ECOTOPIAS/DIA DO ASSOCIADO DO CFTL
REDE DE FORMAÇÃO EUROPEIA REUNIU EM LISBOA!
O EZA (Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores) reuniu o seu Conselho de Administração este fim de semana ,em lisboa, no âmbito de um seminário internacional sobre o mercado de trabalho europeu.
As eleições na Alemanha e as consequências da política de austeridade impostas pela Troika nos países como Portugal foram temas da reunião do conselho de administração para além dos assuntos internos desta rede europeia de formação de trabalhadores que tem a sua sede naquele País e tem mais de 60 centros associados. O Centro de Formação e Tempos Livres da BASE-FUT está representado naquele órgão de gestão do EZA. No próximo mês de fevereiro o CFTL organizará um seminário internacional sobre a precariedade no trabalho na União Europeia.
TRABALHADORES LUTAM!
Comissão para os Assuntos do Trabalho (CAT) da BASE-FUT reuniu ontem, em Coimbra, para análise da situação social e laboral em Portugal.Da reflexão valerá a pena salientar as seguintes ideias:
1ºOs portugueses e em particular os trabalhadores não estão resignados perante a situação social de empobrecimento veloz e perante a crise do regime com um governo a subverter a Constituição. A maioria dos portugueses estão revoltados com a situação e manifestaram essa revolta nas última eleições autárquicas!
2ºO desemprego histórico em Portugal e as ameaças de despedimento da Função Pública explicam em grande medida um certo afrouxamento das lutas sociais. O medo que o desemprego provoca está a ser gerido pelo poder político para destruir os serviços públicos e, através dos cortes e desvalorização do trabalho, a enriquecer uma minoria. Não é verdade que todos os portugueses estejam a sofrer com a crise. Existe uma minoria que está a ganhar com esta situação de empobrecimento dos reformados e trabalhadores e de transferência de riqueza para os mais ricos.
3ºPara se mudar a situação no país e na União Europeia será necessário mudar as políticas de austeridade que estão afundando o País. Será necessário um novo impulso do movimento sindical e social europeu e nacional para impor um novo pacto social ao capital, de modo a evitar esta regressão social generalizada em nome da competitividade e da acumulação capitalista.
4.Estamos convictos que os portugueses, reformados, trabalhadores e os jovens vão animar as lutas sociais nos locais de trabalho e na rua, combatendo a destruição da escola e da saúde públicas, defendendo o emprego e a economia, combatendo as gritantes desigualdades sociais.
MUDANÇAS NO TRABALHO (II)
Continuamos o texto sobre algumas das mudanças no trabalho exigidas pelo capitalismo atual no quadro da ideologia neo-liberal.Mudanças que globalmente visam uma maior exploração do trabalhador.
4. Mudança das características das organizações
A percentagem das pequenas e médias empresas aumentou na Europa. Os problemas de segurança e saúde no trabalho são particularmente graves neste tipo de empresas. Mas também a participação dos trabalhadores e a sindicalização tende a diminuir nas pequenas empresas. São necessários esforços suplementares e novas ideias para enfrentar estas questões. É necessário nomeadamente um reforço inspetivo e uma estratégia e organização sindical especificamente viradas para esta questão.
Produziu-se, entretanto, a fragmentação das grandes empresas tradicionais.
Algumas das suas divisões funcionam em unidades semi - autónomas, utilizando frequentemente o sistema de franchise, reduzindo os quadros e flexibilizando a gestão. Esta situação cria certos problemas à tradicional organização sindical bem como aos serviços e estruturas de gestão da segurança e saúde no trabalho.
As empresas tendem a diminuir ou acabar com os órgãos de trabalhadores e aligeirar outros serviços de apoio social. Seria necessário desenvolver órgãos dos trabalhadores abrangentes, preocupados não apenas com as questões salariais, mas também com a qualidade de vida e bem- estar dos trabalhadores, nomeadamente com a emergência de riscos psicossociais com destaque para o assédio moral e sexualtendência é a externalização das tarefas tais como a manutenção e algumas partes da actividade principal. Trabalhadores de diversas origens, alguns deles imigrantes, encontram-se numa dada empresa. A questão complica-se ao nível das responsabilidades dos diferentes actores, nomeadamente na questão da segurança e saúde.
A Organização dos trabalhadores terá também que se adaptar a esta situação. A formação e informação de todos os trabalhadores e os aspectos de coordenação são vitais. A preparação e formação sindical ao nível de línguas e de gestão é indispensável.
O crescimento do sector dos serviços é outra tendência reconhecida. Um número cada vez maior de serviços implica um contacto com o público o que acarreta um crescimento do risco de stresse e de violência.
Estudos recentes têm demonstrado que a altas taxas de sindicalização correspondem a locais de trabalho mais seguros. A falta de sindicato nas empresas que atravessam estas grandes transformações resulta em menor qualidade no trabalho e de vida.
5. Mudanças do tempo de trabalho e dos contratos de trabalho
Hoje observa-se uma tendência geral de flexibilização dos horários, bem como o aumento do trabalho a tempo parcial, a prazo e independente. Muitas empresas submetem os trabalhadores a horários prolongados e diversos, bem como a “picos” intensivos para satisfazer os seus clientes. Os trabalhadores mais idosos sentem, por vezes, sérias dificuldades para enfrentar esta situação. Os mais jovens têm um desgaste rápido e tanto uns como outros estão expostos a problemas de saúde e segurança e a incompatibilidades com as suas responsabilidades sociais e familiares.
Constata-se um aumento da intensidade do trabalho em todos os países da Europa com horários prolongados, trabalho ao fim de semana ou a trabalho a tempo parcial não voluntário. Todavia, este aumento de intensidade e de flexibilidade do trabalho não comporta um aumento de autonomia dos trabalhadores em relação ao trabalho
O trabalho a prazo e temporário aumentou em quase todos os países da Europa nos últimos anos no quadro do aumento da flexibilidade laboral. Alguns estudos revelam que esta flexibilidade comporta consequências negativas para a saúde dos trabalhadores. Em geral as condições dos trabalhadores precários são piores que as dos permanentes, em particular no que respeita aos movimentos repetitivos, fadiga, stresse
Estes trabalhadores precisam de uma atenção especial por parte dos sindicatos. Devem ser encontradas formas de organização sindical apropriadas para ultrapassar as limitações da precaridade.
A estabilidade do emprego na Função Pública, longe de ser um privilégio é uma condição de dignidade do serviço público e de independência do funcionário face às conjunturas políticas.
A amplitude deste fenómeno é tal que, inclusive, se coloca aos trabalhadores da Função Pública, que já sofrem na pele a estratégia de individualizar e precarizar os contratos.
AB
Continua....
AB
Continua....
JULIO RIBEIRO -Um sindicalista na nossa memória e coração!
«Exactamente no mesmo dia em que se celebra o 43º aniversário da criação da CGTP, lembramos
nós Base-Fut, a partida do nosso companheiro Júlio Ribeiro, Dirigente e sindicalista. São já 12 anos. Pessoalmente, com ele partilhei muitos momentos importantes na vida da nossa organização.
Conheci-o em 1972, ainda no CCO- Centro de Cultura Operária, movimento que veio a integrar a BASE FUT na sua criação em 1974. Desde essa altura , como amigo e como militante sempre estivemos juntos na militância política, cultural e associativa da Base, bem como nas lutas sindicais no Sindicato dos Bancários do Norte, onde ele foi Presidente da Direcção e dirigente, e eu membro do Congresso.
Partilhamos juntos a direcção da Base no Norte, durante vários anos, tendo deixado uma marca jamais esquecida na nossa organização, de companheirismo, lutador, amigo de verdade , duma doação extrema à causa dos oprimidos , das lutas laborais e também da confraternização, que fazia parte do seu quotidiano. A ele devo também o que ainda hoje sou, pelo seu exemplo de fidelidade e força, nunca se deixando quebrar pelo desânimo. A ele, sempre presente, o meu obrigada,
Nota: Contribuiu doando também para a história da CGTP com o seu cuidado arquivo- veja-se documentação do” Centro de Arquivo e Documentação da CGTP- pags. 7,8 de Filipe Caldeira)”-colecção Júlio Ribeiro»
Carolina Fonseca-Coordenadora da BASE-FUT do Norte
«Neste dia, também não posso deixar de lembrar o desaparecimento, precisamente há 12 anos, de uma figura que tanto contribuiu para as lutas enquadradas pela CGTP (e não só): o Júlio Ribeiro! Para além disso, nunca mais esquecerei que o Júlio Ribeiro foi um dos grandes responsáveis pela minha militância na BASE, organização esta que foi um dos grandes amores da minha vida!... Um grande abraço para ti.»
Aristides Silva
«Peço que dês um abraço muito especial à Julieta... Porque lembrando o Júlio, o lembro também com a mesma saudade e admiração, mesmo antes de ter conhecido a BASE, quando ainda jovem.»
Manuela Guimarães
«Associo-me a quantos se lembram do Júlio e lhe prestam a mais justa homenagem pela sua entrega a todos os ideais que nos nortearam na vida. Lembro particularmente a Julieta que continua a tornar presente o empenhamento do seu marido ao serviço dum mundo mais justo e solidário.»
P.Jardim
CICLO DE CINEMA LIBERTÁRIO!
Na Biblioteca/Museu da República e Resistência – Grandela
Parceria com a TERTÚLIA LIBERDADE tertulialiberdade.blogspot.com
Estrada de Benfica, 419 (metro Alto dos Moínhos)
ÀS 6ª FEIRAS, A PARTIR DAS 18 H.
4 de Outubro – Doc. “A Tomada”, Filme “O Pão Nosso” A Tomada, doc. de 87m, de Avi
Lewis&Naomi Klein, aborda a luta de 30 trabalhadores de uma fábrica de peças falida, nos arredores de Buenos Aires, que a ocupam e através da democracia directa entram em autogestão, enfrentando patrões, banqueiros e todo um sistema.
O Pão Nosso, de 1934, um filme de King Vidor, de 80m, conta-nos como um casal norte-americano, vítima da crise do capitalismo, se envolve numa extraordinária empreitada: a criação de uma herdade comunitária com outras vítimas do sistema.
11 Outubro: Doc. “Viver a Utopia”, Filme “Patagónia Rebelde” Viver a Utopia, 1993, de Juan Gamero, com 95m., mostra-nos as realizações anarquistas da Revolução Espanhola de 1936, contadas pelos próprios, que envolveram milhões de pessoas num ideal igualitário. A Patagónia Rebelde, um filme com 107m, de Hector Olivera, de 1974, basea-se na luta dos trabalhadores argentinos, filiados na central anarco-sindicalista FORA que, no seu combate com o patronato, se revoltaram contra os patões e as instituições estatais.
18 de Outubro: Doc: “Terra sem Pão”, Filme “Sacco e Vanzetti” Terra sem Pão, doc 27m,. de Buñuel, de 1932, relata a miséria atroz da comarca espanhola de Las Hurdas, onde grassava a pobreza absoluta. Sacco e Vanzetti, com 120m, de 1971, de Giuliano Montalvo, mostra-nos o processo político de 2 emigrantes italianos italianos, anarquistas, submetidos a um julgamento injusto e condenados à morte apesar de inocentes, apenas devido aos seus idiais.
25 Outubro: Doc.“Fas sin Pat”, Filme “Terra e Liberdade” Fas sin Pat, Fábrica sem Patrões, é um doc. de 63m., de Daniele Incaltern, de 2004, que relata a luta dos operários e piqueteiros da Argentina, na fábrica de cerâmica ZANON, ocupada e gerida pelos operários em auto-gestão. O filme Terra e Liberdade, de Ken Loach, de 1994, mostra-nos como em meados de 1930, um jovem inglês, vai para Espanha lutar pelos seus ideiais na Guerra Civil e descobre quem luta de facto pela solidariedade e liberdade e aqueles que camufladamente anseiam outra tirânia
6 de Novembro: Doc. “A Tornallon”, Filme “La Cecillia” A Tornallon, com 40m., realizado por Eric Peris, em 2006, mostra-nos a luta de uma comunidade rural dos arredores de uma grande cidade espanhola, Valência, que luta contra a especulação imobiliária estabelecendo uma aliança com jovens da cidade. La Cecillia, com 113 m., realizado por Jean-Louis Camolli em 1975, fala-nos da obra do anarquista italiano Giovanni Rosssi, que em 1890, obteve do imperador D.Pedro II, do Brasil, uma enorme propriedade no estado do Paraná, onde estabelece uma comunidade em que todos os habitantes procuram viver livres, sem leis e sem patrões.
4 de Outubro – Doc. “A Tomada”, Filme “O Pão Nosso” A Tomada, doc. de 87m, de Avi Lewis&Naomi Klein, aborda a luta de 30 trabalhadores de uma fábrica de peças falida, nos arredores de Buenos Aires, que a ocupam e através da democracia directa entram em autogestão, enfrentando patrões, banqueiros e todo um sistema.
O Pão Nosso, de 1934, um filme de King Vidor, de 80m, conta-nos como um casal norte-americano, vítima da crise do capitalismo, se envolve numa extraordinária empreitada: a criação de uma herdade comunitária com outras vítimas do sistema.
11 Outubro: Doc. “Viver a Utopia”, Filme “Patagónia Rebelde” Viver a Utopia, 1993, de Juan Gamero, com 95m., mostra-nos as realizações anarquistas da Revolução Espanhola de 1936, contadas pelos próprios, que envolveram milhões de pessoas num ideal igualitário. A Patagónia Rebelde, um filme com 107m, de Hector Olivera, de 1974, basea-se na luta dos trabalhadores argentinos, filiados na central anarco-sindicalista FORA que, no seu combate com o patronato, se revoltaram contra os patões e as instituições estatais.
18 de Outubro: Doc: “Terra sem Pão”, Filme “Sacco e Vanzetti” Terra sem Pão, doc 27m,. de Buñuel, de 1932, relata a miséria atroz da comarca espanhola de Las Hurdas, onde grassava a pobreza absoluta. Sacco e Vanzetti, com 120m, de 1971, de Giuliano Montalvo, mostra-nos o processo político de 2 emigrantes italianos italianos, anarquistas, submetidos a um julgamento injusto e condenados à morte apesar de inocentes, apenas devido aos seus idiais.
25 Outubro: Doc.“Fas sin Pat”, Filme “Terra e Liberdade” Fas sin Pat, Fábrica sem Patrões, é um doc. de 63m., de Daniele Incaltern, de 2004, que relata a luta dos operários e piqueteiros da Argentina, na fábrica de cerâmica ZANON, ocupada e gerida pelos operários em auto-gestão. O filme Terra e Liberdade, de Ken Loach, de 1994, mostra-nos como em meados de 1930, um jovem inglês, vai para Espanha lutar pelos seus ideiais na Guerra Civil e descobre quem luta de facto pela solidariedade e liberdade e aqueles que camufladamente anseiam outra tirânia
6 de Novembro: Doc. “A Tornallon”, Filme “La Cecillia” A Tornallon, com 40m., realizado por Eric Peris, em 2006, mostra-nos a luta de uma comunidade rural dos arredores de uma grande cidade espanhola, Valência, que luta contra a especulação imobiliária estabelecendo uma aliança com jovens da cidade. La Cecillia, com 113 m., realizado por Jean-Louis Camolli em 1975, fala-nos da obra do anarquista italiano Giovanni Rosssi, que em 1890, obteve do imperador D.Pedro II, do Brasil, uma enorme propriedade no estado do Paraná, onde estabelece uma comunidade em que todos os habitantes procuram viver livres, sem leis e sem patrões.
CGTP FAZ ANOS!
A CGTP faz hoje 43 anos de uma existência rica e atribulada! Tempos de resistência á ditadura, tempos de protagonismo revolucionário e tempos de resistência democrática. O País de Abril Democrático não seria o mesmo sem uma Central Sindical como a CGTP. Os capitães de Abril usaram as armas, mas foi o povo na rua e, em particular a CGTP, que nos locais de trabalho fez alterar a situação, criando novas situações, exprimindo a voz silenciada de milhões de trabalhadores que, durante décadas, tinha sido esmagada com a conivência e participação da maioria dos patrões do país! Nem tudo foi bonito e justo, é verdade! Num primeiro tempo a CGTP deixou-se cegar em demasia pela onda revolucionária eivada de um sectarismo que afastou muitos trabalhadores do processo. As contradições da revolução foram dividindo os trabalhadores nos locais de trabalho é certo. Em 1978 a CGTP procurou retificar o caminho embora já não fosse a tempo de impedir a grande cisão que daria lugar á UGT! Os estragos estavam feitos e foram bem aproveitados por quem estava interessado a nível nacional e internacional na divisão sindical. As relações das duas centrais nunca seriam pacíficas, o que trouxe grandes prejuízos ao movimento sindical português e aos trabalhadores que, embora em democracia, foram vendo e sentindo na pele a exploração do seu trabalho e a perda de direitos importantes. Sem a CGTP, hoje aniversariante, os trabalhadores portugueses nunca teriam alcançado os direitos e a proteção social que tivemos e que ainda temos e que teremos que defender e alargar. A todos os ativistas sindicais da CGTP e em particular aos que se referenciam do sindicalismo autónomo da BASE-FUT as nossas saudações fraternais!
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