DESTACAMENT0 DE TRABALHADORES: mudanças na legislação!

Com a entrada em vigor da Diretiva 2014/67/EU do Parlamento Europeu e do Conselho de 15 de maio de 2014, foram introduzidas novas disposições relativas ao destacamento de trabalhadores no âmbito de uma prestação de serviços.
Os prestadores serviços (empregador) passam a estar obrigados a nomear uma pessoa (s) de ligação com as entidades de controlo do estado de acolhimento, a comunicar o destacamento, com determinadas menções, junto do país de destino.
Introdução da responsabilidade solidária nas cadeias de subcontratação (contratante direto) por qualquer retribuição líquida em atraso devida ao trabalhador destacado.
São também estabelecidas medidas que facilitam o acesso dos trabalhadores destacados a mecanismos judiciais e de queixas junto das autoridades competentes, para efetivar os seus direitos.Ver nova legislação no portal da ACT.

N0TA:«O trabalhador destacado tem direito às mesmas condições de trabalho dos nacionais do país de destino, se estas forem mais favoráveis, nomeadamente no que diz respeito a: segurança no emprego, duração máxima do tempo de trabalho, períodos mínimos de descanso, férias, retribuição mínima e pagamento de trabalho suplementar, cedência de trabalhadores por parte de empresa de trabalho temporário, cedência ocasional de trabalhadores,  segurança e saúde no trabalho, proteção na parentalidade, proteção no trabalho de menores, igualdade de tratamento e não discriminação.
A retribuição mínima integra os subsídios ou abonos atribuídos ao trabalhador por causa do destacamento que não constituam reembolso de despesas efetuadas, nomeadamente com viagens, alojamento e alimentação.»

SINDICALISM0 EM DEBATE!

No dia 10 de junho, pelas 15 horas, as «Edições Base» apresentam na Feira Cultural de
Coimbra,no Parque Dr. Manuel Braga daquela cidade, o livro «Pela Dignidade do Trabalho utopias e práticas do trabalho de base».Na ocasião Fernando Abreu, um dos autores do livro  e fundador da BASE-FUT e Hermes Costa, sociólogo e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra debatem  a crise  e futuro do sindicalismo.Pierre Marie, investigador e responsável da BASE em Coimbra modera o debate.
No prefácio do livro diz Manuel Carvalho da Silva«A ação da BASE-FUT não se limitou ao espaço sindical daquela central, ela alargou-se a praticamente todas as componentes do movimento sindical português, mas foi no espaço e no tempo do nascimento, da afirmação e da consolidação da CGTP-que durou algumas décadas-que mais contributos, quantitativa e qualitativamente considerados, deram ao avanço do sindicalismo português os ativistas sindicais católicos, militantes e ou colaborantes com o projeto Base-Fut...» 

QUE DIREIT0S LABORAIS TENH0 COMO PAI OU MÃE

Um dos direitos fundamentais nas sociedades modernas é o direito a trabalhar em conciliação com vida pessoal e familiar.A conciliação entre trabalho e vida privada e familiar é um direito de todos os trabalhadores e trabalhadoras consignado nas constituições dos países, nas Convenções da OIT e normativo comunitário, nomeadamente na Carta Social Europeia.
Neste quadro inserem-se os direitos de parentalidade!Segundo a legislação portuguesa é proibido e nulo o despedimento da mãe em licença de maternidade inicial ou a amamentar, ou do pai,em licença de paternidade, se não existir parecer prévio da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.
Por outro lado, o pai, ou a mãe, têm direito a licença parental inicial de de 120,150 ou 180 dias.Caso se trate de nascimentos múltiplos acresce um período de 30 dias por cada gémeo alem do primeiro ou primeira.
0 pai tem direito a 10 dias úteis de licença, a gozar nos primeiros 30 dias a seguir ao nascimento do filho.A mãe tem direito a dispensa de amamentação em duas horas por dia enquanto amamentar.A mãe ou o pai têm direito a dispensa para aleitação também duas horas por dia!
 0 pai ou a mãe têm direito a faltar até 30 dias por ano para assistência inadiável a filho menor de 12 anos e até 15 dias para filho maior de 12 anos ou outro membro do agregado familiar.
0 pai ou a mãe têm direito à jornada contínua no caso de filho menor de 12 anos ou com doença crónica ou alguma deficiência.Assim como têm direito a horário flexível para tomar conta de filho menor de 12 anos.
Os pais e mães trabalhadores devem exercer estes direitos.Em caso de dúvidas consultem o seu sindicato ou comissão de trabalhadores e ainda a Autoridade para as Condições do Trabalho.Em muitos locais de trabalho as pessoas têm medo de exercer estes direitos com medo do despedimento.Por sua vez algumas empresas fazem de conta que estes direitos não existem e fazem passar a mensagem de que reivindicá-los é perigoso.Os direitos e deveres que existem apenas no papel não servem nem as pessoas nem a economia!
Informação laboral

AS CONFERÊNCIAS DO CHIADO!

No âmbito do IIº Ciclo das «Conferências do Chiado» o Centro Nacional de Cultura e o Movimento para a Cidadania Sénior promovem no próximo dia 24 de maio, pelas 18 horas, no Salão Nobre do Teatro da Trindade,uma conferência subordinada ao tema «Trabalho, Tecnologia e Emprego-Desafios à Política», tendo como conferencista o conhecido sindicalista e doutor em Sociologia Manuel Carvalho da Silva.
A apresentação do conferencista e a moderação do debate está a cargo do Padre Constantino Alves.A entrada é livre!Vamos a isto!

BASE PROMOVEU EXCURSÃO CULTURAL AO ALENTEJO!

Num dia apenas, hoje,sábado dia 20 de maio, a BASE-FUT de Lisboa, na tradição operária, promoveu uma
excursão a Montemor-o- Novo em pleno Alentejo onde as três dezenas de excursionistas, coordenados pela Manuela Varela, participaram num debate no Mercado Local sobre comércio justo,tiveram uma visita guiada ao velho Castelo da cidade e fizeram compras  na cooperativa integral Minga com uma sessão de informação sobre os projetos desta entidade da economia solidária!
 No debate sobre comércio justo em pleno mercado, esteve a produção e comercialização do café de forma justa e ecológica dos produtores da Nicarágua.A iniciativa pertenceu ás cooperativas Minga e Espanica, esta última uma cooperativa hispano-nicaraguense de comércio justo, bem como ao CIDAC, organização não
governamental portuguesa bem conhecida.
A comercialização especulativa do café a nível mundial que beneficia as grandes companhias e a necessidade de organizar os pequenos produtores deste produto foi explicada por Júlio César Munoz, um sindicalista nicaraguense  do Grupo Solidario do Café que falou também da importância para a saúde dos consumidores dos produtos ecológicos sem os venenos químicos utilizados pelas grandes firmas.
Depois de uma almoço de farnel, optando alguns pelos pratos regionais,o grupo abalançou-se à visita guiada ao castelo, onde segundo rezam as
crónicas ali foram tomadas importantes decisões nacionais em tempos passados como a de rumar à India por mar!
De seguida os excursionistas enfrentando o calor alentejano de maio rumaram à loja da cooperativa Minga para comprarem produtos de artesanato, frutas ou legumes de pequenos produtores.Ali souberam dos importantes projetos sociais da cooperativa no domínio agrícola, serviços, habitacional e cultural !

Nota: podes comprar café ecológico de pequenos produtores na loja do CIDAC a preços justos!

SINDICALISMO: crise e futuro!





No dia 10 de junho, pelas 15 horas, as «Edições Base» apresentam na Feira Cultural de Coimbra,no Parque Dr. Manuel Braga daquela cidade, o livro «Pela Dignidade do Trabalho utopias e práticas do trabalho de base».Na ocasião Fernando Abreu, um dos autores do livro  e fundador da BASE-FUT e Hermes Costa, sociólogo e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra debatem  a crise  e futuro do sindicalismo.Pierre Marie, responsável da BASE em Coimbra modera o debate. 0 texto que se segue, da autoria de Fernando Abreu, serve de enquadramento a esta iniciativa cultural!
I – O LIVRO “PELA DIGNIDADE DO TRABALHO”
O Encontro que propomos realizar não tem por finalidade principal a apresentação do livro “PELA DIGNIDADE DO TRABALHO – Utopias e Práticas do Trabalho de Base. Será, no entanto, o gerador do diálogo sobre a crise e o futuro do sindicalismo. Editado pela BASE-Frente Unitária de Trabalhadores, o livro é a Memória da ação desenvolvida pelo Movimento na clandestinidade e em Liberdade.
O Movimento BASE, fundado por dirigentes e ex-dirigentes dos Movimentos Operários Cristãos, mobilizou e organizou militantes e simpatizantes da Juventude Operária Católica, da Liga Operária Católica e Animadores do Centro de Cultura Operária (alguns dos quais, felizmente, estão entre nós).
Constituído com o objetivo de lutar pela emancipação dos trabalhadores e pelo fim do regime fascista, o Movimento BASE aglutinou na sua ação trabalhadores de diferentes opções religiosas e políticas, tendo promovido uma significativa formação e consciencialização com expressão no campo cultural, social e político.
Dada a sua opção de classe, os fundadores, desde o início, assumiram como prioritária a ação sindical, a qual, permita-se a citação:
 Como podemos constatar pelos registos que este livro nos traz – e no meu caso também pela observação direta enquanto dirigente sindical  com funções de direção na Intersindical/CGTP IN desde a criação da Comissão Organizadora do  Congresso de Todos os Sindicatos-, as posições dos sindicalistas da Base. F.U.T. alicerçaram-se sempre em conteúdos concretos, com argumentos bem definidos e expostos com perspetiva estratégica. …O apego ao trabalho de base, a participação plena dos trabalhadores na formulação e desenvolvimento da sua organização, constituiu, sem dúvida, marca forte do tipo de sindicalismo corporizado pelos quadros da Base-F.U.T…”. (in. Prefácio de Manuel Carvalho da Silva, ex-Coordenador Nacional da CGTP-IN).
II – A CRISE DO SINDICALISMO
Quando um estudo encomendado pela CGTP-IN ao ISCTE, não há muitos anos, revela que os trabalhadores, indagados sobre a quem confiariam a defesa dos seus interesses, colocaram os sindicatos em terceiro lugar, atrás das Associações de Classe e das Comissões de Trabalhadores, e calculando-se que entre 1975 e 1995 a taxa de sindicalização baixou de 59 para 20 por cento, há que olhar frontalmente a realidade.
Nos anos 70 do século passado a sindicalização e o poder reivindicativo dos sindicatos aumentou exponencialmente, porém nos anos 80 teve início uma acelerada regressão no número de filiados e na capacidade de mobilização dos trabalhadores.
Para tal  regressão foi decisiva a consagração da ideologia do neo-liberalismo, na base da qual o capitalismo que muitos supunham moribundo se reergueu sem que os sindicatos se apercebessem, atempadamente, das consequências que as novas
ideologias e  estratégia do capital, acompanhadas das inovações tecnológicas, informativas e comunicacionais disponíveis e  introduzidas na indústria e no setor dos serviços implicariam no mercado e na organização do trabalho.
A verdade, é que, admita-se, a crise do sindicalismo, em muitos países europeus, terá sido também motivada pela excessiva acomodação das “élites” sindicais aos resultados obtidos nos  “anos de ouro” do decénio transato.
Independentemente da justeza, ou não, desta análise, a realidade é a de que devido à pulverização sindical existente na maioria dos países, à ausência de orientação ideológica e política consistente, ao desfasamento entre “elites” e bases, e à falta de uma adequada estrutura unificada internacional, os sindicatos não tiveram condições de fazer frente à problemática criada pela “globalização”, tendo-se revelado insuficientes as tentativas e os esforços para reverter alguns dos piores malefícios causados aos trabalhadores.
Um outro fator não menos importante foi certamente o da implementação da terciarização, isto é a criação, a nível internacional e no nosso país, de pequenas unidades de produção e de prestação de serviços, não raras vezes na base do pessoal dispensado por “mútuo acordo” e financiadas pelas empresas, cujo objetivo mais do que reduzir despesas (na maioria dos casos aumentaram) foi o de desorganizar ou acabar com as Comissões de Trabalhadores e a representação sindical.
Tudo conjugado, permitiu ao patronato nacional e internacional e aos seus gestores a mudança drástica, em seu proveito, da regulação do mercado de trabalho e das relações laborais, para o que, não raras vezes, tiveram a cooperação de sindicatos que, sob a capa de evitarem males maiores, lhes conferiam o seu aval.
As situações atrás apontadas, como bem sabemos, geraram em Portugal, por toda a Europa e em outras latitudes do mundo, índices elevados de desemprego, medo de perder o emprego, precaridade, segmentação entre empregados e desempregados, contratados e precários, homens e mulheres, “velhos” e jovens à procura de primeiro emprego. Estas foram as condições ideais criadas pelo triangulo capital/patronato/ governos para impor a desregulamentação do trabalho, disseminar o egoísmo e o individualismo e, deste modo, reduzir a união e a solidariedade entre os trabalhadores essenciais à existência do sindicalismo de classe e de base.
Para a consecução dos objetivos do capital, o patronato e a esmagadora maioria dos governos contaram e contam com a colaboração dos meios de comunicação social na generalidade propriedade de grandes grupos económicos, através dos quais: opinadores, comentadores, economistas, investigadores e pesquisadores convidados (muitos deles bem pagos e com ligações a interesses que deviam ser obrigados a divulgar) veiculam, a ideologia neo-liberal com o que, a coberto da sua pretensa superioridade intelectual, mitigando ou falseando as realidades, estimulam a aceitação passiva das condições desumanas que são impostas aos trabalhadores e ao povo pobre.
Conscientes da missão histórica do sindicalismo na luta pela dignificação do trabalho e a emancipação dos trabalhadores, Que podemos fazer para erradicar o individualismo, mobilizar os apáticos e indiferentes, e reforçar a solidariedade?







BASE-FUT REÚNE DIREÇÃO NACIONAL!

No dia 27 de maio  reúne a Comissão Executiva Nacional da BASE-FUT na sede nacional em Lisboa.Na
agenda está prevista a análise social e política tendo em conta os últimos acontecimentos nacionais e internacionais.A avaliação das mais recentes lutas sociais e das atividades da própria Organização são outros pontos relevantes para o debate.
A Comissão Executiva Nacional da BASE-FUT congratula-se pelo facto da Região Norte ter uma nova sede na cidade do Porto mantendo assim a tradição de um espaço próprio para realizar a sua atividade militante!