar na ilegalidade fiscal, sem quaisquer direitos para os trabalhadores e sem custos para a entidade patronal; que o trabalho já não permite a independência económica e muito menos a realização humana, porque descartam-se sem compaixão os trabalhadores. »LER
UM POEMA PARA LEMBRAR1962
Rui Namorado, Professor da Universidade de Coimbra, lembra num poema muito bonito, e agora publicado no seu blogue ,a crise académica e social de 1962, que teve intensidade particular em Coimbra!«Agora que os morcegos regressaram não esperem de nós que nos deitemos numa cama de medo e saudade»-diz o poema!
Eram de frio as botas do poder,
dentes podres de um medo mergulhado
no simples respirar de cada dia.
Os sacerdotes negros do destino
eram sombras de inverno repetidas,
num abismo sem cor e sem limites.
Mas o vento da história regressou
e o cão foi arrancado do poder,
sem ter sequer a honra do vencido.
Nós fomos breve grão de liberdade,
ali tão rudemente semeado,
num gesto sem temor e sem amparo.
Abril foi então desembainhado
e a colheita nasceu em todos nós,
flor de audácia, gestos de ousadia.
Agora que os morcegos regressaram,
não esperem de nós que nos deitemos
numa cama de medo e de saudade.
Estamos ainda aqui de ideias limpas,
peregrinos que não perdem a memória,
viajantes no tempo que há de vir.
[Rui Namorado]
Eram de frio as botas do poder,
dentes podres de um medo mergulhado
no simples respirar de cada dia.
Os sacerdotes negros do destino
eram sombras de inverno repetidas,
num abismo sem cor e sem limites.
Mas o vento da história regressou
e o cão foi arrancado do poder,
sem ter sequer a honra do vencido.
Nós fomos breve grão de liberdade,
ali tão rudemente semeado,
num gesto sem temor e sem amparo.
Abril foi então desembainhado
e a colheita nasceu em todos nós,
flor de audácia, gestos de ousadia.
Agora que os morcegos regressaram,
não esperem de nós que nos deitemos
numa cama de medo e de saudade.
Estamos ainda aqui de ideias limpas,
peregrinos que não perdem a memória,
viajantes no tempo que há de vir.
[Rui Namorado]
SINDICATOS EUROPEUS RECUSAM NOVO TRATADO!|
A Secretária Geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES) opõe-se claramente ao novo Trtado aprovado na última cimeira europeia.
É um tratado para prolongar a austeridade- diz Bernardette Ségol- reafirmando que a Europa deve crescer e ter uma estratégia para o emprego!
Sabemos que em Portugal o novo tratado foi logo adoptado pelo Governo com reticencias ou recusas dos outros partidos á esquerda!
O Tratado que quer impôr a partir de Bruxelas regras extremamente rigorosas no que respeita aos tetos do deficit não se preocupa assim tanto com o desemprego ou com o dumpingo social !VER
É um tratado para prolongar a austeridade- diz Bernardette Ségol- reafirmando que a Europa deve crescer e ter uma estratégia para o emprego!
Sabemos que em Portugal o novo tratado foi logo adoptado pelo Governo com reticencias ou recusas dos outros partidos á esquerda!
O Tratado que quer impôr a partir de Bruxelas regras extremamente rigorosas no que respeita aos tetos do deficit não se preocupa assim tanto com o desemprego ou com o dumpingo social !VER
A GREVE GERAL EXIGE ALTERNATIVAS!
A greve continua a ser a principal arma dos trabalhadores e implica sempre o sacrifício de um dia de salário e perdas económicas para o país.No entanto, as recentes aleterações laborais que foram acordadas no Acordo Tripartido e estão na AR para aprovação são um rude golpe nas condições de trabalho e nos direitos laborais dos trabalhadores portugueses consagrados constitucionalmente.
Apelamos, assim, a todos os trabalhadore que adiram à greve geral em nome de algumas exigencias fundamentais com destaque para;
1. O aumento do salário mínimo para 515euros como forma de combater a pobreza e a recessão economica,
2. A recusa em trabalhar sem pagamento. Trabalho extraordinário deve ser pago extraordinariamente;
3. A recusa em perder feriados que consagram valores e tradições culturais do povo português;
4. A recusa em trabalhar mais tempo quando se poderia trabalhar menos com melhor produtividade e equilíbrio social e familiar;
5. A recusa do medo e a falta de liberdade nas empresas
6. A necessidade de operacionalizar a inspeção do trabalho para impedir a vertiginosa degradação das condições de trabalho em muitas empresas
7. A recusa em permitir o despedimento nos termos em que estão propostos;
8. A recusa em diminuir os montantes e tempos do subsídio do desemprego;
A GREVE GERAL é também um grito contra a pobreza e pela liberdade! As políticas de austeridade sem investimento e sem aumento salarial são o caminho para a destruição dos países da zona euro!
É urgente, porém, que as lutas dos trabalhadores portugueses e europeus não sejam em vão!Será necessário construir um compromisso político para disputar o poder a esta direita destruidora dos direitos laborais e da Europa Social!Não basta criticar e lutar para desgastar!É necessário criar alternativas!
Apelamos, assim, a todos os trabalhadore que adiram à greve geral em nome de algumas exigencias fundamentais com destaque para;
1. O aumento do salário mínimo para 515euros como forma de combater a pobreza e a recessão economica,
2. A recusa em trabalhar sem pagamento. Trabalho extraordinário deve ser pago extraordinariamente;
3. A recusa em perder feriados que consagram valores e tradições culturais do povo português;
4. A recusa em trabalhar mais tempo quando se poderia trabalhar menos com melhor produtividade e equilíbrio social e familiar;
5. A recusa do medo e a falta de liberdade nas empresas
6. A necessidade de operacionalizar a inspeção do trabalho para impedir a vertiginosa degradação das condições de trabalho em muitas empresas
7. A recusa em permitir o despedimento nos termos em que estão propostos;
8. A recusa em diminuir os montantes e tempos do subsídio do desemprego;
A GREVE GERAL é também um grito contra a pobreza e pela liberdade! As políticas de austeridade sem investimento e sem aumento salarial são o caminho para a destruição dos países da zona euro!
É urgente, porém, que as lutas dos trabalhadores portugueses e europeus não sejam em vão!Será necessário construir um compromisso político para disputar o poder a esta direita destruidora dos direitos laborais e da Europa Social!Não basta criticar e lutar para desgastar!É necessário criar alternativas!
DIGNIDADE NO TRABALHO! Um desabafo significativo!
M. foi convidada a participar no Encontro promovido pela Comissão para os Assuntos do Trabalho da BASE-FUT que teve lugar no passado dia 10 na Marinha Grande.Por motivos pessoais não pôde participar.Todavia M. trabalhadora num grande grupo empresarial portugues, mandou uma mensagem que publicamos, embora pedindo o anonimato.Destacamos uma parte dessa mensagem:
«....Agradeço que se a minha visão está deturpada perante isto que me digam. Tanta coisa que se vê que não é justa, nem correcta, nestes pequenos reinados das empresas que pertencem ao grupo.
Então, se um coordenador vai fumar de 2 em 2 horas, e demora 20 minutos, entra às 10 h da manha, e sai depois as 19h00 ou 19.30 h, que produtividade têm estes homens com quarenta e poucos anos após um dia de trabalho? E outro que quando chega de manhã, abre o PC no rés - do - chão e sobe ao 1º andar para fazer o aperto de mão e bom dia a todos os gabinetes?
E a procissão do fim do dia, a partir das 18.30, até o gabinete do chefe?
Homens que choram no trabalho!
E o desprezo, e chamo desprezo ao trabalho de pessoas com 35 e mais anos de casa, quando lhes dizem que não há trabalho e tem que ficar na central sem nada para fazer, dias seguidos sem lhes dar qualquer justificação, ou são convidados a sair …… E os vencimentos cortados, porque estão na forma de subsidio, mas só desde de determinado escalão. Há pessoas com as despesas feitas a contar com aquele dinheiro, subsídios que tem 10 e 20 anos no recibo. Homens com 55 anos a chorarem, pela falta de dignidade com que são tratados!
O mau ambiente entre colegas, a dança da cadeira, como costumo dizer …a intriga….
Se tudo isto acontece agora, no futuro será ainda mais grave, penso eu.
O que se passa mais grave é realmente retirar vencimento (subsidio), que conjugado com o aumento dos transportes, implica alguma dificuldade.
O que vai acontecer é uma corrida aos anti-depressivos, para podermos trabalhar sem os nosso princípios que os nossos pais nos deram, já não existem, parece mal… quanto mais sacaneares o outro mais inteligente….
Aquela mentalidade de fazer o trabalho, já não existe….temos de safar a nossa pele, se não é nosso, quem vier que feche a porta, ou então ser o mais profissional possível, para o trabalho ser bem feito, mas, os mais profissionais e correctos, são sempre os que não são reconhecidos …….
Retiram-se vencimentos, mas fazem-se obras desnecessárias de luxo……e compram-se carros topo de gama……para alguns ….
Peço desculpa pelo desabafo, é mesmo a deitar fora, porque considero uma afronta a quem gosta de trabalhar, e ser correcto com o seu colega de trabalho.
Vida familiar e profissional
Já que no programa também refere os idosos, esse é outro grande problema, porque o escalão etário dos 50 anos, tem normalmente um idoso a cargo, e conjugar as idas ao hospital ou ao médico, com os horários de trabalho, não é tarefa fácil.
No meu caso, da parte dos superiores, não tenho razão de queixa, mas da parte dos colegas não foi, nem é, nada agradável, porque o que é usado é a intriga e as conversas de corredor perto dos gabinetes dos chefes. E o tal bullying de que agora é moda falar-se, existe. A nossa formação tem de ser superior a isto e, penso eu não devemos ter medo, mas tudo passa também pela sorte.
Agrava-se porque os apoios sociais são poucos, mesmo sendo os lares de apoio diário numa media de 220 €/mês, para o idoso que não pode estar só em casa, e chega as 17 h, tem de ficar só mais 3 h , ou então será outra despesa pagar a alguém que tome conta .
Quer haja muitos irmãos ou pouco o problema mantém, os nossos horários não estão preparados para estes problemas, trabalhamos longe, ou se era perto mudaram-nos para mais longe de casa. Caso vá para um lar a tempo inteiro, a despesa mensal vai de 700 € até 1000€. E se fica acamado, então piora. Os apoios sociais existentes (Lares) são no sentido do lucro. O idoso pode viver so, mas eles querem o IRS dos filhos. A reforma de 300 € dá para pouco e os ordenado são baixos para suportar essa despesa, isto para um português medio, que passou a classe media baixa com todos os cortes no vencimento.
Espero poder colaborar mais vezes, e estar presente.
Se o que escrevi não servir de nada, não tem importância, mas há muita gente nestas situações.
Não há com quem falar, porque se criou um status de parecer bem.
Já me disseram “ não posso dizer que tenho pouco dinheiro a ninguém….parece que só eu é que estou assim…”, respondi que eu também. Mas o que se passa é aquela mentalidade do ter. Eu respondi, se os tempos são difíceis teremos de ser mais unidos!
lutem sempre....»
«....Agradeço que se a minha visão está deturpada perante isto que me digam. Tanta coisa que se vê que não é justa, nem correcta, nestes pequenos reinados das empresas que pertencem ao grupo.
Então, se um coordenador vai fumar de 2 em 2 horas, e demora 20 minutos, entra às 10 h da manha, e sai depois as 19h00 ou 19.30 h, que produtividade têm estes homens com quarenta e poucos anos após um dia de trabalho? E outro que quando chega de manhã, abre o PC no rés - do - chão e sobe ao 1º andar para fazer o aperto de mão e bom dia a todos os gabinetes?
E a procissão do fim do dia, a partir das 18.30, até o gabinete do chefe?
Homens que choram no trabalho!
E o desprezo, e chamo desprezo ao trabalho de pessoas com 35 e mais anos de casa, quando lhes dizem que não há trabalho e tem que ficar na central sem nada para fazer, dias seguidos sem lhes dar qualquer justificação, ou são convidados a sair …… E os vencimentos cortados, porque estão na forma de subsidio, mas só desde de determinado escalão. Há pessoas com as despesas feitas a contar com aquele dinheiro, subsídios que tem 10 e 20 anos no recibo. Homens com 55 anos a chorarem, pela falta de dignidade com que são tratados!
O mau ambiente entre colegas, a dança da cadeira, como costumo dizer …a intriga….
Se tudo isto acontece agora, no futuro será ainda mais grave, penso eu.
O que se passa mais grave é realmente retirar vencimento (subsidio), que conjugado com o aumento dos transportes, implica alguma dificuldade.
O que vai acontecer é uma corrida aos anti-depressivos, para podermos trabalhar sem os nosso princípios que os nossos pais nos deram, já não existem, parece mal… quanto mais sacaneares o outro mais inteligente….
Aquela mentalidade de fazer o trabalho, já não existe….temos de safar a nossa pele, se não é nosso, quem vier que feche a porta, ou então ser o mais profissional possível, para o trabalho ser bem feito, mas, os mais profissionais e correctos, são sempre os que não são reconhecidos …….
Retiram-se vencimentos, mas fazem-se obras desnecessárias de luxo……e compram-se carros topo de gama……para alguns ….
Peço desculpa pelo desabafo, é mesmo a deitar fora, porque considero uma afronta a quem gosta de trabalhar, e ser correcto com o seu colega de trabalho.
Vida familiar e profissional
Já que no programa também refere os idosos, esse é outro grande problema, porque o escalão etário dos 50 anos, tem normalmente um idoso a cargo, e conjugar as idas ao hospital ou ao médico, com os horários de trabalho, não é tarefa fácil.
No meu caso, da parte dos superiores, não tenho razão de queixa, mas da parte dos colegas não foi, nem é, nada agradável, porque o que é usado é a intriga e as conversas de corredor perto dos gabinetes dos chefes. E o tal bullying de que agora é moda falar-se, existe. A nossa formação tem de ser superior a isto e, penso eu não devemos ter medo, mas tudo passa também pela sorte.
Agrava-se porque os apoios sociais são poucos, mesmo sendo os lares de apoio diário numa media de 220 €/mês, para o idoso que não pode estar só em casa, e chega as 17 h, tem de ficar só mais 3 h , ou então será outra despesa pagar a alguém que tome conta .
Quer haja muitos irmãos ou pouco o problema mantém, os nossos horários não estão preparados para estes problemas, trabalhamos longe, ou se era perto mudaram-nos para mais longe de casa. Caso vá para um lar a tempo inteiro, a despesa mensal vai de 700 € até 1000€. E se fica acamado, então piora. Os apoios sociais existentes (Lares) são no sentido do lucro. O idoso pode viver so, mas eles querem o IRS dos filhos. A reforma de 300 € dá para pouco e os ordenado são baixos para suportar essa despesa, isto para um português medio, que passou a classe media baixa com todos os cortes no vencimento.
Espero poder colaborar mais vezes, e estar presente.
Se o que escrevi não servir de nada, não tem importância, mas há muita gente nestas situações.
Não há com quem falar, porque se criou um status de parecer bem.
Já me disseram “ não posso dizer que tenho pouco dinheiro a ninguém….parece que só eu é que estou assim…”, respondi que eu também. Mas o que se passa é aquela mentalidade do ter. Eu respondi, se os tempos são difíceis teremos de ser mais unidos!
lutem sempre....»
JOVENS E SINDICALISMO!
Nas décadas de 70, 80 a adesão ao sindicalismo era uma necessidade inerente ao clima laboral da época. Presentemente verifica-se um desinteresse crescente pelo sindicalismo.
Na senda da precarização do trabalho, os jovens mostram receio de aderir aos sindicatos. São vários os motivos para esta não aderência.
Em primeiro temos o receio que a entidade patronal saiba que é sindicalizado(a), e que daí infira que é um trabalhador(a) que gosta de revindicar, logo que irá trazer problemas para a empresa, mesmo que este seja um trabalhador(a) precário(a). A cada vez maior falta de emprego leva os jovens a aceitarem um emprego com baixas remunerações e baixas condições de trabalho, ou seja, o que interessa é aceitar um trabalho a qualquer preço.
Em segundo, a desacreditação nos sindicatos. Os jovens trabalhadores (as) de hoje não acreditam que os sindicatos resolvam os seus problemas. São cada vez mais e mais frequentes as noticias de que num confronto empresa/sindicato, as empresas ganham as causas, e os trabalhadores (as) são prejudicados (as), na sua posição na empresa ou na perca do seu posto de trabalho. Do seu ponto de vista os sindicatos não se modernizaram, e não estão capacitados para resolver os seus problemas. Sentindo que lhes sai mais vantajoso, numa situação de conflito, contratarem um advogado(a) pelos seus próprios meios.
Em terceiro a partidarização sindical. Os jovens têm a ideia de que os sindicatos se encontram ligados a alguns partidos políticos ou são de uma tendência partidária. Logo não lhes convêm serem conectados com qualquer destas situações.
No clima laboral actual, surge o(a) trabalhador(a) clean, os seja aquele(a) que não se encontra ligado(a) a partidos politico, nem a sindicatos, não fuma e não bebe, ou seja é aquele(a) que tem mais possibilidades de ter/manter o seu posto de trabalho.
Alguns factores que contribuem para a não participação nos sindicatos:
• Individualismo (
• Competitividade entre trabalhadores (A progressão na carreira
• Medo (medo de ser despedido, ou de não lhe renovarem o contrato)
• Eminência do desemprego (com o aumento da taxa de desemprego e o encerramento quase diário de postos de trabalho)
• Partidarização dos sindicatos
• Falta de credibilidade de alguns dirigentes
• Factor económico (muitas pessoas não suportam
• Falta de solidariedade
Jorge Santana, sindicalista e membro da Comissão de Trabalhadores da REPSOL (Sines)
Ver ainda Elísio Estanque
Na senda da precarização do trabalho, os jovens mostram receio de aderir aos sindicatos. São vários os motivos para esta não aderência.
Em primeiro temos o receio que a entidade patronal saiba que é sindicalizado(a), e que daí infira que é um trabalhador(a) que gosta de revindicar, logo que irá trazer problemas para a empresa, mesmo que este seja um trabalhador(a) precário(a). A cada vez maior falta de emprego leva os jovens a aceitarem um emprego com baixas remunerações e baixas condições de trabalho, ou seja, o que interessa é aceitar um trabalho a qualquer preço.
Em segundo, a desacreditação nos sindicatos. Os jovens trabalhadores (as) de hoje não acreditam que os sindicatos resolvam os seus problemas. São cada vez mais e mais frequentes as noticias de que num confronto empresa/sindicato, as empresas ganham as causas, e os trabalhadores (as) são prejudicados (as), na sua posição na empresa ou na perca do seu posto de trabalho. Do seu ponto de vista os sindicatos não se modernizaram, e não estão capacitados para resolver os seus problemas. Sentindo que lhes sai mais vantajoso, numa situação de conflito, contratarem um advogado(a) pelos seus próprios meios.
Em terceiro a partidarização sindical. Os jovens têm a ideia de que os sindicatos se encontram ligados a alguns partidos políticos ou são de uma tendência partidária. Logo não lhes convêm serem conectados com qualquer destas situações.
No clima laboral actual, surge o(a) trabalhador(a) clean, os seja aquele(a) que não se encontra ligado(a) a partidos politico, nem a sindicatos, não fuma e não bebe, ou seja é aquele(a) que tem mais possibilidades de ter/manter o seu posto de trabalho.
Alguns factores que contribuem para a não participação nos sindicatos:
• Individualismo (
• Competitividade entre trabalhadores (A progressão na carreira
• Medo (medo de ser despedido, ou de não lhe renovarem o contrato)
• Eminência do desemprego (com o aumento da taxa de desemprego e o encerramento quase diário de postos de trabalho)
• Partidarização dos sindicatos
• Falta de credibilidade de alguns dirigentes
• Factor económico (muitas pessoas não suportam
• Falta de solidariedade
Jorge Santana, sindicalista e membro da Comissão de Trabalhadores da REPSOL (Sines)
Ver ainda Elísio Estanque
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