LEMBRAR O ZECA AFONSO!

No próximo dia 22 do corrente mês de Fevereiro, pelas 21 horas, a BASE-FUT e a Liga dos Amigos dos Penedos Altos vão organizar um encontro na Covilhã para lembrar e homenagear o grande cantor e poeta Zeca Afonso. Estão previstas intervenções de António Duarte, Maria João Cassapo, Rúben Matos e, ainda do jornalista Jorge Santos. A festa tem música e convívio á volta dos tradicionais comes e bebes da região.
O cantor foi um dos grandes animadores da Cooperativa Era Nova, instalada na sede nacional da Base em Lisboa e que agremiou durante muito tempo alguns dos mais famosos cantores de intervenção como Sergio Godinho e Fausto. De forma discreta a BASE albergou diversos grupos culturais e sindicais que não tinham instalações ou que eram despejados das mesmas. Uma homenagem merecida a que todos nos associamos!

CATÓLICOS CONTRA A DITADURA!

No próximo dia 22 de fevereiro, pelas 15 horas, vai realizar-se no Convento dos Dominicanos, Alto dos Moinhos, em Lisboa um Encontro/Tertúlia sobre «Os católicos contra a ditadura» com a participação de vários companheiros que encarnaram de algum modo essa resistência, nomeadamente Frei Bento Domingues, Nuno Teotónio Pereira, Fernando Abreu, Luísa Cabral, Cesário Borga e Francisco Fanhais.
«Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar» era um dos lemas desta geração que mobilizou largos estratos de portugueses para a luta contra a ditadura, a guerra colonial e a formação da intersindical nacional!
O evento é organizado pelo movimento «NÃO APAGUEM A MEMÓRIA» e Instituto São Tomás de Aquino com um particular empenhamento de Isabel Pena, que, sendo de uma geração mais recente, participou ainda neste movimento de resistência.

A ECONOMIA QUE MATA E O PAPA FRANCISCO!

Lisboa, 04 fev 2014 (Ecclesia) – O Centro de Investigação de Direito Europeu, Económico, Financeiro e Fiscal (CIDEEFF) vai promover esta quinta-feira , dia 6, um debate na Faculdade de Direito em Lisboa sobre a mensagem económica e social do Papa Francisco. “Numa deslocação a Lampedusa, para rezar e chorar os mortos do drama da emigração, num encontro com desempregados em Cagliari, bem como em várias intervenções públicas, o Papa Francisco foi transmitindo uma mensagem inovadora e corajosa sobre os problemas económicos dos nossos dias”, refere a nota enviada hoje à Agência ECCLESIA. “Na exortação apostólica ‘Evangelli Gaudium’ (A Alegria do Evangelho), o Papa desenvolveu, mais solidamente, mas sempre com a mesma convicção e fé, a sua conceção da economia e dos problemas dos nossos dias”, acrescenta o texto. A nota refere ainda “as muitas inovações” que Francisco trouxe ao panorama atual sendo estas “responsáveis pelo eco da sua mensagem económica e social não ter sido tão intenso como era expectável”. A sessão a ter lugar no auditório da faculdade de Direito de Lisboa inicia-se por volta das 09h30 com a presença do reitor da Universidade de Lisboa, António Manuel da Cruz Serra, do diretor da faculdade de Direito, Jorge Duarte Pinheiro e do coordenador do CIDEEFF. O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, vai também marcar presença para “debater e refletir sobre uma mensagem corajosa, que abre caminhos ao mundo” numa conferência que termina com um debate com Guilherme de Oliveira Martins, Francisco Louçã, Francisco Sarsfield Cabral e Eduardo Paz Ferreira.

PRECARIEDADE E POBREZA!

O Padre Jardim Agostinho Moreira, atual Presidente da Rede Europeia Anti- Pobreza, vai participar no painel «desemprego, precariedade e pobreza- o triangulao da indignidade?» do Seminário internacional intitulado «Precariedade laboral e coesão social na União Europeia a ter lugar em Lisboa, nos dias 13,14 e 15 deste mês de fevereiro, e promovido pelo CFTL/BASE- FUT , com o apoio do EZA e da Comissão Europeia.
No mesmo painel intervirá também o alemão Johannes Eschweiler do KAB e Pastoral Operária da Diocese de Aquisgrão Neste seminário está também previsto um painel, no dia 15, com Arménio Carlos da CGTP e Vítor Coelho da UGT sobre formas de mobilização social contra a precariedade laboral.

BASE-FUT DEBATE ORÇAMENTO DO ESTADO!

A BASE-FUT da Região de Lisboa vai realizar um debate sobre o Orçamento do Estado no próximo sábado, dia 8 de fevereiro, pelas 15 horas, na sede nacional, Rua Maria 15, em Lisboa. Para animar o debate vai participar a economista e investigadora do ISEG Margarida Chagas que também pertence ao grupo Economia e Sociedade. O orçamento do Estado para 2014 tem merecido várias críticas de vários setores da sociedade portuguesa na medida em que continua as políticas de austeridade com um agravamento especial das condições de vida dos funcionários do estado e dos pensionistas, para além dos cortes na educação, saúde e ciência. Perspetiva-se assim um debate interessante dado que aquele documento do Estado vai mexer com a vida de toda a gente e será um instrumento de maior desigualdade social!

DESPEDIR À VONTADE?

Em Portugal continua a saga da revisão laboral! Agora sobre os critérios para o despedimento individual. É uma velha história que tem quase a idade da democracia. O objetivo dos patrões e organizações nacionais e internacionais que lhe são afetas já está definido há décadas. Despedir á vontade! Para estes, Portugal tem uma legislação muito pouco flexível, ou seja, protege muito os empregados!
Ora, a nossa Constituição apenas exige critérios objetivos para se despedir uma pessoa. Mais nada! Que não fique ao arbítrio do patrão. Para além dos despedimentos coletivos que são relativamente fáceis de implementar, existe uma variado leque de condições para o despedimento por justa causa! Que mais quer o patronato português?
Quer que a lei lhe dê a faculdade de despedir quando e muito bem lhe apetecer! Ou seja, destruir uma ideia constitucional básica e que é um dos eixos do direito do trabalho- o equilíbrio saudável e democrático entre o direito á segurança no trabalho e o direito á iniciativa económica! Ao liquidar este equilíbrio a democracia será nula na empresa e os direitos sociais serão uma miragem! A empresa, e não o trabalhador, será o sujeito de todos os direitos!
Ao apresentarem os critérios para o despedimento em que o primeiro será a avaliação de desempenho, estamos mesmo a ver que esse equilíbrio será destruído. Em que empresas portuguesas se realiza uma avaliação de desempenho objetiva? Nem na Administração Pública acontece inteiramente! Não venham com mais conversa porque as pessoas não são ignorantes!

LEVANTAMENTO DO 31 DE JANEIRO DE 1891

Sem grandes táticas militares decidiu-se escolher aquele dia para a revolução. Os de Lisboa estavam indecisos, embora a revolta fosse grande contra os ingleses e a cobardia da monarquia perante o ultimato humilhante que tinha ocorrido há precisamente um ano! Há muito que alguns escondiam as armas nos sótãos para o dia do juízo final contra a corrupção, a opressão e a miséria generalizada.
 Pelas duas da manhã um magote de gente, constituído por centenas de militares e populares, pegou em armas e dirigiu-se, ao som da« Portuguesa», para o centro da cidade do Porto, Praça da Batalha, tendo como objetivo a casa dos correios e telefones. Para os revolucionários o dia seria luminoso e a República, a grande utopia, seria implantada a partir do Porto. As balas da guarda municipal afeta á Monarquia, bem colocada no cimo da rua de Santo António, travaram a marcha popular deixando logo ali mais de uma dezena de mortos e quatro dezenas de feridos, alguns em estado bem grave! O sangue tingiu mais uma vez o solo da capital nortenha na luta pela liberdade. Ao nascer do sol teve início o julgamento dos revoltosos civis e militares que se deram conta do esmagamento total da sua iniciativa. Rezam as crónicas que foram julgados mais de 500 militares, para além de numerosos civis. Foram muitos os populares que escaparam á prisão porque conheciam os recantos da cidade. Ao largo do porto de Leixões estavam os barcos que levariam os condenados. Alguns nem tempo tiveram para se despedir de filhos e mulheres. Embora tristes, estes dias foram o anúncio da República esperada! República que, apesar dos seus avanços sociais e políticos, viria a ser madrasta para o movimento operário e sindical. A rua 31 de janeiro está no Porto para testemunhar estas memórias de um povo! Em Lisboa temos o Mercado 31 de janeiro! As pedras não falam, as ruas não contam…mas temos registos, temos memórias!