Coube ao jornalista Fernando Alves (TSF) fazer para um público numeroso, em ambiente coloquial, a explanação pormenorizada do romance, muito bem desenhado pelo seu autor. Trata-se de um cenário ibérico desdobrado, em tempos da guerra civil de Espanha entre franquistas e republicanos, quando ainda nada estava decidido quem vencia quem.
Tudo se passa em três territórios bem conhecidos do autor: a Catalunha, a fronteira (Campo Maior) e a cidade de Lisboa.
O território livre da Catalunha (entre outros) encontrava-se nas mãos dos republicanos, bastião da resistência, e daí partiam ordens de comando, estratégias e tácticas, numa guerra fratricida sem vencedor definido à priori. Se não fossem os apoios dos conservadores franceses, dos fascistas italianos e alemães e da solidariedade activa do governo de Salazar, provavelmente, a guerra teria conhecido outro desfecho.
A solidariedade activa entre os povos da Catalunha e o português também se fez sentir, durante largo tempo. Assim, numa comunhão de sentimentos entre povos ibéricos tornou-se determinante impedir o apoio do governo de Lisboa. O plano gizado para abater o presidente do Conselho de Ministros português, contava com a colaboração activa de Alba, guerrilheira catalã e de sectores clandestinos portugueses, salientando-se Jorgi (Jorge) que estava apaixonado da jovem catalã.
Recomendamos vivamente a leitura desta obra histórico - memorialista (história dentro da história), onde se mistura a ficção com a realidade dura e crua, e se descrevem tempos dolorosos para os povos ibéricos.
José Manuel Vieira
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