TRATORES CONTINUAM A MATAR.PORQUÊ?

O Governo procura uma solução para a elevada sinistralidade com tratores. Só este ano já perderam a vida 42 pessoas em acidentes com estes veículos. Nesse sentido, o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e o Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, reuniram-se no passado mês de junho com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), a Direção Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT, LP.) e a Guarda Nacional Republicana (GNR), com o objetivo de analisar a problemática da sinistralidade com tratores e máquinas agrícolas. No distrito de Bragança este ano já perderam a vida quatro agricultores enquanto manuseavam estas máquinas.

NOTA: Há que tomar medidas de fiscalização nas estradas, caminhos rurais e terrenos agrícolas unificando a vigilância e inspeção. Pessoas sem a devida habilitação e já com bastante idade continuam a circular com tratores agrícolas!

NADADORES SALVADORES QUEREM SINDICATO!

 
Um grupo de  Nadadores Salvadores encontra-se a iniciar o processo de criação de um sindicato que seja a voz das suas reivindicações como classe.

 Os Nadadores Salvadores são uma classe de trabalhadores que estão em luta pelas suas reivindicações não só para obterem melhores condições de trabalho, mas também, tendo como preocupação a emergente falta de segurança nas praias, nos equipamentos públicos (parques de campismo e outros) e nos equipamentos privados (hotéis, resortes, etc).

Reivindicam melhores condições no local de trabalho, de modo a estarem protegidos do sol e do vento, mais equipamentos e meios de socorro/salvamento, uma tabela salarial de acordo com a sua exposição ao risco, com actualizações de três em três anos, respeito e cumprimentos pelo horário de trabalho estabelecido das 40 horas semanais e formação regular e adequada na sua profissão.

Os Nadadores Salvadores chamam à atenção para a existência de cada vez mais equipamentos com piscinas e por períodos de tempo mais alargados, que potencia o risco para o público utilizador.



SER DELEGADO SINDICAL? PORQUE NÃO?

Aceitar o cargo de delegado sindical por escolha dos seus colegas é uma atitude de cidadania e de grande firmeza de caráter e de convicção. Mas, para que esta atitude resulte em benefício de todos é necessário ter em conta algumas condições.
 Antes de mais é necessário o apoio contínuo dos colegas. Não é suficiente ter o voto dos outros trabalhadores no ato da eleição. São os trabalhadores, e muito particularmente os sócios do sindicato, que dão força ao delegado sindical. Neste contexto são importantes as reuniões nos locais de trabalho aproveitando as horas previstas na lei para o efeito. A força do sindicato e do delegado sindical ou comissão sindical está nos sócios e no coletivo dos trabalhadores. A sua vontade, reivindicações e críticas devem ser tomadas em conta inclusive pela direção sindical!
É a vontade da base que deve determinar a política sindical. As estruturas sindicais superiores devem recolher a vontade expressa nos locais de trabalho e fazer a sua leitura politico-sindical. Não devem ser os dirigentes a definir as ações indo depois aos locais de trabalho pedir para que os delegados sindicais e os trabalhadores façam, executem o que eles decidiram. Os dirigentes sindicais informam os trabalhadores, apresentam a visão global dos problemas, a situação das negociações, as barreiras, os constrangimentos. Mas a última palavra é dos trabalhadores! A sua vontade deve ser respeitada para que eles assumam as decisões e participem ativamente nas lutas.
O delegado sindical é o elo fundamental entre os locais de trabalho e a estrutura superior do sindicato, entre a base sindical e a direção. Ele não é um «pau mandado», um empregado do sindicato, uma tropa de choque, um «vai a todas», um porta bandeiras ou faixas. É o principal ator do coletivo sindical! Ele representa o coletivo da empresa ou serviço! Ele exprime a vontade dos seus colegas! Ele está na primeira linha na defesa dos direitos e interesses dos colegas de trabalho!
Por outro lado é importante que o delegado sindical tenha muita capacidade de escutar. Mais do que falar é preciso escutar o que dizem os trabalhadores. Por vezes o delegado é um palavroso, cheio de tiques de mini político, de chavões que o amarram logo a determinado partido. Ele é um animador do coletivo, dos seus colegas. Ele esclarece, informa, incentiva e procura resolver os conflitos a favor dos seus colegas sem nunca quebrar pontes com a entidade patronal ou com os serviços de pessoal. Cada pessoa tem a sua maneira de ser. Todavia o delegado sindical deve-se preparar para criar condições de unidade entre todos os trabalhadores, qualquer que seja o partido, clube ou religião dos mesmos. A unidade e o combate a todo o sectarismo e discriminação são condições necessárias para uma boa ação sindical nos locais de trabalho!

Informação laboral

EXPLORAÇÃO LABORAL NO NEGÓCIO DOS TUK TUKS!

Os tuks tuks já são um negócio! Mas como negócio que emerge deve ser regulado. E não apenas sob ponto de vista camarário e de condução na cidade mas também noutros importantes aspetos como o seu lugar no quadro dos transportes turísticos, onde já existem outros atores como os táxis e outras empresas de passeios e transporte nas cidades!

Mas a questão laboral também se está a colocar neste negócio. No início eram os próprios proprietários dos tuk tuks a conduzirem e a transportarem os turistas. Nesta fase do negócio já temos empresas que recrutam gente jovem e licenciada sem qualquer contrato, pagos de diversas maneiras, com horários á la carte e, em alguns casos, falta de seguro de acidentes do trabalho! Isto chama-se organização da exploração do trabalho juvenil que ocorre em muitos setores turísticos! A inspeção do trabalho deve pensar em atuar em particular nestes casos para dar um sinal de que no turismo não vamos ter a lei da selva laboral!

E SE FOSSE CONSIGO? - A luta dos Assistentes Sociais contra a precariedade!

Sabe que o seu salário é manifestamente inferior ao praticado no Contrato Coletivo de Trabalho (CCT)
(sector privado) mas aceita trabalhar pelo salário oferecido porque precisa de trabalhar. Eis que quando regressa da licença de maternidade começa a ser vítima de assédio moral porque o seu lugar está ocupado. E se num belo dia a sua entidade patronal lhe dissesse que gostamos muito do seu trabalho mas somos forçados a dispensar “assine aqui por favor a bem da comunidade”. Ou quando percebe que o seu cargo de Direção Técnica está em risco em prol de outro técnico “afeto” à/ao presidente da Direção da sua IPSS. Entre muitos, outros, estes exemplos são bem reais e um dia podem acontecer-lhe a si no seu local de trabalho. ...Ver Boletim do Sindicato

REFORÇAR AÇÃO INSPETIVA NA CONSTRUÇÃO!

A Autoridade para as Condições do Trabalho realizou na semana de 13 a 17 de junho uma ação inspetiva de âmbito nacional no setor da construção civil visando a promoção da segurança e saúde no trabalho e o combate à sinistralidade laboral nos respetivos estaleiros. Nesses dias foram acompanhadas mais de 700 empresas em 280 estaleiros de construção civil, beneficiando mais de 2.000 trabalhadores.
Globalmente os inspetores do trabalho adotaram 50 autos de notícia, realizaram 10 suspensões de trabalhos e apresentaram cerca de 600 notificações para as empresas adotarem as necessárias medidas para o efetivo cumprimento das normas legais de segurança e saúde no trabalho.
Segundo dados da ACT, e até ao dia 2 de junho do ano corrente, foram objeto de inquérito por esta Autoridade 50 acidentes de trabalho mortais, dos quais 12 no setor da construção.
Em Portugal, e de acordo com os dados oficiais mais recentes de 2013, registaram-se mais de 195 mil acidentes de trabalho, dos quais 160 foram mortais. Destes, 42 ocorreram no setor da construção. No entanto, é de salientar que desde 2008 se tem registado uma diminuição do número total de acidentes, com exceção de 2013 em que tivemos um ligeiro aumento relativamente a 2012. Já quanto aos acidentes mortais a diminuição tem sido constante e significativa.
Perante esta realidade, e para além das ações previstas no seu Plano de Atividades, a ACT e a Inspeção do Trabalho e Segurança Social de Espanha lançaram no passado dia 13 de maio, na cidade de Sintra, uma Campanha Ibérica de prevenção dos acidentes de trabalho nos dois países.(comunicado da ACT).


CONDIÇÕES DE TRABALHO NA EUROPA!



O mais recente inquérito europeu ás condições de trabalho revela que:
Quase um em cada seis trabalhadores (16 %) declara ter sido sujeito a comportamento sociais adversos – tais como atos de violência, assédio e atenção sexual não desejada – susceptíveis de terem consequências negativas graves para os trabalhadores em causa e para a sua participação continuada no trabalho.
 Um em cada dez trabalhadores (10 %) declara que está «bastante mal» ou «muito mal» informado sobre os riscos para a saúde e a segurança relacionados com o desempenho da sua função.
A percentagem de trabalhadores que afirmam ter a sua saúde em risco devido ao seu trabalho tem vindo a diminuir: 23 % dos trabalhadores da UE em 2015, comparativamente a 31 % em 2000.ver