TRABALHAR COM EQUIPAMENTOS COM VISOR OU ECRÃ!

Hoje são milhões de trabalhadores que estão à frente dos computadores várias horas por dia.Nos serviços a percentagem deve ultrapassar os 70% do total.Os problemas de saúde são muitos, com particular destaque para as perturbações músculo-esqueléticas, fadiga física, visual e cognitiva, não esquecendo um dos males do nosso século, o stresse crónico!A nossa legislação, decorrente de diretivas comunitárias,  é muito limitada e os apoios técnicos e ergonómicos quase não existem na maioria das empresas.Os sindicatos e as outras organizações de trabalhadores devem colocar estas questões na ordem do dia.A Comissão para os Assuntos do Trabalho da BASE-FUT pretende constituir um grupo de trabalho sobre esta matéria para pressionar a uma melhoria da legislação.
O INRS, instituto de investigação françês  em segurança e saúde no trabalho publicou um documento técnico de grande qualidade e seriedade.VER

SOBRE O FUTURO DA ADSE!


Eugénio Rosa*

«A sustentabilidade da ADSE, o que foi decidido pelo Conselho Geral e Supervisão da ADSE sobre o
alargamento a mais beneficiários, e o aumento de preços da Tabela da ADSE proposta pelo Conselho Diretivo da ADSE.
 Com o objetivo de cumprir o compromisso que tomei de informar os beneficiários e de respeito pelo princípio de transparência elaborei esta informação para os trabalhadores e aposentados da Função Pública, onde analiso três questões importantes, duas delas já debatidas no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE,:
 (1) A sustentabilidade financeira da ADSE, a sua captura pelos grandes grupos privados de saúde e a transformação da ADSE em “vaca leiteira” destes grupos que, a continuar, põe em perigo a sustentabilidade financeira da ADSE;
(2) O alargamento da ADSE a novos beneficiários, os riscos que isso envolve, e o que foi decidido pelo Conselho Geral de Supervisão e razões;
 (3) O aumento de preços da Tabela da ADSE, e a nossa frontal oposição a qualquer aumento de mais encargos para os beneficiários. No fim faço um apelo a todos os beneficiários pois sem a sua ajuda e vigilância ativa não será possível, a nosso ver, garantir a sustentabilidade da ADSE. Ver texto na íntegra

*Economista

TRABALHO SEM FRONTEIRAS EXIGE RENOVAÇÃO SINDICAL!

No passado dia 16 de dezembro o núcleo de Lisboa e Setúbal da Comissão para os Assuntos do Trabalho reuniu na sede nacional da BASE-FUT.Das questões mais pertinentes, o trabalho sem fronteiras e a exploração dos trabalhadores nos call centers, fazemos um breve resumo conclusivo que serve como memória e documento de trabalho.

1.Trabalho sem fronteiras
Sob ponto de vista do debate os participantes consideram fundamental ter em conta as grandes mudanças que ocorrem no mundo laboral com a digitalização e a robotização.A crescente emergência de plataformas de trabalho on line nomeadamente nos transportes,restauração,educação e cuidados de saúde indiciam um trabalho sem fronteiras de difícil regulação.Este tipo de trabalho foge à relação tradicional do trabalho assalariado com consequências para a efetivação dos direitos laborais e aplicação das regras comuns ao nível da segurança social e do fisco.Ver texto na integra.

NATAL É LIBERTAÇÃO!

A BASE -FUT deseja a todos um Feliz Natal e um Novo Ano cheio de realizações pessoais e
coletivas.Aos militantes e amigos nacionais e internacionais queremos desejar saúde e muita energia para continuarmos com os nossos sonhos e projetos, com os nossos valores de solidariedade e fraternidade, tão necessários numa época em que existem sérias ameaças a estes mesmos valores!Mais do que nunca é importante valorizar o que nos une,mas também a diferença que nos enriquece, a inovação e a esperança!
Tendo em conta as nossas origens históricas como Organização não podemos deixar de afirmar que para muitos de nós o Natal, o nascimento de Jesus de Nazaré, é um acontecimento sempre renovado de libertação e de esperança numa Humanidade fraterna!É NATAL, é renovação da esperança na libertação total de todos os homens e mulheres!

RARÍSSIMAS: organizações da economia social tomam posição!

As mais importantes organizações da economia social de Portugal tomam em comunicado conjunto uma posição pública sobre o que está a ocorrer com a IPSS Rarísssimas chamando a atenção dos portugueses para não tomarem o todo pela parte e continuarem a acreditar nestas instituições.
 
2017 foi um ano extraordinário para a Economia Social
 
No ano 2017, decorreram um conjunto vastíssimo de iniciativas da maior importância para a Economia Social, nomeadamente a realização do 1º Congresso Nacional da Economia Social, que compreendeu cinco sessões realizadas de norte a sul do país e onde foram debatidos os grandes temas e desafios do sector cooperativo e social constitucionalmente consagrado e constituído por cooperativas, associações mutualistas, coletividades, fundações, misericórdias, associações de desenvolvimento local e IPSS.
Deste grandioso movimento e do seu inestimável contributo para a qualidade de vida e felicidade dos portugueses pouco ou nada transpareceu, nem tão pouco das boas práticas que são correntes no seio da Economia Social.
E, no entanto, um eventual desvio do bom governo, que os princípios que orientam a Economia Social exigem, foi tratado de forma parcial, proporcionando uma amálgama que se arrisca a confundir uma simples árvore com toda uma promissora floresta.
Efetivamente, as recentes notícias divulgadas sobre a Associação Raríssimas têm vindo a gerar grande especulação acerca dos modelos de gestão das entidades da economia social, havendo infelizmente uma grande tentação de tomar o todo pela parte. Sem pormos em causa o legítimo interesse da Comunicação Social face à gravidade dos indícios na citada organização, devemos ter bem presente que a realidade da esmagadora maioria das entidades da economia social, e concretamente na área da assistência social, onde se incluem as IPSS, não merece ser injustamente atingida por suspeições de quem ignora essa realidade.
 
Entidades da Economia Social são transparentes e escrutinadas
 
Dada a natureza das entidades da economia social, bem como os princípios que lhe estão subjacentes, o escrutínio sobre a gestão interna destas começa pelo normal e regular funcionamento dos seus órgãos próprios, nomeadamente os seus conselhos fiscais e assembleias gerais, a quem compete acompanhar a atividade e garantir a regularidade e cumprimento dos pressupostos da legalidade, regularidade orçamental e da boa gestão financeira das entidades.  
Contrariamente a algumas ideias concebidas, o atual modelo de financiamento das entidades da economia social é insuficiente e ineficaz face às necessidades do quadro de atuação destas entidades, sendo que uma boa parte destas entidades, atua apenas com base no voluntariado dos/as seus/suas dirigentes e membros.
Na realidade, a sua atuação está limitada e condicionada pelos excessivos processos burocráticos impostos no acesso ao financiamento ou na gestão destes, acarretando implicações várias: as mais gravosas  decorrem dos atrasos verificados ao nível da aprovação de candidaturas, e do fluxo dos reembolsos das despesas efetuadas, diminuindo os recursos das entidades que, por si, já são insuficientes para o cumprimento dos seus compromissos, a que acresce o tempo e energia gasta pelos/as dirigentes e trabalhadores/as que têm de responder a padrões burocráticos rígidos frequentemente desajustados às condições reais a que responde o financiamento e os respetivos montantes financiados.
Neste sentido, e ainda que predomine a ideia de benevolência, altruísmo e generosidade por parte das entidades da Economia Social, verifica-se que na maioria da atividade destas entidades, sobretudo aquela que é financiada ao abrigo dos quadros comunitários, é alvo de escrutínio por parte do Estado e das entidades financiadoras, e objeto de certificação de contas por parte de um TOC – Técnico Oficial de Contas e, em algumas situações, por um ROC – Revisor Oficinal de Contas, sendo exigidas declarações de não dívida à Fazenda Pública e Segurança Social atualizadas enquanto requisitos para a apresentação de candidaturas e recebimento de verbas, a obrigatoriedade de apresentação de registo criminal e de declarações de inexistência de conflitos de interesses relativamente a terceiros contratados, o que revela o cumprimento de princípios de boa governação destas organizações. Outra das dimensões de escrutínio que é aplicada a estas organizações, muitas delas com certificação de qualidade, é a obrigação de cumprimento das regras da Contratação Pública.   
É fundamental que tenhamos presente que estamos perante um universo que abrange milhares de organizações que substituem e complementam o Estado, proporcionando qualidade de vida a milhões de pessoas de todas as idades e a promoção de uma maior coesão social.
 
 A Economia Social tem presente e tem futuro
 
De acordo com os dados da Conta Satélite da Economia Social, em 2013, a Economia Social representava 2,8% do Valor Acrescentado Bruto nacional, 5,2% das remunerações, 6% do emprego remunerado e 5,2% do emprego total. O total de recursos das entidades da ES foi estimado em quase 14 mil milhões de euros, provenientes principalmente da produção (60%), dos subsídios e transferências (26,7%) e dos rendimentos de propriedade (10,1%), em contrapartida com o total de utilizações estimado no valor de mais de 14 mil milhões de euros, verificando-se uma necessidade líquida de financiamento no montante de 412 milhões de euros, o que revela a necessidade de apoio deste setor, sobretudo, do setor não mercantil da Economia Social. 
As entidades subscritoras vêm assim sensibilizar a comunicação social para uma melhor atenção ao papel fundamental que milhares de organizações, dirigentes, colaboradores/as, e voluntários/as, tem no contributo para um pilar cada vez mais estruturante da sociedade portuguesa, e talvez aquele que mais contribui para uma maior justiça social e sustentabilidade.
Os dados vindos a público de gestão da Instituição “Raríssimas”, a serem comprovados, são considerados por estes subscritores graves e suscetíveis de todas as investigações que permitam apurar responsabilidades, mas rejeitam liminarmente a generalização que alguns pretendem fazer. Trata-se de um caso isolado, que pode acontecer em qualquer setor com o qual o Estado se relacione. O que é preciso evitar é que, por força de palavras e/ou ideias mal medidas, se prejudiquem milhares de organizações, com sérios impactos na sua imagem, integridade e dedicação e até com consequências imprevisíveis na sua sustentabilidade.
Refira-se por último que a Raríssimas, os profissionais que nela trabalham e os utentes que beneficiam dos apoios por ela prestados nos merecem todo o respeito, consideração e solidariedade. As organizações com provas dadas prevalecem muito para além de pessoas que, por atitudes menos legais ou dignas, as possam colocar em causa.
 
As entidades representativas da Economia Social subscritoras,
 
ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local
CEEPS (CIRIEC Portugal) – Centro de Estudos em Economia Pública e Social
CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade
CONFAGRI - Confederação Nacional Das Cooperativas Agrícolas E Do Crédito Agrícola De Portugal
CONFECOOP – Confederação Cooperativa Portuguesa CCRL
CPCCRD – Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto
CPF Centro Português de Fundações
UMP - União das Misericórdias Portuguesas
UMP – União das Mutualidades Portuguesas
 

TRABALHO SEM FRONTEIRAS? O PAPEL DA REGULAÇÃO!

«Trabalho sem Fronteiras-papel da regulação»um livro publicado pela Almedina no passado mês de novembro com o apoio da ACT.Durante um ano, e a propósito dos 100 anos da Inspeção do Trabalho em Portugal, a ACT promoveu um conjunto de debates em todo o país sobre o trabalho!O livro é um incentivo ao debate sobre o futuro do trabalho.
«Tal como a modernização dissolveu a estrutura feudal do trabalho no século XIX e produziu a sociedade industrial, a modernização hoje está a dissolver a siciedade industrial tal como ela foi estruturada até meados do século XX.Desde então os processos de adaptação são exigências constantes desencadeados pelo progresso científico, suscitando novos e maiores riscos, a consequente destandardização do trabalho e desafios aos sistemas de emprego e da proteção social.Este foi o contexto da reflexão realizada por um conjunto de autores ao longo de um ano de comemorações do centenário da criação da inspeção do trabalho em Portugal.
Essa reflexão estrutura-se em duas linhas de orientação fundamentais.Num primeiro momento procuram-se identificar os traços fundamentais do trabalho de hoje para abranger temas relacionados com o trabalho e relações de depêndencia económica, tecnologia e organização do trabalho, trabalho e saúde, o tempo de trabalho e tempo de vida,qualificação e trabalho,trabalho e coesão social.Num segundo momento, mais especificamente vocacionado para a regulação do trabalho, são abordados temas relacionados com o trabalho e a efetividade do direito, o trabalho e representação de interesses, o trabalho e administração do trabalho».

ROTEIRO DA CIDADANIA!

A BASE-FUT, através do investigador social Pedro Estevão,  participou no Grupo de Trabalho sobre Trabalho Digno e Crescimento.Agora, neste seminário, serão apresentados os resultados de todos os grupos de trabalho.