A BASE-FUT do Porto vai comemorar o 38º aniversário da Revolução de Abril de 1974.É urgente fazer acontecer Abril -diz o convite aos militantes e amigos, pedindo para se reunirem na noite de 24 na sede e celebrarem com poesia e lanche comum , terminando na Avenida dos Aliados, com o outro povo da cidade que tradicionalmente se junta naquel local emblemático do Porto para comemorar a Revolução!
A BASE-FUT nasceu em Novembro de 1974 na Costa de Caparica tendo a sua origem na ação dos militantes operários cristãos, uma facção dos quais já estava há muito tempo em ruptura com a ditadura!
Entre o seu ideário a BASE caracterizou-se por defender o sindicalismo de base e autónomo e uma sociedade autogestionária!
É PRECISO DINAMIZAR O SINDICALISMO!(II)
No inicio da era industrial uma nova economia nasceu e abriu de forma revolucionária uma nova necessidade a de os trabalhadores se organizarem colectiva e reivindicativa ao darem em seu nome poder de representação aos Sindicatos e participarem com direito á greve e á regulação das leis laborais. Foi através de formas pacificas e participadas mas também com lutas que foram conquistados quase todos os principais direitos que hoje estão em causa, destacando-se o tempo do trabalho como a principal medida de referência para pagamento do salário e para o direito ao lazer. O tempo é a própria vida do trabalhador que dedica o seu esforço aquilo que produz e é normalmente por isso que é pago.
Os Sindicatos precisam de ser eficazes, proponentes e exigir o trabalho digno em matérias laborais e quando confrontados com situações de aumentos brutais dos impostos sobre o trabalho e o consumo, despedimentos, cortes nas pensões e subsídios de Natal e Férias, na redução dos salários e nos subsídios, por todas as formas directas e indirectas, como são os casos de aumentos salariais congelados e os horários injustos não remunerados.
Sindicatos devem ser autónomos!
Os Sindicatos devem ser autónomos e depender só dos trabalhadores seus associados e para isso precisa de representação forte, grande capacidade de negociação e de organização dentro dos locais de trabalho, nas empresas, no local geográfico, nacional e internacional.
O Sindicato deve ser próximo. É por tudo isto que os Sindicatos são organizações imprescindíveis e a crise que os afecta precisa de respostas que não devem ser de simples critica ás suas dificuldades. De há muito que se sabe que tudo tem de passar pelo cooperação entre movimentos Sindicais e outros da Sociedade Civil como hoje se diz. É fundamental estabelecer os princípios da solidariedade e da unidade entre todos os trabalhadores, sem esquecer os imigrantes que devem ser enquadrados com os restantes trabalhadores.
O Sindicato deve ser democrático e participativo com mecanismos que fomentem a participação e as mudanças de práticas dando lugar aos mais jovens sindicalistas e proporcionar uma boa formação, serem atractivos na comunicação e transparentes na acção e na unidade.
O Sindicato tem de ser lutador e mobilizador e isso impõe a grande participação dos trabalhadores nas decisões das lutas para isso devem ser sempre ouvidos em primeira mão.
O Sindicato deve fazer alianças e parcerias para isso deve ter uma ligação estreita com outros movimentos e organizações da sociedade, como sejam o movimento de trabalhadores precários, desempregados, organizações de âmbito local, cooperativas, organizações da área da economia social, associações, movimentos de defesa dos consumidores, do meio ambiente e dos utentes
Sindicatos existem para defender os interesses dos trabalhadores
Neste momento em que vivemos há quem afirme e pense que os Sindicatos são um factor de conflitos mas esquecem que ainda vivemos numa sociedade de classes. Para esses os sindicatos deveriam ser organizações enquadradas para servir os superiores interesses das empresas esquecendo o dos trabalhadores.
Os sindicatos não são agentes de irresponsáveis, eles fazem falta á democracia e ao equilíbrio da sociedade de forma justa, protegendo os mais fracos e apoiando o desenvolvimento sustentado, apesar de poder haver lutas e contradições entre várias correntes e sensibilidades sindicais. Todos, á sua maneira, estão a contribuir positivamente para se encontrarem as melhores soluções. É preciso acreditar nos Sindicatos o futuro. Estes, devem de apostar mais na informação e formação dos próprios trabalhadores e dos seus dirigentes. Os sindicatos nunca devem esquecer a procura de uma sociedade nova com melhor distribuição da riqueza criada de forma justa e para todos. É preciso combater as assimetrias, regalias e direitos injustos, a exclusão social e todas as descriminações.
Fomentar o enquadramento democrático da economia de forma sustentável, que aproxime as pessoas e melhore as relações de trabalho. Sucintamente, lutar por Sindicatos activos, democráticos, unitários e por empregos dignos com direitos para todos e com uma maior participação activa e democrática .
João Lourenço, sindicalista
PORTO: BASE-FUT DEBATE CONGRESSO!
A BASE-FUT do Porto vai realizar uma reunião geral no próximo dia 14 para preprar o Congresso da Organização que terá lugar a 16 / 17 do prximo mês de Junho em Coimbra!
No convite pode ler-se: «Somos neste momento convidados a fazer uma reflexão mais aprofundada sobre a sociedade actual, o país em que vivemos, a organização que somos e a encontrar caminhos para o futuro.
Numa época em que nos apontam apenas o caminho do abismo e da inevitabilidade,temos que ser capazes de encarar a realidade e tecermos nós os nossos próprios destinos.
Para os basistas do Porto há que encontrar novos rumos para a nossa sociedade e criar novas dinamicas para a própria BASE-FUT.
A reunião vai ter lugar na sede regional, Rua Passos Manuel, 209, no Porto.
No convite pode ler-se: «Somos neste momento convidados a fazer uma reflexão mais aprofundada sobre a sociedade actual, o país em que vivemos, a organização que somos e a encontrar caminhos para o futuro.
Numa época em que nos apontam apenas o caminho do abismo e da inevitabilidade,temos que ser capazes de encarar a realidade e tecermos nós os nossos próprios destinos.
Para os basistas do Porto há que encontrar novos rumos para a nossa sociedade e criar novas dinamicas para a própria BASE-FUT.
A reunião vai ter lugar na sede regional, Rua Passos Manuel, 209, no Porto.
ESTÁGIOS PROFISSIONAIS:exploração e roubo ao Estado?
Um Técnico do IEFP decidiu fazer uma breve reflexão sobre os estágios curriculares e profissionais.É o fruto da sua experiencia do dia a dia.Um Portugal bem real onde a exploração da juventude trabalhadora é uma realidade e o engano como modo de vida!Temos um Estado livre e democratico?Então porque será que as pessoas receiam represálias po falar dos problemas?
Estágios Curriculares
Consideram-se Estágios Curriculares todos os que constam do plano de curso do candidato, assumindo um carácter obrigatório para a sua conclusão e ingresso na ordem.
Estes estágios têm uma duração variável, de acordo com o estabelecido curricularmente (normalmente entre 3 e 6 meses).
No final do Estágio, o Estagiário tem dois meses para apresentar o relatório das atividades desenvolvidas. O relatório deve ser organizado de forma clara e sistemática, procurando descrever o percurso de formação do candidato, com ênfase para os elementos da sua integração no mundo profissional, e os elementos relevantes do trabalho específico realizado.
O Orientador deve ter um mínimo de cinco anos de exercício profissional e de inscrição na Ordem, pertencer à mesma Especialidade, e não pode ter no seu registo disciplinar qualquer pena superior à Advertência.
Existem entidades que recebem Estagiários ao longo de todo o ano, colocando como requisitos recomendados “viatura própria, computador portátil” isto é nem fornecem os meios para os Estagiários exercerem a profissão.
É tudo gratuito para a entidade, fica tudo por conta do Estagiário.
Os Estagiários para além das despesas inerentes ao trabalho terão ainda que, suportar as deslocações da sua residência habitual para o local do Estágio, as despesas de alojamento e de refeição nesse mesmo local.
No final da inscrição na ordem, o Licenciado torna-se mais um número de uma lista enorme, torna-se mais um contribuinte para a ordem.
Mas será que essa ordem ajuda os seus profissionais? Nem sempre as ordens trabalham para a credibilização dos seus profissionais ou ajudam os seus profissionais na integração no mercado de trabalho. A esse nível são esquecidos mas não o são enquanto contribuintes.
Estágio Profissional
Trata-se de um programa do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP, tem a duração de 9 meses não prorrogáveis, para pessoas até aos 30 anos (inclusive), com nível de qualificação 4 ou superior, e pessoas desempregadas à procura de novo emprego, com idade superior aos 30 anos e nível de qualificação 2 ou superior, obtido há menos de 3 anos, tendo em vista promover a inserção dos jovens ou a reconversão profissional de desempregados.
Estes Estágios são remunerados em função do nível de qualificação, usufruindo de uma bolsa de formação que pode ir dos 419,22 Euros, para os detentores do nível de qualificação 2, até aos 671,71 Euros para os detentores do nível de qualificação 6,7 ou 8. Sendo que o Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP, comparticipa com uma percentagem deste valor em função da dimensão da entidade, podendo ir dos 40% até aos 75%, ficando o restante valor a cargo da entidade.
Acrescendo a esta bolsa temos o subsídio de refeição no valor correspondente ao atribuído à generalidade dos trabalhadores da entidade promotora ou na sua ausência equiparado ao dos trabalhadores em funções públicas ou fornecido pela entidade sob forma de géneros alimentares em cantinas. Este valor é comparticipado na íntegra pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP.
O valor do Seguro de Acidentes de Trabalho também é integralmente comparticipado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP.
Nestes Estágios o Estagiário presta um serviço e é remunerado por ele. Com o aumentar da crise económica da população em geral, prolifera a utilização deste programa do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP, para a realização dos Estágios curriculares para as diferentes Ordens.
Trata-se de uma ilegalidade referido no Regulamento Específico do programa no entanto, é cada vez mais utilizado pelos recém licenciados com a conivência das entidades receptoras destes.
Situação mais gravosa, é o facto de muitas entidades “acordarem” com os Estagiários o valor a receber isto é, acordam que lhes pagam um valor de montante igual ao financiado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP. Deste modo o custo para as entidades é de zero euros.
Trata-se de uma irregularidade realizada pelas nossas entidades com a conivência dos estagiários.
Por um lado, temos uma entidade sem recursos financeiros para efetuar novas admissões de pessoal, por outro lado, recém licenciados que necessitam da realização dos estágios curriculares para as ordens. Trata-se de uma relação em que ambos ganham, sendo que a única entidade lesada será o estado português através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP.
MX. Técnico do IEFP
A CRISE COLOCA A PRODUTIVIDADE À FRENTE DAS PESSOAS!
A Equipa Executiva Nacional da LOC/MTC considera que a atual crise «coloca a produtividade á frente das pessoas«!
Nas conclusões finais dos Encontros de formação aquele órgão dos trabalhadores cristãos pode ler-se:
..«Constatamos que uma grande parte das famílias está afetada pelo desemprego de um ou mais elementos do seu agregado; que há trabalhadores, com contratos efetivos, que são pressionados pela entidade patronal a rescindir esses vínculos laborais, indo para o desemprego ou então aceitando um novo contrato mais precário; que nas muitas novas ofertas de emprego sobressaem a baixa remuneração e nenhuma para o tempo à experiência na empresa; que são cada vez mais os empregos por tempos muito curtos e com horários incertos; que há empregadores que coagem os desempregados a trabalhar na ilegalidade fiscal, sem quaisquer direitos para os trabalhadores e sem custos para a entidade patronal; que o trabalho já não permite a independência económica e muito menos a realização humana, porque descartam-se sem compaixão os trabalhadores. »LER
Nas conclusões finais dos Encontros de formação aquele órgão dos trabalhadores cristãos pode ler-se:
..«Constatamos que uma grande parte das famílias está afetada pelo desemprego de um ou mais elementos do seu agregado; que há trabalhadores, com contratos efetivos, que são pressionados pela entidade patronal a rescindir esses vínculos laborais, indo para o desemprego ou então aceitando um novo contrato mais precário; que nas muitas novas ofertas de emprego sobressaem a baixa remuneração e nenhuma para o tempo à experiência na empresa; que são cada vez mais os empregos por tempos muito curtos e com horários incertos; que há empregadores que coagem os desempregados a trabalhar na ilegalidade fiscal, sem quaisquer direitos para os trabalhadores e sem custos para a entidade patronal; que o trabalho já não permite a independência económica e muito menos a realização humana, porque descartam-se sem compaixão os trabalhadores. »LER
UM POEMA PARA LEMBRAR1962
Rui Namorado, Professor da Universidade de Coimbra, lembra num poema muito bonito, e agora publicado no seu blogue ,a crise académica e social de 1962, que teve intensidade particular em Coimbra!«Agora que os morcegos regressaram não esperem de nós que nos deitemos numa cama de medo e saudade»-diz o poema!
Eram de frio as botas do poder,
dentes podres de um medo mergulhado
no simples respirar de cada dia.
Os sacerdotes negros do destino
eram sombras de inverno repetidas,
num abismo sem cor e sem limites.
Mas o vento da história regressou
e o cão foi arrancado do poder,
sem ter sequer a honra do vencido.
Nós fomos breve grão de liberdade,
ali tão rudemente semeado,
num gesto sem temor e sem amparo.
Abril foi então desembainhado
e a colheita nasceu em todos nós,
flor de audácia, gestos de ousadia.
Agora que os morcegos regressaram,
não esperem de nós que nos deitemos
numa cama de medo e de saudade.
Estamos ainda aqui de ideias limpas,
peregrinos que não perdem a memória,
viajantes no tempo que há de vir.
[Rui Namorado]
Eram de frio as botas do poder,
dentes podres de um medo mergulhado
no simples respirar de cada dia.
Os sacerdotes negros do destino
eram sombras de inverno repetidas,
num abismo sem cor e sem limites.
Mas o vento da história regressou
e o cão foi arrancado do poder,
sem ter sequer a honra do vencido.
Nós fomos breve grão de liberdade,
ali tão rudemente semeado,
num gesto sem temor e sem amparo.
Abril foi então desembainhado
e a colheita nasceu em todos nós,
flor de audácia, gestos de ousadia.
Agora que os morcegos regressaram,
não esperem de nós que nos deitemos
numa cama de medo e de saudade.
Estamos ainda aqui de ideias limpas,
peregrinos que não perdem a memória,
viajantes no tempo que há de vir.
[Rui Namorado]
SINDICATOS EUROPEUS RECUSAM NOVO TRATADO!|
A Secretária Geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES) opõe-se claramente ao novo Trtado aprovado na última cimeira europeia.
É um tratado para prolongar a austeridade- diz Bernardette Ségol- reafirmando que a Europa deve crescer e ter uma estratégia para o emprego!
Sabemos que em Portugal o novo tratado foi logo adoptado pelo Governo com reticencias ou recusas dos outros partidos á esquerda!
O Tratado que quer impôr a partir de Bruxelas regras extremamente rigorosas no que respeita aos tetos do deficit não se preocupa assim tanto com o desemprego ou com o dumpingo social !VER
É um tratado para prolongar a austeridade- diz Bernardette Ségol- reafirmando que a Europa deve crescer e ter uma estratégia para o emprego!
Sabemos que em Portugal o novo tratado foi logo adoptado pelo Governo com reticencias ou recusas dos outros partidos á esquerda!
O Tratado que quer impôr a partir de Bruxelas regras extremamente rigorosas no que respeita aos tetos do deficit não se preocupa assim tanto com o desemprego ou com o dumpingo social !VER
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