Decorre no dia 3 de Dezembro, às 18h00
horas, no auditório da CGTP-IN, em Lisboa, a
apresentação do livro Movimento Operário Portuense: Nascimento e Evolução
(1850-1914), da autoria de Vítor Ranita.
Obra que assume como objectivos «[...] estimular no
leitor comum o interesse pela história do movimento operário portuense e de ser
útil às mais recentes gerações de activistas políticos e sindicais.», aborda
«[...] as lutas dos trabalhadores; caracteriza as fragilidades estruturais,
insuficiências e contradições das organizações operárias portuenses; sublinha o
importante papel de apoio prestado pela pequena burguesia intelectual.
Identifica as naturais particularidades organizativas, comportamentais e ideológicas
do movimento operário portuense, mais seguidor do que liderante, mas com
intervenção destacada no processo de formação do sindicalismo português.
Vítor Ranita, metalúrgico e
trabalhador-estudante nas Oficinas de Vila Nova de Gaia da CUF, integrou a direcção
do Sindicato dos Metalúrgicos do Porto na sequência das eleições para os corpos
gerentes, triénio 1970/72, foi coordenador da União dos Sindicatos do Porto e
membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.
É autor de Obreiros da
Nossa História: os Metalúrgicos (2013) e co-autor de Contributos para
a História do Movimento Operário e Sindical: das raízes até 1977, uma
edição da CGTP-IN publicada em 2011.
Cultura e Tempos Livres
Centro de Arquivo e Documentação
T.: 213 236 500
1 comentário:
A Vida de um trabalhador
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Toda a vida vivi camuflado. Nunca me revelei inteiramente. Sempre entrei no emprego às 9 e saí às 18. Sempre fui contra o patrão que fingia servir. Antes do 25 de Abril era mais criativo, com a PIDE sempre no horizonte mas não se pense que um trabalhador passou a ter mais liberdade com o 25 de Abril. Quando um patrão descobre que o trabalhador é comunista instala-se uma guerra surda. Não há igualdade. O Patrão não ganha só o que menciona para a Segurança Social. Ele dispõe do dinheiro da empresa e não passa fome e por isso ele dispõe da vida do trabalhador, isto é, do pão, da saúde, da habitação do trabalhador... Acabar em absoluto com o anonimato é impossível, nem na internet, nem em lado nenhum. O perigo espreita por detrás de cada vírgula. Em Portugal 99% dos patrões são pequenos e médios empresários que não têm ética empresarial. Eu também gostava de ter estudado, ter andado no Liceu, de ter sido doutor e embaixador para poder falar à vontade, mas não. Enquanto eu passava 9 a 10 horas no trabalho certos corajosos andavam a estudar e a fazer carreira e logo este Blog que não aceita comentários anónimos, que triste sina.
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