REUNIÃO EM LISBOA DA BASE-FUT COM USO!

Nos dias 5 e 6 de março uma delegação da Unión Sindical Obrera (USO) visita Portugal para uma reunião com a Direção da BASE-FUT. A delegação da USO é constituída pelo seu secretário - geral Júlio Salazar, por Joaquim da Silva e Sara Garcia dirigentes confederais.A cooperação entre as duas organizações e a formação constituem os pontos principais da agenda de trabalho.
As relações entre a BASE-FUT e a USO remontam à década de 70 do século passado em que ambos os países viviam em ditadura.A USO é a terceira central sindical da vizinha Espanha e tem uma perspectiva reivindicativa e autónoma, sendo filiada na CES.

MELHORAR SEGURANÇA E SAÚDE DOS TRABALHADORES!

A rede europeia EZA, uma constelação de centros de formação de trabalhadores de inspiração cristã, avançou com cinco seminários internacionais sobre segurança e saúde no trabalho para 2015, tendo como tema geral os novos desafios nesta área sócio laboral. Os projetos são da iniciativa de organizações de trabalhadores da Dinamarca, Lituânia, Alemanha, Hungria e Macedónia e mostram como, nos anos recentes, esta temática, tal como na CES, tem vindo a ganhar peso nos projetos do EZA financiados pela Comissão Europeia. Hoje e amanhã decorre uma reunião de coordenação em Copenhaga, Dinamarca, com a participação de Ricardo Boto da Direção do Centro de Formação e Tempos Livres (CFTL) que tem a cargo a coordenação destes projetos europeus.O CFTL é o centro de formação da BASE-FUT.

FORMAÇÃO SINDICAL!

Decorre no próximo sábado, dia 28 de fevereiro, na sede nacional da BASE-FUT, em Lisboa, a segunda
sessão de formação sindical 2015.As correntes sindicais em Portugal, o diálogo social europeu e nacional e o papel da inspeção do trabalho são os principais temas desta ação de formação. Os formandos são na sua maioria quadros técnicos do serviço social a desempenharem funções em autarquias ou instituições de solidariedade social e membros do Sindicato Nacional dos Assistentes Sociais (SNAS).

DESEMPREGO JOVEM EM PORTUGAL!

De acordo com os últimos dados do INE, a taxa de desemprego (oficial) dos jovens entre 15 e 24 anos atingiu os 34,8% em 2014 e os 15,5% entre os 25 e os 34 anos. A taxa média do país (média de todas asidades foi 13,9%). Em 2011, ano em que este governo tomou posse, estas taxas eram, respectivamente, 30,3%, 14,1% e 12,7%
Estas percentagens correspondiam a 131,4 mil jovens desempregados até aos 25 anos e 173, 7 mil entre os 25 e os 34 anos, num total de 305,1 mil de jovens desempregados entre os 15 e os 34 anos.
A este número há que juntar os 101,1 mil desencorajados, os 84,6 mil subempregados a tempo parcial, os 12,2 mil inactivos que procuram emprego mas não estão disponíveis para trabalhar.
Assim, o número real de jovens desempregados e subocupados entre os 15 e os 34 anos no nosso país é de 502,9 milhares, o que corresponde a uma taxa real de desemprego e subocupação de 31,2% entre os 15 e os 34 anos (sendo de 51,6% até aos 25 anos e 23,4% entre os 25 e os 34 anos).
Há também vários milhares de jovens desempregados abrangidos por contratos emprego-inserção e estágios em promovidos pelo IEFP que o INE conta como empregados, mas que na realidade estão a ser usados pelo Governo e pelas empresas para impedir a criação de emprego estável e com salários dignos.
Desde que este governo tomou posse que a situação do emprego se vem degradando. Os poucos empregos criados mais recentemente não são suficientes para esconder que emprego caiu 240,6 milhares relativamente a 2011, quebra que atingiu quer a agricultura e pescas (- 95 milhares) quer a indústria, construção, energia e água (-199,4 milhares) e atingiu sobretudo os mais jovens (mais de 213 mil empregos destruídos neste período entre os jovens dos 15 aos 34 anos, ou seja, 87% do total).
Estes números só não são mais elevados devido ao aumento da emigração que atingiu mais de 400 mil trabalhadores entre 2011 e 2014 (na sua maioria jovens até aos 35 anos), uma estimativa que peca por defeito e porque muitos milhares de desempregados passaram à inactividade.
A precariedade manteve-se num nível muito elevado, embora estes dados só estimem 774,5 mil contratos não permanentes, correspondendo a 21,4% dos trabalhadores por conta de outrem e afectando sobretudo os mais jovens. Segundo estes dados, em 2014 63% dos jovens até aos 25 anos tinham contratos não permanentes e a percentagem era de 31,5% entre os 25 e os 34 anos.(Fonte CGTP)


SINDICATOS EUROPEUS QUEREM OUTRA POLÍTICA DE SAÚDE DOS TRABALHADORES!

Em resolução de 2/3 de dezembro passado do seu Comité Executivo, a Confederação Europeia dos
Sindicatos reconhece que são necessários maiores esforços na Europa no capítulo da segurança e saúde dos trabalhadores.
 Considera a Confederação Europeia inclusivamente que o quadro estratégico 2014-2020 da Comissão não tem por objetivo uma melhor proteção dos trabalhadores contra os acidentes de trabalho e doenças profissionais, mas procura antes desmantelar a legislação europeia para resolver a crise económica sem propor qualquer medida concreta. A CES manifesta assim grandes inquietações face á degradação das condições de trabalho e às desigualdades crescentes nesta matéria no interior de cada estado membro.

Os sindicatos europeus apelam assim á nova Comissão para construir uma verdadeira política que proteja a vida e a saúde dos trabalhadores europeus. VER

PROTEÇÃO SOCIAL E TERCEIRO SETOR EM PORTUGAL!

O Observatório sobre Crises e Alternativas do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra vem por este meio convidar V. Exca. a estar presente no debate Proteção social e Terceiro Setor: Que modelo queremos para Portugal? que realizaremos partindo do  próximo Caderno do Observatório, a publicar em fevereiro,  da autoria de Cláudia Joaquim (Economista). No debate a autora apresentará o estudo, seguindo-se uma discussão/reflexão com Eugénio Fonseca (Presidente da Cáritas Portuguesa) e Pedro Adão e Silva (Sociólogo). O encontro será moderado por Manuel Carvalho da Silva (Observatório sobre Crises e Alternativas/CES), e terá lugar no dia 26 de fevereiro de 2015, às 18h00, no Auditório CIUL (Picoas Plaza, Rua do Viriato, 13E, Lisboa).
Certos do interesse da iniciativa, subscrevemo-nos apelando à V. presença e divulgação por potenciais interessados/as.
Com os melhores cumprimentos,
Manuel Carvalho da Silva
Coordenador| Observatório sobre Crises e Alternativas| CES

Mais informações em: ces.uc.pt/eventos | observatoriocrises@ces.uc.pt | 216012848

PAPEL DOS JOVENS NO MUNDO!

«…Em 2011, o mundo presenciou um aumento significativo de movimentos de protesto

político e social de jovens em todo o mundo, com os jovens reclamando por
"empregos, liberdade e justiça social". As queixas dos jovens relativas às taxas de
desemprego elevadas e a um regime autoritário na Tunísia constituíram uma das maiores
faíscas da primavera árabe em 2011. Os jovens também foram proeminentes na
ocupação da Praça Tahrir, no Cairo, que precipitou a queda do regime no Egito. A falta
de oportunidades de trabalho produtivo, juntamente com as aspirações de liberdade
política, justiça social e um melhor futuro económico, foram fatores importantes que
alimentaram os protestos. Em ambos os casos a mobilização inicial e a organização
posterior do movimento apoiaram-se fortemente na utilização da Internet e redes sociais,
evidenciando o envolvimento significativo dos jovens.
3. O espírito de protesto dos jovens teve de imediato repercussão em vários países
industrializados mais afetados pela crise económica. Em Espanha, o movimento dos
indignados e a ocupação da praça Puerta del Sol em Madrid, mobilizou os jovens em
todo o país, em protesto contra a gestão da crise económica pelo establishment político
a que se seguiu um aumento catastrófico do desemprego jovem. Uma das reivindicações
centrais do movimento dizia respeito à necessidade de formas mais participativas
de democracia, refletindo o sentimento da geração mais jovem de marginalização e
exclusão económica e social. O movimento logo se espalhou a outros países europeus,
nomeadamente, à Grécia, onde os protestos foram inicialmente dirigidos contra o programa
de austeridade.
4. Em setembro de 2011, o mesmo espírito espalhou-se aos Estados Unidos, na
forma de movimento “Occupy Wall Street”. Centrado na ocupação da Praça Zucotti
perto de Wall Street na cidade de Nova Iorque, o alvo principal do protesto foram as
instituições financeiras cuja ganância e irresponsabilidade foram vistas como tendo
desencadeado a crise financeira global em 2008. Mas a maior reivindicação subjacente
foi para a reforma de um sistema económico e político que estava a criar desigualdades
extremas de riqueza e rendimento a prroteger os interesses dos muito ricos – ou seja 1
por cento da população - em detrimento da grande maioria da população – ou seja 99
por cento. Os protestos logo se espalharam a partir de Nova Iorque a outras grandes
cidades americanas.
5. Manifestações similares lideradas por jovens contra a injustiça económica surgiram,
entre outros países, em Israel e no Chile. No Chile, estudantes universitários e
do ensino secundário têm estado envolvidos num vasto movimento de protesto contra
as desigualdades sociais de um sistema de educação essencialmente privado e voltado
para o lucro, em vez de para a igualdade de oportunidades. Na mesma linha, houve
protestos estudantis em massa no Reino Unido contra o triplicar das propinas universitárias,
uma vez que o Governo fez grandes cortes no orçamento do ensino superior.
Estes protestos de jovens, que vão desde o movimento dos indignados aos "Occupy
Wall Street", " Occupy All Streets" e " Occupy Together" tiveram lugar em mais de
1.000 cidades e 82 países no outono de 2011.
6. Seria um erro caracterizar todos estes movimentos como uma reação dos jovens
no mundo inteiro para a falta de oportunidades de emprego, uma vez que existem diferenças
significativas nas circunstâncias específicas nacionais que deram origem aos
protestos. Por exemplo, a procura de um regime democrático teve um papel muito importante
na primavera árabe, embora esse aspeto não estivesse no centro dos protestos
nas democracias ocidentais. No entanto, é claro que as frustrações dos jovens sobre a
falta de oportunidades de emprego e as suas angústias profundas quanto às perspetivas
da sua vida futura se destacaram entre os fatores que estimularam a onda de protestos
dos jovens em todo o mundo, amplamente expressas e espalhadas pela Internet e as

redes sociais. As suas preocupações são claras: O que vou eu fazer? Qual vai ser o meu futuro?...» Relatório para Conferencia Internacional do Trabalho 2012