SOBRE O FUTURO DA ADSE!


Eugénio Rosa*

«A sustentabilidade da ADSE, o que foi decidido pelo Conselho Geral e Supervisão da ADSE sobre o
alargamento a mais beneficiários, e o aumento de preços da Tabela da ADSE proposta pelo Conselho Diretivo da ADSE.
 Com o objetivo de cumprir o compromisso que tomei de informar os beneficiários e de respeito pelo princípio de transparência elaborei esta informação para os trabalhadores e aposentados da Função Pública, onde analiso três questões importantes, duas delas já debatidas no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE,:
 (1) A sustentabilidade financeira da ADSE, a sua captura pelos grandes grupos privados de saúde e a transformação da ADSE em “vaca leiteira” destes grupos que, a continuar, põe em perigo a sustentabilidade financeira da ADSE;
(2) O alargamento da ADSE a novos beneficiários, os riscos que isso envolve, e o que foi decidido pelo Conselho Geral de Supervisão e razões;
 (3) O aumento de preços da Tabela da ADSE, e a nossa frontal oposição a qualquer aumento de mais encargos para os beneficiários. No fim faço um apelo a todos os beneficiários pois sem a sua ajuda e vigilância ativa não será possível, a nosso ver, garantir a sustentabilidade da ADSE. Ver texto na íntegra

*Economista

TRABALHO SEM FRONTEIRAS EXIGE RENOVAÇÃO SINDICAL!

No passado dia 16 de dezembro o núcleo de Lisboa e Setúbal da Comissão para os Assuntos do Trabalho reuniu na sede nacional da BASE-FUT.Das questões mais pertinentes, o trabalho sem fronteiras e a exploração dos trabalhadores nos call centers, fazemos um breve resumo conclusivo que serve como memória e documento de trabalho.

1.Trabalho sem fronteiras
Sob ponto de vista do debate os participantes consideram fundamental ter em conta as grandes mudanças que ocorrem no mundo laboral com a digitalização e a robotização.A crescente emergência de plataformas de trabalho on line nomeadamente nos transportes,restauração,educação e cuidados de saúde indiciam um trabalho sem fronteiras de difícil regulação.Este tipo de trabalho foge à relação tradicional do trabalho assalariado com consequências para a efetivação dos direitos laborais e aplicação das regras comuns ao nível da segurança social e do fisco.Ver texto na integra.

NATAL É LIBERTAÇÃO!

A BASE -FUT deseja a todos um Feliz Natal e um Novo Ano cheio de realizações pessoais e
coletivas.Aos militantes e amigos nacionais e internacionais queremos desejar saúde e muita energia para continuarmos com os nossos sonhos e projetos, com os nossos valores de solidariedade e fraternidade, tão necessários numa época em que existem sérias ameaças a estes mesmos valores!Mais do que nunca é importante valorizar o que nos une,mas também a diferença que nos enriquece, a inovação e a esperança!
Tendo em conta as nossas origens históricas como Organização não podemos deixar de afirmar que para muitos de nós o Natal, o nascimento de Jesus de Nazaré, é um acontecimento sempre renovado de libertação e de esperança numa Humanidade fraterna!É NATAL, é renovação da esperança na libertação total de todos os homens e mulheres!

RARÍSSIMAS: organizações da economia social tomam posição!

As mais importantes organizações da economia social de Portugal tomam em comunicado conjunto uma posição pública sobre o que está a ocorrer com a IPSS Rarísssimas chamando a atenção dos portugueses para não tomarem o todo pela parte e continuarem a acreditar nestas instituições.
 
2017 foi um ano extraordinário para a Economia Social
 
No ano 2017, decorreram um conjunto vastíssimo de iniciativas da maior importância para a Economia Social, nomeadamente a realização do 1º Congresso Nacional da Economia Social, que compreendeu cinco sessões realizadas de norte a sul do país e onde foram debatidos os grandes temas e desafios do sector cooperativo e social constitucionalmente consagrado e constituído por cooperativas, associações mutualistas, coletividades, fundações, misericórdias, associações de desenvolvimento local e IPSS.
Deste grandioso movimento e do seu inestimável contributo para a qualidade de vida e felicidade dos portugueses pouco ou nada transpareceu, nem tão pouco das boas práticas que são correntes no seio da Economia Social.
E, no entanto, um eventual desvio do bom governo, que os princípios que orientam a Economia Social exigem, foi tratado de forma parcial, proporcionando uma amálgama que se arrisca a confundir uma simples árvore com toda uma promissora floresta.
Efetivamente, as recentes notícias divulgadas sobre a Associação Raríssimas têm vindo a gerar grande especulação acerca dos modelos de gestão das entidades da economia social, havendo infelizmente uma grande tentação de tomar o todo pela parte. Sem pormos em causa o legítimo interesse da Comunicação Social face à gravidade dos indícios na citada organização, devemos ter bem presente que a realidade da esmagadora maioria das entidades da economia social, e concretamente na área da assistência social, onde se incluem as IPSS, não merece ser injustamente atingida por suspeições de quem ignora essa realidade.
 
Entidades da Economia Social são transparentes e escrutinadas
 
Dada a natureza das entidades da economia social, bem como os princípios que lhe estão subjacentes, o escrutínio sobre a gestão interna destas começa pelo normal e regular funcionamento dos seus órgãos próprios, nomeadamente os seus conselhos fiscais e assembleias gerais, a quem compete acompanhar a atividade e garantir a regularidade e cumprimento dos pressupostos da legalidade, regularidade orçamental e da boa gestão financeira das entidades.  
Contrariamente a algumas ideias concebidas, o atual modelo de financiamento das entidades da economia social é insuficiente e ineficaz face às necessidades do quadro de atuação destas entidades, sendo que uma boa parte destas entidades, atua apenas com base no voluntariado dos/as seus/suas dirigentes e membros.
Na realidade, a sua atuação está limitada e condicionada pelos excessivos processos burocráticos impostos no acesso ao financiamento ou na gestão destes, acarretando implicações várias: as mais gravosas  decorrem dos atrasos verificados ao nível da aprovação de candidaturas, e do fluxo dos reembolsos das despesas efetuadas, diminuindo os recursos das entidades que, por si, já são insuficientes para o cumprimento dos seus compromissos, a que acresce o tempo e energia gasta pelos/as dirigentes e trabalhadores/as que têm de responder a padrões burocráticos rígidos frequentemente desajustados às condições reais a que responde o financiamento e os respetivos montantes financiados.
Neste sentido, e ainda que predomine a ideia de benevolência, altruísmo e generosidade por parte das entidades da Economia Social, verifica-se que na maioria da atividade destas entidades, sobretudo aquela que é financiada ao abrigo dos quadros comunitários, é alvo de escrutínio por parte do Estado e das entidades financiadoras, e objeto de certificação de contas por parte de um TOC – Técnico Oficial de Contas e, em algumas situações, por um ROC – Revisor Oficinal de Contas, sendo exigidas declarações de não dívida à Fazenda Pública e Segurança Social atualizadas enquanto requisitos para a apresentação de candidaturas e recebimento de verbas, a obrigatoriedade de apresentação de registo criminal e de declarações de inexistência de conflitos de interesses relativamente a terceiros contratados, o que revela o cumprimento de princípios de boa governação destas organizações. Outra das dimensões de escrutínio que é aplicada a estas organizações, muitas delas com certificação de qualidade, é a obrigação de cumprimento das regras da Contratação Pública.   
É fundamental que tenhamos presente que estamos perante um universo que abrange milhares de organizações que substituem e complementam o Estado, proporcionando qualidade de vida a milhões de pessoas de todas as idades e a promoção de uma maior coesão social.
 
 A Economia Social tem presente e tem futuro
 
De acordo com os dados da Conta Satélite da Economia Social, em 2013, a Economia Social representava 2,8% do Valor Acrescentado Bruto nacional, 5,2% das remunerações, 6% do emprego remunerado e 5,2% do emprego total. O total de recursos das entidades da ES foi estimado em quase 14 mil milhões de euros, provenientes principalmente da produção (60%), dos subsídios e transferências (26,7%) e dos rendimentos de propriedade (10,1%), em contrapartida com o total de utilizações estimado no valor de mais de 14 mil milhões de euros, verificando-se uma necessidade líquida de financiamento no montante de 412 milhões de euros, o que revela a necessidade de apoio deste setor, sobretudo, do setor não mercantil da Economia Social. 
As entidades subscritoras vêm assim sensibilizar a comunicação social para uma melhor atenção ao papel fundamental que milhares de organizações, dirigentes, colaboradores/as, e voluntários/as, tem no contributo para um pilar cada vez mais estruturante da sociedade portuguesa, e talvez aquele que mais contribui para uma maior justiça social e sustentabilidade.
Os dados vindos a público de gestão da Instituição “Raríssimas”, a serem comprovados, são considerados por estes subscritores graves e suscetíveis de todas as investigações que permitam apurar responsabilidades, mas rejeitam liminarmente a generalização que alguns pretendem fazer. Trata-se de um caso isolado, que pode acontecer em qualquer setor com o qual o Estado se relacione. O que é preciso evitar é que, por força de palavras e/ou ideias mal medidas, se prejudiquem milhares de organizações, com sérios impactos na sua imagem, integridade e dedicação e até com consequências imprevisíveis na sua sustentabilidade.
Refira-se por último que a Raríssimas, os profissionais que nela trabalham e os utentes que beneficiam dos apoios por ela prestados nos merecem todo o respeito, consideração e solidariedade. As organizações com provas dadas prevalecem muito para além de pessoas que, por atitudes menos legais ou dignas, as possam colocar em causa.
 
As entidades representativas da Economia Social subscritoras,
 
ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local
CEEPS (CIRIEC Portugal) – Centro de Estudos em Economia Pública e Social
CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade
CONFAGRI - Confederação Nacional Das Cooperativas Agrícolas E Do Crédito Agrícola De Portugal
CONFECOOP – Confederação Cooperativa Portuguesa CCRL
CPCCRD – Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto
CPF Centro Português de Fundações
UMP - União das Misericórdias Portuguesas
UMP – União das Mutualidades Portuguesas
 

TRABALHO SEM FRONTEIRAS? O PAPEL DA REGULAÇÃO!

«Trabalho sem Fronteiras-papel da regulação»um livro publicado pela Almedina no passado mês de novembro com o apoio da ACT.Durante um ano, e a propósito dos 100 anos da Inspeção do Trabalho em Portugal, a ACT promoveu um conjunto de debates em todo o país sobre o trabalho!O livro é um incentivo ao debate sobre o futuro do trabalho.
«Tal como a modernização dissolveu a estrutura feudal do trabalho no século XIX e produziu a sociedade industrial, a modernização hoje está a dissolver a siciedade industrial tal como ela foi estruturada até meados do século XX.Desde então os processos de adaptação são exigências constantes desencadeados pelo progresso científico, suscitando novos e maiores riscos, a consequente destandardização do trabalho e desafios aos sistemas de emprego e da proteção social.Este foi o contexto da reflexão realizada por um conjunto de autores ao longo de um ano de comemorações do centenário da criação da inspeção do trabalho em Portugal.
Essa reflexão estrutura-se em duas linhas de orientação fundamentais.Num primeiro momento procuram-se identificar os traços fundamentais do trabalho de hoje para abranger temas relacionados com o trabalho e relações de depêndencia económica, tecnologia e organização do trabalho, trabalho e saúde, o tempo de trabalho e tempo de vida,qualificação e trabalho,trabalho e coesão social.Num segundo momento, mais especificamente vocacionado para a regulação do trabalho, são abordados temas relacionados com o trabalho e a efetividade do direito, o trabalho e representação de interesses, o trabalho e administração do trabalho».

ROTEIRO DA CIDADANIA!

A BASE-FUT, através do investigador social Pedro Estevão,  participou no Grupo de Trabalho sobre Trabalho Digno e Crescimento.Agora, neste seminário, serão apresentados os resultados de todos os grupos de trabalho.

REUNIÃO DA DIREÇÃO DA BASE-FUT

No próximo sábado, dia 9 de dezembro, vai ter lugar, em Lisboa, a reunião da Comissão Executiva Nacional da BASE.Nos pontos da agenda de trabalho está a avaliação da situação social e política e a atividade da Organização nos últimos meses.Em análise estão alguns acontecimentos nacionais e europeus como a recente Cimeira Social Europeia em Gutemburgo, o Encontro de sindicalistas no Vaticano, as lutas na Autoeuropa e na Função Pública entre outros assuntos.
A Comissão Executiva Nacional é eleita em congresso e coordena a atividade da BASE-FUT e representa esta Organização a nível nacional e internacional.

GESTÃO EMPRESARIAL E SINDICALISMO!

Gestão e sindicalismo estão frequentemente em conflito nas empresas.A experiencia de muitos trabalhadores é o registo de que a gestão tem uma visão alheada ou hostil face à estrutua sindical da empresa e em particular ao sindicato.Para o gestor o sindicato é considerado frequentemente um elemento perturbador das diretrizes e obejetivos da empresa.As razões são diversas e não apenas de ordem dos interesses em jogo.Existem razões de ordem cultural ou ideológica e de gestão do poder na organização.
Efetivamente o sindicato também é um poder ou contrapoder na empresa ou serviço.É uma das modalidades do poder dos trabalhadores organizados.Essa é a realidade de um país democrático.As chefias e a gestão devem estar preparadas e conviver com esta situação.
Hoje em dia os gestores estão numa situação difícil.Por um lado estão pouco preparados  para saberem lidar com a organização sindical.Uma ou outra empresa com cultura de cogestão, como as alemãs, poderão estar mais preparadas para esta situação.Em geral a formação académica dos gestores negligencia a formação sindical, não os prepara verdadeiramente para um diálogo com estas estruturas.Nos cursos de gestão o sindicalismo é apresentado por professores de economia que, em geral, têm uma visão redutora e economicista do sindicalismo.Por outro lado e para além desta deficiencia académica, os gestores estão pressionados pelos acionistas, pelos detentores do capital que querem ver resultados a curto prazo, numa dinâmica de intensificação e exploração do trabalho que caracteriza o capitalismo atual a nível mundial!As próprias escolas de gestão estão frequentemente sob patrocínio ou influência de grandes empresas.
A maioria dos gestores têm hoje um estatuto muito precário, tipo  mercenário.Vão para uma empresa para uma missão muito concreta e pagam-lhe como principes.Acabada a missão, que em geral tem a ver com ajustamentos e reestruturações, ou seja, despedimentos e mais lucros, os gestores podem ser despedidos ou se despedem e vão para outra missão de outra empresa que lhes paga mais!
Os gestores são quase uma classe com interesses próprios .A sua ideologia é a do capital e assumem atualmente a dimensão predadora deste capital.Os trabalhadores são para explorar ao máximo e depois deitar fora!Sobre esta questão valerá a pena reler um livro de Vincente Gaulejac intitulado «La Societé Malade de la Gestion-idéologie gestionnaire, pouvoir managérial et harcèlement social» das Editions du Seuil , 2005..Para este investigador e professsor universitário em França a «gestão, sob uma aparencia prgamática, constitui uma ideologia que legitima a guerra económica, a obsessão do rendimento financeiro e que é largamente responsável pela crise atual...»
Existem exceções a esta regra?Claro!Em várias empreas os gestores percebem que os trabalhadores são a condição essencial de sucesso!Existe um bom relacionamento, bom ambiente de trabalho.Mas quando se fala em aumentos salariais, distribuição da riqueza e melhores condições de trabalho as simpatias param por aqui!Veja-se a oposição que existe no nosso País ao aumento do salário mínimo.E a resistência não vem só dos patrões privados.Vem do próprio Estado que suporta as IPSS e a Função Pública!Mas então a valorização salarial não é boa?Boa para os trabalhadores e boa para a economia e a mais importante forma de distribuir a riqueza numa sociedade como a nossa!
A valorização do trabalho e do trabalhador é essencial para uma economia sustentável!O gestor do futuro tem que perceber esta questão!

Informação laboral

PILAR EUROPEU DOS DIREITOS SOCIAIS!

O Pilar Europeu dos Direitos Sociais foi proclamado pelos dirigentes da União Europeia, na Cimeira Social, que teve lugar em Gotemburgo, no passado dia 17 de novembro.
O PEDS define princípios e direitos essenciais para apoiar o bom funcionamento e equidade do mercado de trabalho e dos sistemas de proteção social para aplicação nos Estados Membros que a ele aderiram. 
Portugal, um dos países aderentes, comprometeu-se em pôr em prática estes princípios e direitos, responsabilidade conjunta com outros parceiros comunitários e nacionais.
Para abordar este tema e destacar as suas implicações para o nosso país e para a Europa, o Sr. Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Dr. António Vieira da Silva, irá proferir uma Conferência seguindo-se um painel de especialistas que irão aprofundar os três Capítulos que estruturam o PEDS.
A iniciativa terá lugar no dia 14 de dezembro, às 14.30 horas no Centro Cultural Casapiano – Rua dos Jerónimos, 7A - Lisboa

Esta iniciativa enquadra-se na comemoração do sexagésimo nono aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, referencia fundamental para o exercício profissional dos Assistentes Sociais.
A entrada é livre com inscrição obrigatória

OS CATÓLICOS E O SINDICALISMO!




Por Fernando Abreu
 
O presente texto aborda a intervenção de (e não dos) católicos no sindicalismo português que, como se verá, em razão da mesma fé, teve por motivação a promoção dos direitos e interesses dos trabalhadores, todavia com recurso a meios organizativos diferenciados e objetivos sociopolíticos distintos. Se, além das organizações mencionadas, outras não são referidas, tal não é devido à intenção de lhes retirar visibilidade, mas tão só ao facto de não terem sido reconhecidas como tendo influência no desenvolvimento do sindicalismo em Portugal.          

Na sequência da primeira Revolução Industrial, embora com decénios de atraso em relação à maioria dos países europeus ocidentais, teve início em Portugal o processo de industrialização, que se desenvolveu na base dos novos equipamentos movidos a vapor, mas sobretudo na exploração dos trabalhadores sujeitos a salários de fome, horários de 10 a 14 horas diárias, despedimentos abusivos e trabalho infantil.

Independentemente de opções religiosas ou políticas, o deus do novo patronato de origem burguesa era o lucro; para tal, contava com a inexistência do direito de associação e a falta de regulamentação do trabalho, bem como com a disponibilidade dos governos para reprimirem, não raras vezes violentamente, as reivindicações, os protestos, as manifestações e as greves dos trabalhadores.

As consequências de tão degradantes situações fizeram-se sentir de forma gravosa a nível social, moral e religioso, perante o silêncio da hierarquia da Igreja.Ver texto na integra.

ENCONTRO DE SINDICALISTAS NO VATICANO!





Convocada pelo Discatério (Ministério) para o Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano
decorreu entre 23 e 25 de Novembro a Conferência Internacional na qual participaram dirigentes sindicais de vários países e continentes e de diferentes correntes sindicais, o Movimento Mundial de Trabalhadores (MMTC), representado pela co-Presidente, a portuguesa Fátima Almeida, o Diretor da Organização Internacional do Trabalho, e representantes da Confederação Europeia de Sindicatos e da Confederação Sindical Internacional.

O debate centrou-se sobre “O trabalho e os movimentos dos trabalhadores no centro do desenvolvimento humano integral, sustentável e solidário”, e teve por objetivo refletir sobre o modo como os sindicatos e os movimentos de trabalhadores podem lançar iniciativas conjuntas que favoreçam a construção de sociedades que coloquem no centro da Agenda Social as pessoas e a sua dignidade nos aspetos materiais e espirituais.
Pode-se avaliar do interesse e oportunidade do debate havido sobre a discussão dos Temas centrais, dos quais destacamos: O Património da Doutrina Social da Igreja sobre O Trabalho, Análise das Realidades Sociais emergentes, Apresentação de experiências positivas, Apresentação de Propostas de Ação, cujas Conclusões serão, assim desejamos, oportunamente divulgadas.
Este Encontro insere-se na reconhecida preocupação do Papa Francisco pelo respeito da dignidade dos trabalhadores, dos desempregados, dos mais pobres, dos sem casa, dos sem terra.
Na Encíclica “Laudato si” o Papa Francisco recorda que o trabalho é uma necessidade porque dá sentido à vida nesta terra e garante o desenvolvimento humano sustentável e integral, que, no contexto da sociedade capitalista em que vivemos, não é realizável, pelo que “deveríamos indignar-nos, sobretudo com as enormes desigualdades que existem entre nós, porque continuamos a tolerar que enquanto uns se arrestam numa miséria degradante enquanto noutros mão sabem sequer o que têm”.
Na Carta que endereçou aos participantes e que foi lida no final do Encontro, o Papa Francisco (que devido aos preparativos da sua ida a Myanmar não esteve presente), expressa um exigente incentivo à ação cultural, social e política das Organizações Sindicais e dos Movimentos dos Trabalhadores, ao dizer que “devemos colocar em discussão as estruturas que prejudicam ou exploram as pessoas, as famílias, as sociedades e a nossa terra”, “para mostrar ao mundo que “não queremos um sistema de desenvolvimento económico que fomente gente desempregada, sem teto e sem terra”.
 
Fernando Abreu, sindicalista e fundador da BASE-FUT

ORGANIZAÇÕES DE TRABALHADORES ENCONTRAM-SE COM PAPA FRANCISCO!

 Nos próximos dias realiza-se em Roma uma grande conferência sobre o trabalho com o patrocínio do Papa Francisco!Centrais sindicais, organizações de trabalhadores cristãos e peritos vão aprofundar a questão do trabalho, as mudanças do mesmo e o papel das organizações de trabalhadores.De Portugal estará Fátima Almeida, Dirigente do Movimento Internacional de Trabalhadores Cristãos e o Secretário Geral da UGT, Carlos Silva.A Igreja Católica procurando  um novo protagonismo no mundo do trabalho?Apenas uma manifestação da vontade progressista do Papa Francisco?Vamos ver o documento final da Conferência para fazermos uma análise desta iniciativa.Ver notícia abaixo.

 Mundo de Trabajo, Génova, 27 de mayo 2017 © L'Osservatore Romano
(ZENIT – 20 Nov. 2017).- El jueves 23 y el viernes 24 de noviembre de 2017, tendrá lugar la Conferencia Internacional “De la Populorum Progressio a la Laudato sí” en el Vaticano, en el Aula Nueva del Sínodo.
En ella se debatirá sobre “El trabajo y el movimiento de los trabajadores en el centro del desarrollo humano integral, sostenible y solidario. ¿Por qué el mundo del trabajo sigue siendo la clave del desarrollo en el mundo globalizado?”, y está organizada por el Dicasterio para el Servicio del Desarrollo Humano Integral.
La conferencia, que contará con la participación del Papa Francisco el 24 de noviembre, tiene como objetivo abrir un área de debate y reflexión sobre el mundo del trabajo y “sobre las cuestiones relacionadas con las actividades profesionales en las estructuras sociales existentes, gracias a la contribución en su profundización de diversos movimientos sindicales”, explica el Dicasterio organizador del evento en un comunicado.
Los temas centrales que se tratarán en el encuentro serán: el patrimonio de la doctrina social de la Iglesia sobre el tema del trabajo y las perspectivas a las que apunta; el análisis de las realidades sociales emergentes; la recuperación y presentación de experiencias positivas.
También esperan aportar “propuestas de iniciativas conjuntas a favor de la construcción de sociedades que coloquen a la persona y su dignidad en el centro de la agenda social, de las políticas públicas y de un desarrollo humano integral que en realidad abarque tanto los aspectos materiales como los espirituales”.
Asimismo, la conferencia también “pretende profundizar en la enseñanza de la Iglesia sobre el tema” –explican en el comunicado– desde la encíclica Populorum Progressio del beato Pablo VI, a los cincuenta años de su publicación, hasta la Laudato si’ del Papa Francisco, en la que el Santo Padre escribe: “El trabajo es una necesidad, parte del sentido de la vida en esta tierra, camino de maduración, de desarrollo humano y de realización personal.”(n.° 128).
Ponencias
La primera jornada se abrirá con la bienvenida del Dicasterio, a cargo del padre Carlos A. Accaputo, Director de Pastoral Social en Buenos Aires (Argentina) y de un líder sindical.
Las intervenciones del cardenal Peter K.A. Turkson, Prefecto del Dicasterio para el Servicio del Desarrollo Humano Integral, y Guy Ryder, Director general de la Organización Internacional del Trabajo, precederán a la presentación de las directrices del documento preparatorio, que servirá como base para el análisis de las sesiones.
A continuación tomarán la palabra, entre otros, los representantes de los principales sindicatos italianos: Susanna Camusso, Secretaria general de CGIL, Annamaria Furlan, Secretaria general de CISL, Carmelo Barbagallo, Secretario general de UIL; y posteriormente Rudy De Leeuw, presidente de FGTB (Bélgica) y de la Confederación Europea de Sindicatos; Marta Pujadas, Presidenta del Consejo Asesor Sindical – Cosate-CSA (Organización de Estados Americanos); el Prof. Riccardo Petrella, profesor de Economía Política en la Universidad Católica de Lovaina en Bélgica; el P. Juan Carlo Scannone, S. I., teólogo; Vagner Freitas, presidente de CUT (Brasil); Stuart Appelbaum, presidente de RWDS (Estados Unidos).
Además de los representantes de la Santa Sede y del Dicasterio, la reunión contará con la presencia de representantes de los principales movimientos sindicales regionales e internacionales, especialistas en el campo de las ciencias sociales, delegaciones de 40 países, representantes de movimientos cristianos de los trabajadores, autoridades de Organización Internacional del Trabajo (OIT).
El encuentro con el Santo Padre está previsto para la tarde del viernes 24 de noviembre al finalizar los trabajos.

CIMEIRA SOCIAL EUROPEIA! UM PASSO EM FRENTE?

Amanha , dia 17 de novembro, realiza-se em Gotemburgo, Suécia, a Cimeira Social para o Emprego Justo e o Crescimento!Nesta grande reunião, a primeira em 20 anos,vão reunir chefes de Estado e de Governo, ministros do trabalho , dirigentes das instituições da UE e representantes de patrões e sindicatos e ainda outros responsáveis sociais.
Apoiamos este grande esforço europeu de criar um Pilar dos Direitos Sociais na UE com a mesma dignidade e obrigações dadas às vertentes económica e monetária.Esperamos que o Conselho, a Comissão e o Parlamento Europeu façam as necessárias alterações aos tratados para que se passe das palavras aos atos.Urge um plano de ação muito concreto no domínio social para que se passe dos desejos ás realidades.Queremos mais emprego e melhor emprego na Europa, acabando com o dumping social e fiscal que cria um fosso entre trabalhadores e aumenta as desigualdades, mais e melhor proteção social na velhice, na doença e desemprego, mais fundos para investir na educação e no emprego jovem.Queremos melhores condições de trabalho e melhores salários para todos!
No recente seminário internacional promovido pelo CFTL/BASE-FUT precisamente sobre a «Europa Social e dos Cidadãos» nas conclusões finais afirmava-se  que a União Europeia tem dois caminhos para o futuro:um seria o de continuar o retrocesso social e outro o da harmonização no progresso.Esperamos que nos próximos tempos se concretizem as palavras escritas e publicadas no jornal «Público» de hoje por Jean Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia:«A Europa para a qual trabalhamos é uma Europa que coloca as preocupações e os interesses das pessoas em primeiro lugar..»