VAL0RIZAR O SINDICALISM0 É VAL0RIZAR O TRABALH0!

A atual sociedade de hiper consumo, competitiva e depressiva, onde o mercado comanda a vida, o trabalho da maioria das pessoas é altamente desvalorizado!Os detentores do capital há muito que definiram uma estratégia de desvalorização do trabalho para manter os salários baixos, conter as reivindicações dos trabalhadores e acumular a riqueza e o poder numa minoria.
Nesta estratégia de desvalorização do trabalho, o ataque às organizações de trabalhadores é uma pedra angular, ou seja, um elemento chave da mesma.Assim a desvalorização sindical e o enfraquecimento dos sindicatos é componente essencial da desvalorização do trabalho e do aumento da exploração dos trabalhadores!
0ra esta constatação deve fazer pensar quem quer valorizar o trabalho, quem luta pelo trabalho digno!Há gente militante e até organizações sociais e políticas que podem contribuir para a desvalorização do trabalho desvalorizando os sindicatos ou sendo tão críticos dos mesmos!Uns, porque muito radicais nas suas opções, consideram que os sindicatos fazem parte do sistema de exploração, são reformistas e são uma ilusão para os trabalhadores, outros consideram que os sindicatos são dominados pelos partidos, ou pelos partidos que não o deles,e portanto também os desvalorizam!0utros ainda consideram que não precisam do sindicato para nada pois safam-se muito bem sozinhos!
Podemos assim verificar que a desvalorização sindical não é apenas uma atitude dos conservadores e individualistas.Há bastante gente de esquerda que entra nesta armadilha de dispensar os sindicatos!

0ra, a crítica às organizações de trabalhadores, nomeadamente às suas práticas não democráticas e sectárias ou ás suas reivindicações e estratégias é saudável mesmo quando injustas!Mas criticar é responsabilizar,ou seja, a minha crítica apenas tem sentido completo quando eu procuro soluções, faço um combate no terreno para que as coisas melhorem! 0 facto de que a orientação sindical não seja a que mais me agrada segundo as minhas convicções não me coloca numa posição de desvalorização permanente ou de alheamento.
Há que afirmar, criticamente, o valor intrinseco e fundamental das organizações dos trabalhadores como instrumento essencial para a distribuição da riqueza, promoção e emancipação dos mesmos!Sem organizações de trabalhadores fortes não existe uma verdadeira democracia!
Até ao momento não foram criadas melhores organizações dos trabalhadores!Os sindicatos são a maior organização social do mundo apesar das suas grandes limitações!Sem elas o mundo seria muito mais injusto e penoso para quem trabalha!São muitos os estudos, nomeadamente da OIT a demonstrar esta realidade!
Informação laboral

PASSEIO CULTURAL!



Companheiro/a 

Com os dias lindos de Maio, assim o esperamos, vimos propor-te um PASSEIO A MONTEMOR-O-NOVO.
 É bom passear – conhecer pessoas e locais novos – conviver! A nossa proposta é a seguinte:

 09:00 Partida de Sete Rios (em frente ao Jardim Zoológico)

10:30 Chegada a Montemor-o-Novo Café/mercado/contacto com a Rede da Cidadania de Montemor Almoço Livre 

14:30 Visita guiada ao Castelo e ao Centro interpretativo do Castelo

 16:00 Encontro com a Cooperativa MINGA Visita à Loja/conversa com dirigentes da Cooperativa/troca de experiências

 18:00 Partida de Montemor 

19:30 Chegada a Lisboa Que te parece? 

A DATA PROPOSTA É SÁBADO, DIA 20 DE MAIO. O PREÇO É – 15 EUROS/PESSOA Este valor inclui a viagem no autocarro e a visita guiada ao Castelo. Pedimos-te que te inscrevas até ao dia 5 de Maio. Poderás fazê-lo pelo telefone 218 120 720, tem gravador. Esperando ir ao encontro dos teus interesses, abraça-te com amizade Maria Manuela Varela Coordenadora Regional de Lisboa e Vale do Tejo da BASE-FUT.

AFINAL O QUE É A BASE-FUT?

Com frequência as pessoas perguntam:afinal o que é a BASE-FUT?Não é um partido político nem um sindicato dizemos.Também não é uma organização não governamental típica!
Claro que é uma associação política muito especial cujo coração é o trabalho digno e a promoção e emancipação dos trabalhadores!Uma plataforma de animadores sociais, de gente ligada à atividade sindical, social e cultural!Sim!Mas qual a sua filosofia e ideias fundamentais?Quais os valores que defende e utopias que procura?
Um valor fundamental é, de facto, a luta pelo trabalho digno, ou seja, um trabalho com direitos e deveres com destaque para o direito a uma remuneração justa, tempo de descanso e vida social e familiar,bem como direito à livre organização e ação sindical.Direito à dignidade e participação social , económica e política!
Um objetivo importante é a promoção de uma economia ao serviço das pessoas,sustentável sob ponto de vista social e ambiental, de supremacia do trabalho sobre o capital!
Uma terceira dimensão é o valor da participação/autogestão.Há que superar um sistema económico que transformou o trabalhador numa mercadoria, num mero custo, factor de produção, uma «coisa»!0s trabalhadores como produtores cidadãos podem ser atores dos seus destinos através da autogestão económica, sindical e cultural.
São estes alguns dos valores fundamentais que unem os militantes da Base-FUT.Estes valores exigem debate livre, organização coletiva, responsabilidade e empenhamento de cada um!A BASE-FUT não tem uma cartilha ideológica,tem antes um património comum de ideias produzidas através da ação militante e da história dos trabalhadores!
Informação laboral

TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO!



"A BASE-FUT foi convidada pela ANIMAR para participar num grupo de trabalho dedicado ao tema "Trabalho Digno e Crescimento". Este grupo de trabalho é parte do projeto "Roteiro para a Cidadania em Portugal", coordenado pela ANIMAR e patrocinado pela Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade. Dado que a promoção trabalho digno é um elemento crucial da missão da BASE-FUT, decidimos aceitar este desafio.

A primeira reunião deste grupo de trabalho decorreu no passado dia 22 de Abril, em Lisboa. Para além da BASE-FUT - representada por Pedro Estêvão, membro da Comissão Executiva e da Comissão para os Assuntos do Trabalho da BASE-FUT - estiveram presentes representantes da UGT e de várias organizações de solidariedade e de economia social. Foi acordada um agenda de trabalho, devendo o grupo de trabalho produzir um documento com recomendações a ser entregue à Secretária de Estado até ao final de Junho de 2017.

PRECARIEDADE E MEDO NO TRABALHO!

Caras/os amigas/os
Estão convidados para um encontro animado pelo Dr. Avelino Pinto, no Sábado, dia 6 de Maio, no salão da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, perto do Marques de Pombal em lisboa. 0 tema  é« precariedade e medo no mundo do trabalho. Denúncia e combate».
Este encontro insere-se no trabalho que a LOC-MTC tem vindo a refletir sobre os medos, mais concretamente os relacionados com o mundo do trabalho destacando-se os relacionados com o desemprego e a precaridade.
Vale a pena falarmos destas realidades.
Contamos convosco
Pela Equipa Diocesana da LOC-MTC de Lisboa
António Soares
Coordenador Diocesano

1º DE MAIO JUNTOS!

Companheiro/a
Aproxima-se o 1º de Maio! – o Dia do Trabalhador! Óptimo DIA para convivermos!!!Assim pensámos em fazer um almoço partilhado na nossa Sede. Alinhas? Espero que sim.
A nossa proposta é a seguinte – encontrarmo-nos na nossa Sede no dia 1 de Maio – segunda-feira, pelas 12 horas. Cada pessoa traz o seu “farnel”, incluindo alguma coisa de sobremesa. Na BASE teremos pão, bebidas e salada para todos. Posto tudo em comum, comemos e bebemos, em agradável convívio. Por volta das 15 horas terminamos, para que possamos ir participar nas Manifestações do 1º de Maio.
Estás numa de dizer PRESENTE! ? Aguardamos a tua inscrição até dia 24 de Abril.
Até lá um abraço Amigo


Maria Manuela Varela
Coordenadora da Comissão Regional de Lisboa

POEMA SOBRE O 1º DE MAIO!

ELOGIO DA DIALÉCTICA

A injustiça avança hoje a passo firme.
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são.
Nenhuma voz além da dos que mandam.
E em todos os mercados proclama a exploração: isto é
apenas o começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem:
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.
Quem ainda está vivo nunca diga: nunca.
O que é seguro não é seguro.
As coisas não continuarão a ser como são.
Depois de falarem os dominantes.
Falarão os dominados.

Quem pois ousa dizer: nunca?
De quem depende que a opressão prossiga? De nós.
De quem depende que ela acabe? Também de nós.
O que é esmagado, que se levante!
O que está perdido, lute!

O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha?
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.
E nunca será: ainda hoje.


BERTOLT BRECHT (1898-1956)
(do livro «Beltolt Brecht – Poemas», Editorial Presença, Janeiro de 1976)
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