VISÕES DO SINDICALISMO EM DEBATE!

A Biblioteca-Museu República e Resistência organiza em maio, em parceria com o coletivo «Tertúlia Liberdade», um Ciclo de Conferências sobre o tema «VISÕES do SINDICALISMO COMTEMPORANEO» .
Na próxima quinta -feira, dia 16 do corrente mês de Maio, será debatido o sindicalismo espanhol, em particular a experiencia do Sindicato Andaluz de Trabalhadores(SAT) de orientação autogestionária e autónoma! Estarão presentes sindicalistas daquela organização andaluza.

No próximo dia 23 estará em debate o sindicalismo português com intervenções de sindicalistas da CGTP,UGT,BASE-FUT e das correntes libertárias! As sessões são de entrada livre.Participa!

APOIEMOS A UNIDADE SINDICAL!

O Secretariado Nacional  da BASE-FUT acompanha com grande espectativa a aproximação realizada
entre a UGT e CGTP ao nível diretivo. É de realçar e aplaudir esta aproximação esperando que conduza á convergência duradoira na unidade na ação! É sabido que existem nas duas centrais sindicais quem não seja apologista desta convergência. Será necessária uma particular sabedoria estratégica por parte das respetivas direções para que não se tropece nesta caminhada.

Não se pode esquecer que historicamente a divisão sindical na década de 1920 até á implantação da ditadura facilitou a implantação desta e a destruição dos sindicatos livres e democráticos.

Atualmente a situação social e política ao nível mundial e nacional exige encontrar e valorizar o que nos une e não o que nos divide. Os trabalhadores organizados, e em particular o Movimento sindical , continuam a ser o principal movimento de resistência e proposta no mundo laboral.

QUE TRABALHO TEMOS?ENCONTRO BASE-FUT...

A Comissão para os Assuntos do Trabalho (CAT)  organiza no próximo dia 18 de Maio, em Lisboa, o Iº Encontro «Que trabalho temos, que trabalho queremos» tendo como principal objetivo ouvir as experiencias de trabalho de profissionais de vários setores económicos, debater as boas e más práticas existentes, direitos e deveres de quem trabalha, papel da inspeção do trabalho, importância da qualificação e formação profissional na defesa do emprego.

Este Encontro enquadra-se no objetivo que a BASE-FUT e o CFTL definiram para 2012 e 2013, tanto a nível nacional como internacional, que é a promoção do trabalho digno num momento de crise económica e social. Nesse quadro o CFTL e a CAT realizaram já diversas atividades noutras regiões, com particular destaque para a Conferencia Internacional efetuada em Fevereiro passado sobre o tema precisamente de Trabalho digno na UE e que teve o Apoio da Comissão Europeia e do EZA (Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores).Nos finais de 2013 está previsto também um seminário internacional sobre a precariedade no trabalho igualmente apoiado pela Comissão Europeia e pelo EZA.

TRABALHADORES ALEMAES SOLIDÁRIOS!

O KAB, organização de trabalhadores cristãos da Alemanha fizeram chegar aos trabalhadores
cristãos portugueses uma importante Declaração de Solidariedade que publicamos na íntegra!Para aqueles trabalhadores a austeridade em Portugal está neste momento a atacar a dignidade humana.


«Tanto em Portugal como em outros países europeus continua a aumentar a pressão sobre as pessoas. Até o Tribunal Constitucional chegou à conclusão que as medidas de austeridade decididas pelo Governo Português contradizem o princípio da igualdade.

A política de austeridade na Europa levou a uma situação que já não é aceitável do ponto de vista jurídico, porque vai contra a dignidade humana. Os políticos têm consciência que estas medidas levam as pessoas à pobreza, o que põe em perigo a sua existência financeira. Já não conseguem sair desta pobreza pela sua própria força. Outra questão crítica é que em Portugal as reduções nas despesas são mais sentidas no setor social e nos rendimentos das pessoas onde o Estado tem acesso direto. É o caso dos reformados, dos desempregados e dos funcionários públicos. Esta estratégia é visível em toda a Europa. A economia é dispensada ou até recebe vantagens fiscais. Os ricos podem esconder os seus bens em paraísos fiscais e, na maioria dos casos, não são acusados.

Os media na Alemanha tentam divulgar que o país conseguiu resistir bem à crise. Mas acontece que, também na Alemanha, há cada vez mais pessoas que não conseguem viver do seu rendimento. Regista-se um aumento dos setores onde se pagam salários muito baixos. Na Alemanha, o salário mínimo existe em muito poucos setores de trabalho. Assim, a política alemã está a seguir uma tendência que se nota em toda a Europa: dum lado aceita-se que muitas pessoas ficam cada vez mais pobres, enquanto a riqueza dum grupo pequeno está a crescer. Esta política é defendida pelas forças neoliberais e desumanas na Alemanha e transmitida por toda a Europa. Uma das consequências é que muitas pessoas são discriminadas e países inteiros podem cair na pobreza.

Nós, como Movimento de Trabalhadores Cristãos, KAB, estamos do lado dos pobres, seguindo os passos do Papa Francisco que reclama, da parte de toda a Igreja, solidariedade com os pobres e com as vítimas de exploração. Nós reclamamos uma sociedade em que todos possam viver em dignidade. Na base desta ideia está uma distribuição justa dos bens e um sentido de solidariedade.

O KAB da Alemanha, assim como o KAB da Diocese de Aachen quer declarar a sua solidariedade na luta por uma política justa e por uma garantia da dignidade humana em Portugal. Além disso, esforçamo-nos, em conjunto com outros movimentos de trabalhadores e da sociedade civil na Europa, por reclamar uma política que esteja ao serviço das pessoas e não ao serviço do capital.»

1 Maio 2013


Georg Hupfauer/ Ralf Taufenbach

KAB nacional da Alemanha /KAB da Diocese de Aachen

VENCER CRISE COM O ESTADO SOCIAL!

O Congresso Democrático das Alternativas (CDA) promove no próximo dia 11 de Maio, no Fórum
Lisboa, na Avenida de Roma, em Lisboa, a Conferência Vencer a Crise com o Estado Social e com a Democracia, tendo como finalidade a defesa, a sustentabilidade e o futuro do Estado Social em Portugal.

A par da participação individual aberta a todos os cidadãos interessados mediante inscrição através da página do CDA – www.congressoalternativas.org. foram convidadas várias organizações cívicas e sociais.
A BASE-FUT foi convidada a participar nesta conferencia de grande atualidade e oportunidade!

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PODER LOCAL-DEMOCRACIA PARTICIPATIVA!

Em ano de eleições autárquicas quatro organizações cívicas, não partidárias, promovem no próximo
dia 18 de Maio um Colóquio sobre «Poder local e Democracia participativa».
BASE-FUT, Movimento Democracia Participativa e LOC/Movimento dos Trabalhadores Cistãos vão aprofundar este tema no Centro Paroquial de Penedos, na Covilhã, convidadando todos os cidadãos interessados pela tema.
Os animadores, António Cardoso Ferreira, Paulo Caetano e André Barata são cidadãos com grande experiencia e militancia social, cívica e cultural na região e até a nível nacional!Um debate que vai valer a pena participar!

LIVROS QUE TOMAM PARTIDO!




Pelúcio Flamarion ,Investigador brasileiro, estudou o livro político em Portugal de 1968 a 1980 e
vai agora defender a sua tese no próximo dia 7 de Junho na Universidade de S. Paulo, Brasil.Entre as edições estudadas Flamarion estudou as «edições Base».Estamos muito curiosos para ler os resultados do seu trabalho.


Resumo:

SILVA, Flamarion Maués Pelúcio. *Livros que tomam partido: a edição política em Portugal, 1968-80*. 2013. 617 f. Tese (Doutorado em História Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

O objetivo deste trabalho é analisar a atuação das editoras de livros de caráter político em Portugal entre 1968 e 1980, a fim de verificar o papel político, cultural e ideológico que desempenharam no processo de transformações pelo qual passou o país nesse período. Para isso, busquei:

a) identificar as editoras que realizaram essas publicações e examinar as vinculações políticas que tinham; b) realizar o recenseamento das obras de caráter político publicadas no período em estudo; c) identificar as pessoas e organizações responsáveis por essas editoras e publicações.

A partir dos dados levantados procuro entender como atuavam estes editores, quais suas motivações políticas, ideológicas e empresariais, como organizavam as editoras do ponto de vista intelectual e comercial, e qual o peso das vinculações políticas na vida das editoras.

Em termos cronológicos, o período em foco começa em 1968, com o afastamento por motivos de saúde de Salazar do poder e sua substituição por Marcelo Caetano, e vai até 1980, com a formação do primeiro governo de direita após o fim da ditadura em 25 de abril de 1974.

Uma síntese do trabalho mostra que existiram pelo menos *137 editoras que **publicaram livros de caráter político* em Portugal entre 1968 e 1980, tendo editado cerca de 4.600 títulos políticos no período. Este trabalho apresenta estudos sintéticos sobre 106 destas editoras.

Minha tese é que estas editoras conformaram o que podemos chamar de *ediçãopolítica* no país. Ao realizar um trabalho editorial que vinculava de modo direto engajamento político e ação editorial, estas editoras – e seus editores – atuaram com clara intenção política de intervenção social, tornando-se sujeitos ativos no processo político português no período final da ditadura e nos primeiros anos de liberdade política.


*Palavras-chave:* Edição política – Portugal; História Editorial – Portugal; Revolução dos Cravos.