CUIDAR DA FL0RESTA-um apelo ao Presidente!



 Um grupo de cidadãos  os«AMIGOS DE APRENDER» decidiram enviar um apelo ao Presidente da República sobre a floresta portuguesa.Nesta missiva são expressas diversas preocupações sociais e ambientais por certo partilhadas por muitos portugueses. 0 apelo está aberto à assinatura de quantos o queiram fazer.Um dos seus animadores é Avelino Pinto-avembpinto@gmail.com

Ex.mo Senhor

Ao apelar à continuidade da vigilância e da intervenção de Vossa Excelência no que   respeita aos incêndios e à reforma da floresta, damos-lhe conta de que os “Amigos de   Aprender”, um grupo de cidadãos organizados, estão dicididos a entrar na mobilização do País para a reforma da floresta.

Sabemos que a ajuda aos sobreviventes gravemente afectados pela tragédia está a ser assegurada pelo contributo solidário da população em geral, pela intervenção do governo, e que o Parlamento aprovou as leis de reforma da floresta, no sentido de contribuir com mais eficiência para a qualidade do ambiente do país, e para ser economicamente mais rentável.

Ao interrogarmo-nos - Que vamos fazer, nós, agora, daqui para diante?, decidimos que  esta campanha - a floresta - bem comum a preservar é nossa, dos nossos amigos, de todos e que é urgente vencer as razões sociais da situação actual da floresta - a desertificação do mundo rural e o desajustamento à realidade sócio - económica – e pôr em marcha a harmonização da propriedade individual com o interesse do bem comum e a gestão comum da floresta.

Propomo-nos cuidar da floresta, sabendo que a floresta cuida de nós, para voltar ao paraíso de biodiversidade dos anos de 1950/60 desaparecido com a desertificação do interior, o empobrecimento dos agricultores, a exploração descontrolada da floresta, a plantação desordenada de eucalipto e pinheiro, a desvalorização das espécies arbóreas autóctones (pinheiro manso, sobreiro, azinheira, carvalho, castanheiro, nogueira, freixo, faia).

Apelamos a que o projecto de reforma da floresta elaborado pelos partidos políticos - Banco Público de Terras Agrícolas; Regime Jurídico para as Ações de Arborização, Rearborização ou Adensamento Florestal; Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios; Sistema de Informação Cadastral Simplificada - seja explicado à população portuguesa de modo isento e extensivo.


   Entendemos que urge operar uma revolução na floresta com:
   . Um plano de biodiversidade que atenda às alterações climáticas.
   . Uma plataforma ampla da sociedade civil de desenvolvimento harmonioso da vida
   das comunidades.
   . A reconstituição da floresta nacional.

Estamos nesta campanha com vontade de superar as gigantescas dificuldades que a sua prática levantará.

OS “AMIGOS DE APRENDER” (Julho, 2017)

PR0BLEMAS D0 TRABALHO VISTOS PELA BASE-FUT!

No passado dia 1 de Julho a Comissão para os Assuntos do Trabalho da BASE-FUT reuniu na Fundação João XXIII/Casa do Oeste em Ribamar, Lourinhã para análise da situação social e política com especial enfoque em alguns dos problemas que afetam os trabalhadores portugueses. Destacamos os seguintes:ver

QUE SINDICALISMO PRECISAMOS?



A BASE-FUT participou num Debate "Como defender os nosso direitos. Que sindicalismo precisamos", organizado no dia 28 de Junho em Coimbra pela Movimento Alternativa Socialista (MAS). 
Estiveram presentes membros da Comissão de Trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), do Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC) e do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI). 
 Debatou-se as problemáticas atuais do movimento sindical e perspetivas para o futuro. Foi um momento importante para refletir lutas locais e nacionais e permitir partilha entre as organizações que participaram no debate.

BASE FAZ DEBATE INTERNACIONAL SOBRE TEMPO DE TRABALHO!

Um grupo de trabalho da BASE-FUT prepara um seminário internacional sobre tempo de trabalho nas sociedades modernas a realizar em fevereiro de 2018.A iniciativa é para ser integrada no programa de formação do Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores-EZA com apoio da Comissão Europeia!Dizem os promotores:


«Sendo um debate situado no espaço europeu não deixaremos, no entanto, de ter presentes as referências da Organização Internacional do Trabalho sobre o tempo de trabalho, em particular os seus relatórios e convenções.
Queremos dar um especial ênfase às questões que colocam as novas formas de economia que utilizam as chamadas plataformas digitais, a chamada «uberização», onde as relações de trabalho e os locais de trabalho são alterados de forma radical, colocando novos problemas ao direito do trabalho, nomeadamente nos aspectos do vínculo laboral e do horário de trabalho com especial destaque para a questão das fronteiras entre tempo de trabalho e tempo de descanso.
Naturalmente que é importante que o movimento sindical europeu e as organizações de trabalhadores em geral aprofundem estas questões para que possam participar mais ativamente nestes debates no âmbito do diálogo social e no domínio da informação e formação dos trabalhadores.
A redução do tempo de trabalho semanal e o emprego para todos vai estar presente no debate tendo em conta as experiências havidas neste domínio e os aumentos de produtividade permitidos pelas novas tecnologias em especial pela robotização dos processos produtivos.
0S conteúdos deste seminário vão ter em conta as conclusões do seminário internacional promovido pela Liga 0perária Católica/MTC, parceiro português do EZA, em Junho de 2017, na cidade de Mora, sobre Mundo Digital do Trabalho-industria 4.0.»
Na preparação do evento estão previstos vários encontros regionais para debater em grupo estas temáticas.

AVALIAR SITUAÇÃ0 SOCIAL E POLÍTICA PARA MELHOR AGIR!

A Comissão para os Assuntos do Trabalho da BASE-FUT vai reunir no próximo sábado, dia 1 de julho, na
Fundação João XXIII/Casa do Oeste, Lourinhã, para análise da situação social e política com especial atenção para as lutas dos trabalhadores e alguns dos impasses presentes que urge desbloquear!A situação na União Europeia é outro ponto importante para o debate.
Na reunião os participantes irão também trocar informações diversas sobre lutas,iniciativas de formação e informações laborais relevantes.
A Comissão para os Assuntos do Trabalho é composta por trabalhadores de diversas áreas do País, por militantes e colaboradores da BASE.

EDIÇÕES BASE NA FEIRA CULTURAL DE COIMBRA!


As Edições Base estiveram presentes na Feira Cultural de Coimbra que decorreu de 2 a 11 de Junho de 2017 no Parque Dr. Manuel Braga. Os visitantes da Feira tiveram oportunidade de consultar os livros e brochuras editados pelas Edições Base desde 1973.

No dia 10 de Junho, o debate "Sindicalismo: Crise e Futuro" juntou Fernando Abreu, membro fundador da BASE-FUT e o Prof. Hermes Costa, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. A sessão foi organizada no âmbito da apresentação do último livro publicado pelas Edições Base, "Pelo Dignidade do Trabalho. Utopias e Práticas do Trabalho de Base".

O SINDICALISMO É UM MOVIMENTO SOLIDÁRIO?

Por vezes ouvimos alguns trabalhadores e até ativistas sindicais com desabafos do tipo:apenas os sócios dos sindicatos deveriam beneficiar das  regalias e direitos conquistados pela ação sindical!De forma clara pretendem dizer que os trabalhadores não sindicalizados não deveriam ser abrangidos pelos resultados das lutas e negociações sindicais.Andamos a trabalhar e a lutar pelos que não se mexem e nem uma greve fazem-dizem!
Ora estes desabafos não são aceitáveis e mostram que há uma carência de formação sindical.Com efeito:

1.O movimento sindical é um movimento diferente de outros movimentos  associativos.Históricamente as lutas dos movimentos organizados de trabalhadores fundamentam-se na solidariedade de classe.Isto significa que as lutas das organizações de trabalhadores são para defender os direitos e interesses de  uma ou várias classes profissionais e de todos os trabalhadores assalariados em geral independentemente da cor, religião e ideias políticas.Assim quando os sindicatos da função pública lutaram e lutam pelo regresso às 35 horas a sua ação visa o objetivo das 35 horas para todos os que trabalham para o estado independentemente da profissão ou de ser ou não sindicalizado.Visam ainda incentivar e apoiar as lutas do setor privado por esse mesmo objetivo.O movimento sindical não se coloca numa posição reacionária, ou seja, de retrocesso relativamente aos direitos e outras conquistas, retrocendendo para as 40 horas.O tempo e a saúde são os bens mais preciosos de uma vida!

2. O movimento sindical também não pode defender direitos e regalias sociais apenas para os sindicalizados porque isso seria uma forte discriminação de trabalhadores.Os trabalhadores sindicalizados apenas têm mais direitos no domínio da vida da sua organização e enquanto sócios do sindicato.Podem eleger e ser eleitos, pagam uma quota e votam as orientações, programa e mais documentos do sindicato.No domínio das lutas e negociação coletiva a ação sindical visa a superação da condição dos assalariados e a emancipação de todos os trabalhadores!

3.A ação sindical é assim uma ação solidária, procura melhorar as condições de trabalho e de vida de todos os trabalhadores e não apenas de alguns, os sindicalizados.A vocação de qualquer sindicato digno desse nome é sindicalizar a totalidade dos trabalhadores do setor ou profissão.Todos os trabalhadores são potenciais sindicalizados!O sindicato  existe para todos.O sindicalismo é o maior movimento solidário do mundo!Ainda não nasceu qualquer movimento que o possa substituir!O ativista sindical está ao serviço de todos os trabalhadores da empresa ou setor!Ele também é um homem ou  mulher solidários!
Informação laboral